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Brasil deve investir em inovação para ser competitivo

A palestra Competitividade das economias latino-americanas aconteceu em 9 de março

A palestra Competitividade das economias latino-americanas aconteceu em 9 de marçoFoto: Vinicius Magalhães

12/03/18 08:58  -  Atualizado em  12/03/18 10:48

Inovação e tecnologia são fatores essenciais para um país que deseja ser competitivo. A afirmação é do economista e diretor do Columbia Global Center Rio de Janeiro, Thomas Trebat. Em seminário na FIRJAN, ele analisou o ambiente de negócios brasileiro em comparação com as economias mais competitivas do mundo.

Segundo Trebat, desde 2012 o Brasil vem caindo de posições no Ranking de Competitividade do Fórum Econômico Mundial. Antes na 48ª colocação, hoje o país encontra-se em 80º lugar. “Instituições fracas, infraestrutura deficiente, burocracia, saúde e educação primária precárias explicam o resultado do Brasil no ranking”, apontou.

Ainda assim, o economista acredita que as soluções para melhoria desse cenário são alcançáveis se o país investir em uma agenda direcionada à inovação e tecnologia. De acordo com ele, esse fator ganha um valor ainda maior ao se considerar a tendência global da chamada Indústria 4.0. Nesse movimento, tecnologias disruptivas estão criando novas oportunidades e aumentando a produtividade das empresas.

“O Brasil tem um sistema nacional de inovação construído com boas universidades, entidades de pesquisa, forte tendência do empreendedorismo, bancos de fomento e algumas políticas de incentivo. O problema é que a maioria desses fatores não está integrada, há grande burocracia e pouco planejamento de longo prazo”, ponderou Trebat.

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“O Brasil tem um sistema nacional de inovação construído com boas universidades, entidades de pesquisa, bancos de fomento e algumas políticas de incentivo. O problema é que a maioria desses fatores não está integrada” | Foto: Vinicius Magalhães


Agenda de reformas

Outro ponto defendido por Trebat são reformas microeconômicas que melhorem o ambiente de negócios, como a tributária, em vista de simplificar o sistema brasileiro. Nesse sentido, o economista-chefe do Sistema FIRJAN, Guilherme Mercês, pontua como os demais países investiram nessa agenda para se reerguerem depois da crise de 2008.

Como exemplo, ele citou o México, que alterou sua legislação trabalhista em 2012. “No Brasil, só conseguimos uma reforma trabalhista no ano passado. Estamos muito atrasados nesse sentido”, afirma. Para ele, é urgente a necessidade das reformas da Previdência e Tributária: “Há mais de 20 anos a FIRJAN defende a realização de reformas no país”.

A palestra “Competitividade das economias latino-americanas: uma perspectiva global e lições para o Brasil” aconteceu em 9 de março. A iniciativa é mais uma ação do Programa Internacional de Educação do Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

 
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