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Competitividade / Sistema FIRJAN

Aneel reduz índice de reajuste da Light

14/03/17 17:20  -  Atualizado em  28/03/17 12:07

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reduziu para 11,89% o reajuste da tarifa da Light para os consumidores industriais. Na proposta inicial, o aumento previsto para a indústria era de 20,56%. A concessionária atende 31 municípios e a capital fluminense. A nova tarifa passa a valer a partir de 15 de março.

Para defender o interesse do setor industrial e alertar para os impactos do aumento da tarifa, a Federação realizou encontros com a Light e a Aneel. Em janeiro, o Conselho Empresarial de Energia Elétrica recebeu a presidente da concessionária, Ana Martha Veloso, e defendeu a importância da energia elétrica com preços competitivos para as indústrias.

No mesmo mês, a Federação também sediou audiência pública da Aneel que discutiu a antecipação da revisão tarifária na qual Fernando Cancella, presidente do Conselho de Consumidores da Light e representante do setor industrial nesse Conselho, realizou uma apresentação pleiteando a redução do reajuste, o combate as perdas comerciais de energia e a melhoria na qualidade do fornecimento.

“A Aneel entendeu que nossa demanda tinha fundamento e nos convidou para ir até Brasília para dar mais subsídio à decisão deles. Nas duas reuniões que participamos, expusemos novamente nosso pleito, enfatizando que um aumento de 20,56% inviabilizaria investimentos no estado do Rio. A agência, então, entendeu que havia margem para diminuir esse índice”, explicou Tatiana Lauria, especialista de Estudos de Infraestrutura da FIRJAN.

Enel também reduz tarifa

A Aneel também aprovou o reajuste tarifário anual da Enel Distribuição Rio (antiga Ampla). As tarifas serão reduzidas, em média, em 6,51% para todos os clientes da distribuidora.

Os consumidores de média e alta tensão terão redução média de 7,12%; já para os clientes de baixa tensão, em sua maioria consumidores residenciais, a redução será de 6,24%. O reajuste também entra em vigor a partir de 15 de março, e, segundo a concessionária, reflete os menores custos com a compra de energia no país.

Estado do Rio tem a tarifa mais alta

O recente estudo divulgado pelo Sistema FIRJAN aponta que a indústria fluminense paga a mais cara tarifa de energia elétrica do Brasil, com custo 24,8% superior à média nacional. A alíquota de ICMS incidente sobre as contas de luz no estado do Rio também está acima da média do país, impactando a competitividade do setor produtivo.

A antecipação tarifária da Light foi solicitada pela concessionária junto a Aneel, tendo como justificativa a necessidade de recuperação do equilíbrio financeiro da empresa, que estaria sendo afetado pelo aumento do roubo de energia e da inadimplência dos consumidores. A revisão periódica estava prevista para acontecer somente em 2018.

Alceir Corrêa, presidente da Representação Regional FIRJAN/CIRJ no Centro-Sul Fluminense, ressalta que a atuação da Federação contribuiu para reduzir os impactos do reajuste para as empresas, que têm na energia elétrica um insumo fundamental para o processo produtivo.

“A FIRJAN uniu esforços para evitar que os efeitos fossem piores para a indústria. É um trabalho importante, porque a situação do setor industrial já está muito difícil no estado do Rio”, afirmou o empresário, que também preside o Sindicato das indústrias de alimentação de Três Rios, Paraíba do Sul, Sapucaia, Areal, Comendador Levy Gasparian e São José do Vale do Rio Preto (Sindal).

Os índices de reajuste das tarifas da Light e da Enel foram anunciados em 14 de março.

Saiba mais sobre o estudo “Quanto custa a energia elétrica para a pequena e média indústria no Brasil”

 
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