Os vencedores da 14ª edição do Prêmio que reconhece as melhores práticas de sustentabilidade das empresas fluminenses foram apresentados ao público no dia 25 de setembro de 2026, na Casa Firjan.
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Projeto: Reúso na Casa da Moeda do Brasil: Eficiência Hídrica como Pilar da Sustentabilidade Empresa: Casa da Moeda do Brasil
A Casa da Moeda do Brasil (CMB) transformou o reuso de água em uma estratégia de sustentabilidade, eficiência operacional e segurança hídrica. Implantado na unidade de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, o sistema recupera, em média, 300 mil litros de água por dia e permitiu à empresa atingir, já em outubro de 2022, a meta de redução de 50% no consumo de água potável.
Com investimento de R$ 13,59 milhões, o projeto recuperou 284,2 milhões de litros de água entre agosto de 2022 e dezembro de 2025 e alcançou R$ 13,96 milhões em custos evitados. Os ganhos também aparecem nas despesas com esgoto: a menor fatura passou de cerca de R$ 154 mil, em 2021, para R$ 8,6 mil em maio de 2026, uma redução significativa que evidencia o retorno ambiental e econômico da iniciativa.
Resultado de um planejamento iniciado em 2011, o projeto utiliza tratamento e recirculação de efluentes para reduzir a dependência da rede pública e ampliar a resiliência da empresa diante da escassez hídrica e das mudanças climáticas. Alinhada à economia circular e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente o ODS 6, Água Potável e Saneamento, a experiência também vem sendo compartilhada com outras instituições e empresas, ampliando seu potencial de replicação na indústria.
Projeto: Juntos Pela Vida das Lagoas Empresa: Iguá Rio
O projeto Juntos pela Vida das Lagoas, desenvolvido pela Iguá Rio de Janeiro, está promovendo a recuperação ambiental do Complexo Lagunar da Barra da Tijuca e Jacarepaguá por meio da restauração de manguezais e de ações integradas à revitalização das lagoas. Entre 2022 e o primeiro semestre de 2025, foram plantadas mais de 60 mil mudas de espécies nativas de mangue, recuperando mais de 250 mil metros quadrados de margens. Além do reflorestamento, estão previstas três novas áreas de manguezal e a ampliação do plantio para 240 mil mudas até o fim do projeto.
Um dos principais resultados está relacionado ao combate às mudanças climáticas. A estimativa apresentada no estudo indica que os plantios realizados entre 2022 e 2025 possibilitaram a remoção de aproximadamente 1.000 toneladas de carbono da atmosfera. Considerando o desenvolvimento das 60 mil mudas inicialmente plantadas, a projeção é alcançar entre 6.500 e 7.500 toneladas de carbono removido em 20 anos, volume que o documento compara à emissão anual de cerca de 1.500 automóveis. A estimativa considera apenas o carbono armazenado na biomassa viva, sem contabilizar o estoque no solo dos manguezais, que poderá ampliar os resultados climáticos.
Com cerca de R$ 500 mil investidos nas ações de plantio e recuperação apresentadas no relatório, a iniciativa também contribui para estabilizar as margens, reduzir processos erosivos, recuperar a biodiversidade e melhorar as funções ecológicas do sistema lagunar. Integrado a um programa mais amplo de revitalização, que inclui R$ 250 milhões de investimentos previstos para a dragagem do complexo, o reflorestamento busca transformar áreas degradadas em infraestrutura verde, aumentando a resiliência da região frente às mudanças climáticas e fortalecendo a qualidade ambiental da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá.
Projeto: Projeto Ecotampinha FAA Empresa: Fundação Educacional Dom André Arcoverde
Criado pela Fundação Educacional Dom André Arcoverde (FAA), o Projeto Eco Tampinha FAA alia educação ambiental, coleta seletiva e reciclagem para estimular novos hábitos entre estudantes e comunidades de Valença, Barra do Piraí e Volta Redonda, no Estado do Rio de Janeiro. Iniciada em agosto de 2024, a iniciativa recolhe tampinhas plásticas de polietileno e polipropileno e encaminha o material para reciclagem e fabricação de produtos de madeira plástica, como bancos, mesas e lixeiras, incorporados aos próprios espaços das instituições participantes.
Em seu primeiro ciclo, o projeto alcançou a marca de mais de 2,5 toneladas de plástico coletadas, equivalentes a mais de 2 milhões de tampinhas, segundo o documento. A iniciativa também estima a preservação de cerca de 10 árvores adultas a partir da utilização da madeira plástica. Além do resultado ambiental, o projeto mobilizou estudantes e famílias em atividades educativas. Somente na ação relacionada ao Dia Mundial da Limpeza de Rios e Praias de 2025, 519 alunos das três unidades da Rede Arcoverde foram envolvidos, sendo 260 em Valença, 104 em Barra do Piraí e 155 em Volta Redonda.
Ao transformar resíduos em novos produtos e levar a sustentabilidade para dentro das escolas, o Eco Tampinha busca fazer da reciclagem uma ferramenta permanente de educação e mudança de comportamento. A iniciativa trabalha de forma integrada os ODS 4, Educação de Qualidade; 12, Consumo e Produção Responsáveis; 13, Ação Climática; 14, Vida na Água; e 15, Vida Terrestre, demonstrando como uma ação de economia circular pode combinar benefícios ambientais com formação cidadã e mobilização comunitária.
Projeto: Cais do Valongo - Socialização e Valorização do Sítio Arqueológico como Espaço de Memória, Educação e Pertencimento Comunitário Empresa: State Grid Brazil
O projeto Cais do Valongo: Socialização e Valorização do Sítio Arqueológico promoveu a recuperação e qualificação de um dos mais importantes espaços de memória da diáspora africana nas Américas. Reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 2017, o Cais do Valongo recebeu aproximadamente um milhão de africanos escravizados entre 1811 e 1831. A iniciativa da State Grid Brazil Holding buscou transformar o sítio, até então com pouca infraestrutura de visitação e interpretação, em um espaço público de memória, educação e pertencimento, articulando preservação física, participação das comunidades da Pequena África e valorização da cultura afro-brasileira.
Com R$ 2,05 milhões efetivamente investidos, o projeto foi concluído em 2024 com 100% do escopo previsto. Entre as entregas estão 230 metros de guarda-corpo, módulo expositivo permanente a céu aberto, sete peças de sinalização e recursos de acessibilidade, incluindo piso e mapa táteis, braille, audiodescrição e réplica tátil do sítio arqueológico. O conteúdo da exposição foi construído com participação da sociedade civil e das comunidades vinculadas ao território, enquanto as intervenções foram realizadas em articulação com o IPHAN e a Prefeitura do Rio de Janeiro.
A educação patrimonial também teve papel central. O programa Valongo, Cais de Ideias recebeu 605 inscrições, reuniu 223 participantes e formou 173 educadores, por meio de 16 encontros e 32 horas de atividades. Aulas gravadas e materiais educativos continuam disponíveis gratuitamente, ampliando o alcance da iniciativa. Alinhado principalmente aos ODS 4, Educação de Qualidade, e 11, Cidades e Comunidades Sustentáveis, o projeto busca consolidar o Cais do Valongo como referência de preservação histórica, acesso democrático ao patrimônio e reconhecimento da memória afro-brasileira no cotidiano da cidade do Rio de Janeiro.
Projeto: Sistema de Gestão de Segurança Viária Empresa: Concessionária da Rodovia dos Lagos
A Concessionária da Rodovia dos Lagos S.A. (Via Lagos) implantou um Sistema de Gestão de Segurança Viária (SGSV) para transformar a prevenção de acidentes em parte estratégica da governança corporativa da RJ-124, entre Rio Bonito e São Pedro da Aldeia. Estruturado com base na NBR ISO 39001:2015, o modelo combina gestão de riscos, monitoramento de indicadores, análise de acidentes, auditorias e atuação permanente de um Comitê de Segurança Viária. O uso de ferramentas de Business Intelligence também permite transformar dados operacionais em informações para orientar decisões e antecipar situações de risco.
Entre 2024 e 2025, o número total de acidentes caiu de 467 para 462, redução de 1,1%, enquanto os acidentes fatais passaram de nove para seis, uma queda de 33,3%. O índice de mortalidade também recuou de 1,25 para 0,93. Além dos resultados na rodovia, o sistema manteve 100% das não conformidades tratadas e dos planos de ação acompanhados, além do monitoramento de 825 requisitos legais. A concessionária mantém ainda auditorias internas e externas, campanhas educativas com usuários e colaboradores e certificação ISO 39001.
A iniciativa busca consolidar a segurança viária como um risco corporativo a ser administrado de forma preventiva, transparente e baseada em dados. Ao integrar decisões colegiadas, rastreabilidade, monitoramento contínuo e ações de conscientização, o projeto pretende reduzir principalmente a gravidade dos acidentes e preservar vidas em uma rodovia marcada pela intensa sazonalidade turística. O modelo é considerado replicável para outras concessões e está alinhado aos ODS 3, 9, 11, 16 e 17, relacionados a saúde, infraestrutura, mobilidade segura, governança e parcerias.
Projeto: Transição Energética do Setor Marítimo: a Estratégia de Descarbonização da Vast Infraestrutura Empresa: Vast Infraestrutura
A Vast Infraestrutura desenvolve, em São João da Barra, uma estratégia de descarbonização voltada à transição energética do setor marítimo-portuário, combinando eletrificação, energia renovável, eficiência energética e substituição de combustíveis fósseis por alternativas de menor emissão. Com cerca de R$ 1,5 milhão investidos, a companhia implantou no Porto do Açu um sistema de fornecimento de energia elétrica em terra para embarcações de apoio (OPS), ampliou sua geração solar para 97 painéis fotovoltaicos e realizou testes com o combustível renovável HVO em parceria com empresas do setor. A estratégia tem metas até 2030 e ambição de neutralização de carbono até 2035.
Os resultados de 2025 incluem mais de 1,5 mil toneladas de CO2 equivalente evitadas pelas diferentes iniciativas. O uso de HVO nos rebocadores respondeu por cerca de 1.383 tCO2e evitadas, enquanto a eletrificação das embarcações por meio do OPS evitou outras 168,22 tCO2e. A geração solar e a modernização da iluminação também reduziram o consumo de energia da rede em aproximadamente 61,9 MWh. Paralelamente, o programa “Rode com Etanol” reduziu em cerca de 81% o consumo de gasolina da frota leve entre 2024 e 2025. Mesmo com crescimento de 20% no número de operações, a intensidade das emissões dos Escopos 1 e 2 caiu aproximadamente 13% no período.
Entre os diferenciais da iniciativa está o pioneirismo na aplicação de soluções de baixo carbono em operações marítimas reais. Em 2025, a Vast realizou, com parceiros, a primeira operação brasileira de manobra de um navio VLCC com todos os rebocadores abastecidos com HVO. Estudos apresentados no documento também indicam que o modelo de transbordo adotado no T-Oil pode emitir cerca de três vezes menos gases de efeito estufa que operações tradicionais realizadas em mar aberto. Com parcerias envolvendo Wilson Sons, OceanPact, Be8 e Porto de Roterdã, a estratégia busca ainda posicionar o Porto do Açu como um hub de combustíveis marítimos de baixo carbono, ampliando o protagonismo do Rio de Janeiro na transição energética e na descarbonização da logística marítima.
Projeto: Projeto Trata Óleo Empresa: Águas do Brasil
O programa Trata Óleo, do Grupo Águas do Brasil, promove a coleta e a destinação adequada do óleo de cozinha usado, evitando que o resíduo seja descartado nas redes de esgoto e nos corpos hídricos. Presente em 28 municípios do Estado do Rio de Janeiro, a iniciativa combina educação ambiental, logística reversa e uma rede com mais de 600 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs). O óleo recolhido retorna à cadeia produtiva como matéria-prima para produtos como sabão, detergentes e biocombustíveis, fortalecendo a economia circular e contribuindo também para reduzir obstruções e problemas operacionais nos sistemas de esgotamento sanitário.
Entre 2024 e 2025, o programa coletou e destinou corretamente 187,2 mil litros de óleo, superando a meta acumulada de 125 mil litros para o período. Segundo os indicadores apresentados, esse volume corresponde a mais de 4,68 bilhões de litros de água preservados e a cerca de 635,6 toneladas de CO2 equivalente evitadas. Entre os destaques estão Resende, com 81,8 mil litros recolhidos, e Campos dos Goytacazes, com mais de 60,3 mil litros. Para implementação e expansão do programa, foram investidos aproximadamente R$ 296 mil em 2024 e 2025.
Além dos ganhos ambientais, o Trata Óleo busca gerar benefícios sociais e operacionais ao envolver escolas, comunidades, empresas, cooperativas e recicladores na gestão do resíduo. O programa utiliza indicadores e dados sobre ocorrências nas redes de esgoto para orientar a implantação dos pontos de coleta, além de desenvolver campanhas de conscientização para estimular mudanças de comportamento. Alinhada aos ODS 6, 8, 11, 12, 13 e 17, a iniciativa apresenta um modelo replicável que associa preservação dos recursos hídricos, economia circular, eficiência do saneamento e geração de valor para as comunidades fluminenses.
Projeto: Estudo de Previsibilidade de Bacias Hidrográficas Empresa: ArcelorMittal
No Estado do Rio de Janeiro, o estudo de previsibilidade de bacias hidrográficas desenvolvido pela ArcelorMittal Longos Brasil, em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), tem como um de seus focos a Bacia do Rio Paraíba do Sul, estratégica para a disponibilidade de água e para as atividades industriais fluminenses. O projeto combina monitoramento, modelagem hidrológica e inteligência artificial para avaliar a disponibilidade hídrica, antecipar eventos críticos e projetar cenários para 10, 20 e 30 anos, oferecendo informações para a gestão dos pontos de captação, inclusive na unidade de Barra Mansa.
Com investimento aproximado de R$ 3 milhões, a iniciativa transforma dados hidrológicos em informações estratégicas para reduzir riscos, orientar o consumo e a captação de água e aumentar a resiliência das operações frente às mudanças climáticas.
Na prática, o sistema permite transformar dados sobre vazão, qualidade da água, uso do solo e mudanças climáticas em alertas e indicadores para tomada de decisão. Com essas informações, é possível antecipar períodos de maior vulnerabilidade, ajustar a captação e os sistemas industriais antes de quedas críticas de vazão e orientar medidas de resiliência climática. Os resultados contribuem para reduzir riscos de interrupções operacionais e manutenções emergenciais e, ao mesmo tempo, promovem o uso mais eficiente dos recursos hídricos.
O impacto potencial ultrapassa os limites da indústria. Os estudos podem ser disponibilizados a comitês de bacias e órgãos gestores, oferecendo uma base técnica para orientar políticas públicas e investimentos em recuperação de nascentes, infraestrutura e outras ações de segurança hídrica. Assim, no Rio de Janeiro, a iniciativa consolida uma abordagem que une ciência, tecnologia e planejamento para fortalecer a resiliência do Paraíba do Sul frente às mudanças climáticas e apoiar uma gestão da água mais integrada entre empresas, poder público e sociedade. .
Projeto: Certificação ResponsibleSteel Empresa: ArcelorMittal
As unidades da ArcelorMittal em Barra Mansa e em Resende, no Rio de Janeiro, foram recomendadas, em novembro de 2023, à certificação internacional ResponsibleSteel, primeira norma global voltada ao reconhecimento de práticas ESG na indústria siderúrgica. A certificação avalia critérios ambientais, sociais e de governança, abrangendo desde processos produtivos e gestão de recursos naturais até condições de trabalho, relacionamento com comunidades e cadeia de fornecedores. O processo de certificação durou cerca de 18 meses e envolveu mais de 25 mil pessoas, 130 horas de treinamento, mais de 300 requisitos avaliados e cerca de 6 mil evidências, além de auditorias conduzidas pela DNV (Det Norske Veritas).
A preparação para a certificação mobilizou diferentes áreas das unidades e resultou em avanços concretos na agenda ESG. Na área ambiental, destacam-se estudos de ruído e vibração, monitoramentos de fauna e flora e a estruturação do Plano Diretor de Biodiversidade. Os levantamentos identificaram 107 espécies de fauna e 153 de flora em Resende, além de 47 espécies de fauna e 73 de flora em Barra Mansa. Também foram fortalecidos programas de gestão de emissões, resíduos, água, efluentes e CO2, além da estruturação de um portfólio de descarbonização e de estudos sobre segurança hídrica. Na dimensão social, foram realizados diagnósticos socioambientais participativos, melhorias em instalações destinadas a trabalhadores e caminhoneiros e criado um canal gratuito de relacionamento com as comunidades vizinhas.
Na governança, o projeto promoveu a revisão de políticas, manuais e procedimentos internos, a criação de indicadores estratégicos e matrizes de riscos ESG e o estabelecimento de uma Política Corporativa de ESG. Entre 2023 e 2025, mais de R$ 300 mil foram investidos nas unidades de Barra Mansa e Resende em auditoria, documentação e estruturação ambiental, além dos investimentos em melhorias dos ambientes de trabalho. Com validade de três anos e auditorias periódicas de manutenção, a certificação consolida avanços em sustentabilidade, segurança, eficiência operacional e relacionamento com as comunidades, reforçando a adoção de padrões internacionais de responsabilidade socioambiental pela ArcelorMittal no estado do Rio de Janeiro.
Projeto: Quanto Vale o Azul? Empresa: Instituto Mar Urbano
O documentário “Quanto Vale o Azul?”, lançado em 2025 durante a 3ª Conferência do Oceano da ONU, em Nice, na França, apresenta o Rio de Janeiro como estudo de caso para o desenvolvimento de uma “Metrópole Azul”, capaz de conciliar conservação dos ecossistemas marinhos e desenvolvimento econômico. Com 30 minutos de duração e mais de 200 horas de imagens subaquáticas produzidas, o filme explora o potencial fluminense em áreas como biodiversidade, biotecnologia e turismo sustentável, traduzindo conhecimento científico em uma narrativa acessível para aproximar a sociedade da agenda oceânica.
Com investimento estimado em R$ 500 mil, o projeto alcançou repercussão nacional e internacional. Desde o lançamento, foram realizadas 21 sessões em quatro países, França, Portugal, Costa Rica e Brasil, reunindo mais de 1.000 espectadores presenciais. No ambiente digital, o conteúdo ultrapassou 170 mil visualizações no YouTube e alcançou 85,8 mil contas no Instagram. As exibições foram acompanhadas de debates e envolveram representantes de universidades, instituições públicas, cientistas, diplomatas e outros públicos estratégicos.
Além de ampliar a percepção sobre o valor ambiental dos oceanos, “Quanto Vale o Azul?” busca posicionar o mar como um ativo estratégico para o desenvolvimento sustentável, estimulando discussões sobre políticas públicas e novas oportunidades econômicas relacionadas à Economia Azul. O projeto está alinhado aos ODS 4, 8, 13 e 14 da ONU e apresenta um modelo replicável para outras cidades costeiras, combinando ciência, produção audiovisual e educação ambiental como instrumentos de mobilização social e fortalecimento da sustentabilidade.
Projeto: Método de Nivelamento Socioambiental Corporativo Empresa: Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim – CEJAM
O CEJAM — Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim" desenvolveu o Método de Nivelamento Socioambiental Corporativo (MNS) para estruturar e avaliar práticas de sustentabilidade em unidades de saúde pública. Em 2025, a metodologia foi aplicada em três hospitais municipais do Rio de Janeiro sob gestão da instituição: Hospital Municipal Evandro Freire, Hospital da Mulher Mariska Ribeiro e Hospital Maternidade Paulino Werneck. O sistema avalia a maturidade socioambiental em cinco níveis e seis dimensões: resíduos sólidos, eficiência hídrica, eficiência energética, compras sustentáveis, ambiência em saúde e desenvolvimento de comunidades.
No primeiro ciclo, os três hospitais alcançaram o Nível 1 (MVP), atingindo 100% da meta estabelecida para o período. Foram avaliados 1.238 requisitos, e a conformidade média nos critérios do Nível 1 chegou a 54,78%, com destaque para o envolvimento das lideranças, que alcançou 83,33% de conformidade. Entre as áreas avaliadas, Desenvolvimento de Comunidades apresentou o melhor desempenho, com 74,47%, seguido de Ambiência em Saúde, com 64,44%. O projeto envolve cerca de 2.700 colaboradores e utiliza dashboards para acompanhar os indicadores e orientar planos de melhoria específicos para cada hospital.
Desenvolvido com recursos próprios do CEJAM — Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim", o método busca transformar a sustentabilidade em um processo contínuo, auditável e integrado à gestão hospitalar, com ações alinhadas aos ODS 3, 6, 7, 11, 12, 13 e 17. Para o próximo ciclo, a proposta é avançar para o Nível 2 em pelo menos duas dimensões por unidade, além de expandir a metodologia para outras unidades e organizações de saúde, ampliando seu potencial como modelo replicável de gestão socioambiental no SUS. .
Projeto: Reúso de Lama de Dragagem para Construção Civil Empresa: Porto do Açu
O Porto do Açu, no Norte Fluminense, desenvolveu uma solução para transformar sedimentos retirados durante a dragagem dos canais de navegação em matéria-prima para a construção civil. Em parceria com a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) e com apoio do CNPq, o projeto utiliza princípios de economia circular para substituir o descarte tradicional da lama de dragagem por aplicações em argamassas, tijolos e blocos intertravados, reduzindo a disposição de sedimentos em áreas de bota-fora e a necessidade de extração de matérias-primas naturais.
Após dois anos de pesquisa, análises laboratoriais demonstraram que o sedimento apresenta características semelhantes às de solos argilosos utilizados na construção. Testes com argamassas permitiram a substituição de 10% a 30% do cimento Portland, enquanto tijolos e blocos produzidos com o material apresentaram potencial para aplicações não estruturais, como calçadas, pavimentação e instalações operacionais. A iniciativa já resultou em protótipos funcionais, duas patentes depositadas, uma terceira em desenvolvimento e dez publicações técnico-científicas, além de envolver dez bolsistas entre estudantes de graduação, mestres e doutores.
O projeto avança agora para a possibilidade de produção em escala, com negociações para uma parceria com uma indústria local, tendo o próprio porto como potencial primeiro cliente. Além de estimular uma nova cadeia produtiva regional, a solução pode reduzir custos e emissões associados ao transporte da lama para descarte e diminuir o consumo de cimento, areia e argila. A iniciativa recebeu o Prêmio ANTAQ 2025 na categoria de iniciativas inovadoras e o selo internacional “Supporter of Working with Nature”, reforçando seu potencial como modelo replicável de inovação e gestão sustentável de resíduos para o setor portuário..
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