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Workshop sobre a Quarta Revolução Industrial debate oportunidades e desafios para a gestão

Gil Giardelli destacou que o investimento na Indústria 4.0 ajuda a reduzir custos, ampliar a receita, desenvolver novas competências e inovação

Gil Giardelli destacou que o investimento na Indústria 4.0 ajuda a reduzir custos, ampliar a receita, desenvolver novas competências e inovaçãoFoto: Vinícius Magalhães

23/08/17 19:05  -  Atualizado em  23/08/17 19:28

Os impactos da Quarta Revolução Industrial, também conhecida como era cognitiva, já podem ser sentidos pelas empresas. Para ajudar as indústrias fluminenses a incorporarem as oportunidades desses novos modelos de gestão, o IEL realizou um workshop sobre o tema com o estudioso da cultura digital e consultor do IEL, Gil Giardelli. Para ele, grande parte dos modelos de gestão utilizados hoje não são favoráveis a inovação e o ambiente organizacional precisa promover esta mudança.

“Um dos nossos grandes desafios é trazer nossas empresas para o tempo atual. Somos pessoas do século XXI com empresas do século XX. Vivemos uma realidade volátil, incerta, complexa e ambígua. Precisamos lidar melhor com essa dinâmica explosiva e veloz por meio de modelos de gestão mais flexíveis”, explicou Giardelli, que também é membro do XMedia da Universidade de Stanford.

De acordo com ele, é possível investir mais em design thinking, abordagem que permite olhar para a ponta antes de inovar, e menos em análises SWOT . Isso porque em uma avaliação sobre ameaças e oportunidades não seria possível identificar que uma empresa de automóveis, como a Ford, seria concorrente do setor de água mineral, por exemplo, ao desenvolver uma tecnologia que permite a filtragem e o reaproveitamento da água gerada pelo sistema de ar-condicionado dos veículos, produzindo água potável.
 

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O perfil da liderança nessa nova era, que deve ser mais flexível, descentralizado, cooperativo e ágil foi outro tema debatido


“É preciso focar nas pessoas. A tecnologia, disponível em abundância, hoje, deve ser o meio, enquanto o objetivo de um negócio deve priorizar a agregação de valor por meio de produtos que atendam às necessidades humanas. As marcas precisam ser mais humanas para sobreviver”, analisou o especialista.

Segundo Giardelli, investir na Indústria 4.0 ajuda a reduzir custos, ampliar a receita, desenvolver novas competências e inovação, além de melhorar a utilização de ativos. Ele explicou que planejar uma gestão baseada nessa nova era demanda tempo e investimento, o que pode ser um desafio para as
empresas atuais, embora seja viável para negócios de qualquer porte.

O perfil da liderança nessa nova era, que deve ser mais flexível, descentralizado, cooperativo e ágil, foi outro tema debatido: “É necessário desenvolver flexibilidade cognitiva para reaprender novas formas de administração, além de se identificar com o seu negócio, de modo a não ser movido apenas por motivações econômicas. Será demandado maior equilíbrio entre razão e emoção”. 

Quanto à mão de obra, Giardelli ressaltou que ela precisará ser cada vez mais capacitada, pois os problemas atuais são mais complexos. “A cada emprego fechado por conta do surgimento de uma nova tecnologia, chamado de desemprego tecnológico, três novos são criados por causa dela. Entretanto, será preciso qualificar esses profissionais para atuar mais utilizando sua criatividade, intelecto e emoção na era “human to human” (H2H)”, avaliou.

Escola de Negócios

O workshop foi o primeiro de uma série de debates sobre o tema que o IEL-RJ pretende fazer como forma de se reposicionar e, até 2020, ser reconhecido com a Escola de Negócios da Indústria.

“A Nova Revolução Industrial não tem mais volta, já é realidade. Por isso, o IEL ajudará os empresários a conhecerem as novas oportunidades de gestão e de inovação, com intuito de ajudá-los a se adaptarem a essa nova realidade”, explicou Alexandre dos Reis, superintendente do IEL. O evento “A Quarta Revolução Industrial: Qual o Caminho da Gestão?” aconteceu em 21 de agosto, na sede da FIRJAN.

 
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