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Firjan SENAI e Elabora Social celebram o terceiro ano de parceria na capacitação de mulheres para o setor de joias

Em São Paulo, presidente Luiz Cesio Caetano e Carla Pinheiro visitaram o estande do Instituto Elabora Social na FENINJER+

Em São Paulo, presidente Luiz Cesio Caetano e Carla Pinheiro visitaram o estande do Instituto Elabora Social na FENINJER+Foto: Divulgação

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Publicado em 28/08/2026 09:59  -  Atualizado em  28/08/2026 11:51

Uma parceria com foco na inclusão vem transformando a vida de muitas mulheres por meio da ourivesaria. Colhendo impactos positivos, a Firjan SENAI celebra os três anos de atuação em conjunto com o Instituto Inclusartiz no Programa Elabora Social, que oferece gratuitamente uma formação qualificada para o setor.

De acordo com a presidente do Sindicato das Indústrias da Joalheria e Lapidação de Pedras Preciosas do Estado do Rio de Janeiro (Sindijoias) e diretora da Firjan, Carla Pinheiro, o projeto representa um passo significativo para o segmento. Ela destaca que o curso insere mulheres com alta performance técnica em uma atividade produtiva historicamente ocupada por homens.

“O diferencial desse projeto é o protagonismo feminino. Não promovemos apenas diversidade na linha de produção. Trazemos também um olhar criativo, mais cuidadoso e inovador que fortalece a competitividade de toda a nossa indústria. A atuação da Firjan SENAI com o Elabora garante a excelência técnica de uma formação com mais de 460 horas no Centro de Referência em Joalheria da Firjan SENAI Maracanã, que abriga os laboratórios de ourivesaria mais modernos da América Latina”, explica ela, que também preside o Conselho de Mulheres da federação

Para Nathalie Kuperman, fundadora e diretora-presidente do Instituto Elabora Social, organização sem fins lucrativos, a parceria contempla as demandas do mercado por profissionais qualificados. Além disso, Nathalie destaca que estar junto com a Firjan SENAI é uma oportunidade valiosa diante da expertise do Centro de Referência de Joias e Bijuterias da federação, reconhecido como referência em infraestrutura, inovação, capacitação qualificada, equipamentos de ponta e corpo docente. 

“Temos a honra e a alegria de possibilitar que mulheres que buscam sua mobilidade social recebam esse legado de conhecimento de professores que passaram por grandes joalherias, trabalharam décadas nas melhores do Rio de Janeiro e ensinam para elas as técnicas da alta joalheria. Assim, estas mulheres podem aplicar tanto na produção de joias quanto na produção de bijuterias em suas carreiras profissionais”, destaca Nathalie.

Carla Pinheiro, também vice-presidente de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro de Gemas & Metais Preciosos (IBGM), enfatiza que a inclusão e a promoção de oportunidades não se encerra com o curso:

“Tudo isso faz parte da parceria entre Sindijoias e Firjan SENAI, pois foi esta conexão que viabilizou o sucesso do projeto com o Elabora Social. Ele nasceu do compromisso de ampliar o acesso à qualificação técnica no setor. Seguimos ao lado dessas novas ourives depois da formação, incentivando o empreendedorismo, o aprimoramento de competências, a atualização constante e a discussão sobre o futuro do nosso setor.”

Das aulas para o mercado

O curso tem como público-alvo mulheres, a partir de 18 anos, com renda per capita de até 1 salário mínimo e meio, sendo que 30% das vagas são destinadas para cota racial. As aulas ministradas no Centro de Referência em Joalheria Firjan SENAI têm duração de cerca de oito meses, e as alunas recebem educação sobre História da Joalheria, Desenho de Joias, Técnicas de Ourivesaria Básica e Avançada, Cravação, Desenvolvimento de Coleção, Modelagem 3D e Empreendedorismo. Neste ano, 23 alunas participaram da terceira turma. 

Um dos exemplos de transformação e inclusão no mercado de joias por meio do projeto, a carioca Clara Sales, 30 anos, conta que aprendeu desde a base teórica até a prática técnica da ourivesaria. Segundo a moradora de Higienópolis, a preparação não apenas a capacitou para atuar com propriedade no setor, como também a ajudou a ter segurança no processo seletivo que lhe garantiu uma vaga na joalheria Sauer, onde trabalha como Auxiliar de Produção há quase um ano.

Clara destaca como a formação técnica e a oportunidade do curso complementar de Modelagem 3D expandiram suas perspectivas de carreira. “A Firjan SENAI me proporcionou chegar ao mercado preparada e segura sobre o trabalho que eu fazia. O curso me deu a bagagem teórica e prática para trabalhar onde estou”, conta.

Para além das fronteiras

Como trabalho de conclusão de curso, as participantes do projeto criam uma coleção de joias, que são expostas em feiras de âmbito nacional e internacional. A produção do Instituto Elabora Social foi apresentada na 83ª Feira Nacional da Indústria de Joias, Relógios e Afins (Feninjer), a maior feira de joias da América Latina (B2B), que ocorreu neste mês, em São Paulo. Também foram expostas as peças na ArtRio e no Centro Cultural Inclusartiz.

Além disso, a visibilidade dos trabalhos chegou à COP 30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, realizada em Belém, em novembro de 2025), com a apresentação da coleção conceitual Jóias da Amazônia. Este movimento representou um importante passo para transações comerciais internacionais de joias, com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). 

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