
Luiz Césio Caetano e o diretor de Operações da Jotun Brasil durante visita.Foto: Paula Johas / Firjan
O presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, esteve nesta quinta-feira, 22/1, na fábrica da Jotun, em Itaboraí. Uma das principais fabricantes mundiais de tintas e revestimentos, a empresa foi fundada há 100 anos na Noruega e está presente em mais de 100 estabelecimentos, entre fábricas e escritórios, em mais de 100 países. No Brasil, ela atende ao setor industrial e marítimo.
A apresentação inicial foi feita pelo presidente da Jotun Brasil, Gijs Van Dijk. Em seguida, Caetano conheceu as instalações acompanhado de André Santos, diretor de Operações, e de Alessandro Corrêa, diretor de Recursos Humanos, ambos atendendo a região Américas. O parque industrial abriga, hoje, 134 funcionários, distribuídos em uma área de produção de 11 mil m².
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| O presidente da Firjan ao lado de Gijs Van Dijk, presidente, e Alessandro Corrêa, diretor de RH da Jotun Brasil | Foto: Paula Johas / Firjan |
Caetano pôde debater questões ligadas à reforma tributária, aos desafios do ambiente de negócios no Brasil e ao mercado de importações de tintas. “O Rio é um grande mercado consumidor, o segundo no Brasil. Porém, ainda trazemos muita coisa de fora. A Firjan batalhou muito pela reforma, que ainda não é a ideal, mas pode beneficiar muito o nosso estado”, afirmou Caetano.
Legislação relacionada à sustentabilidade, mais especificamente a logística reversa de embalagens, também foi tratada, bem como a formação de mão de obra. Caetano aproveitou a oportunidade para convidar os diretores para conhecerem laboratórios e cursos da Firjan SENAI, que podem atender ao setor.
“Fazemos uma série de parcerias no desenvolvimento de projetos. Temos uma especialidade na Firjan, que é a de atração de recursos de importantes instituições como a Financiadora de Estudos e projetos (Finep) e a Agência Nacional de Petróleo (ANP). Temos trabalhado para ir atrás de recursos para patrocinar pesquisas na área”, explicou o presidente da federação.
Jotun completou 10 anos no Brasil
A sede brasileira, cuja fábrica foi inaugurada em novembro de 2015, produz tintas marítimas, para navios; e tintas para proteção contra corrosão em estruturas como plataformas, tanques, tubulações externas e internas, grandes maquinários, etc. E, para o restante do mercado mundial, tintas decorativas e em pó.
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| Fábrica de tintas é localizada em Itaboraí, Leste Fluminense | Foto: Divulgação / Jotun Brasil |
A empresa atende de 120 a 150 clientes fixos no país, sendo líder de mercado na área de manutenções e atendendo a países como Chile, Peru e Venezuela, na América Latina. O presidente da Jotun Brasil relatou que a Petrobras é uma das maiores clientes da empresa, absorvendo cerca de 30% da produção da empresa, direta ou indiretamente.
Durante sua apresentação, Gijs Van Dijk contou que a empresa tem, no total, 40 fábricas e 67 escritórios de vendas distribuídos pelo mundo e mais de 10.600 funcionários. A história da Jotun teve início em 1926, com sua fundação pelo empresário norueguês Odd Gleditsch Sen.
Seu crescimento internacional se deu durante a década de 1960, com a abertura de escritórios de vendas em localidades como Hong Kong e Japão. Já na América Latina, a primeira instalação se deu justamente em Itaboraí, com investimento de mais de R$ 100 milhões e capacidade produtiva inicial de R$ 10 milhões de litros de tinta por ano.