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Torneio Nacional de Robótica terá mais de 80 alunos da Firjan SESI representando o Rio de Janeiro

Alunos da Firjan SESI competem com mais de 2 mil estudantes

Alunos da Firjan SESI competem com mais de 2 mil estudantesFoto: Divulgação

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Publicado em 03/03/2026 07:39  -  Atualizado em  03/03/2026 10:33

É chegada a hora de robôs arqueológicos saírem das oficinas rumo ao Torneio Nacional de Robótica em São Paulo. Entre os dias 5 e 8 de março – e também entre 12 e 15 do mesmo mês –, sete equipes das escolas Firjan SESI, num total de 84 jovens entre nove e 19 anos, estarão ao lado de mais de 2 mil estudantes das redes SESI SENAI, públicas e privadas de todo o país, disputando a etapa nacional que dará uma vaga no Torneio Mundial de Robótica em Houston, nos Estados Unidos. O tema deste ano é Arqueologia.

Participam desta edição equipes das unidades Barra Mansa, Resende e Barra do Piraí na categoria FLL (FIRST Lego League Challenge), na qual alunos de 9 a 15 anos constroem robôs com peças Lego e criarem um projeto de inovação; uma equipe de São Gonçalo, na categoria FTC (FIRST Tech Challenge), composta por estudantes do Ensino Médio e robôs de porte semi-industrial; e jovens do Ensino Médio de Friburgo, Jacarepaguá, no Rio, e novamente Resende, na categoria FRC (FIRST Robotics Competition), com a missão de programar robôs de porte industrial, com até 55kg e mais de 1,5 metro de altura. 

Vinícius Cardoso, diretor de Educação e Cultura da Firjan SENAI SESI, destaca como o ensino de Robótica, ao lado de outras metodologias, vem ajudando a desenvolver os alunos. “Uma pesquisa realizada com dados do INEP revelou que as Escolas Firjan SESI registraram o maior aumento de pontos do ENEM entre todas as redes de ensino do Rio, sejam públicas ou privadas. Além disso, mais de 80% dos nossos alunos têm renda familiar inferior a quatro salários-mínimos, mas suas notas médias são equiparadas às dos alunos de maior renda, que costumam ter mais oportunidades de acesso à cultura e à educação. Isso demonstra a equidade de oportunidades oferecidas pela Firjan SESI, o que se deve ao efeito escola - o maior entre todas as redes de ensino -, que é a diferença que a escola faz para diminuir a distorção de alunos com mais renda. E a Robótica é uma das várias metodologias diferenciadas que contribuem para isso”, explicou.

Da Cidade de Deus para o mundo

O evento é aberto ao público e será realizado na Fundação Bienal de São Paulo. Morador da Cidade de Deus, Matheus Cardoso Costa, de 17 anos, é da equipe Alpha (FRC) da Escola Firjan SESI Jacarepaguá. Ele precisa pegar dois ônibus - ou uma condução e caminhar por 20 minutos - para chegar à escola, mas a Robótica o estimulou a continuar os estudos e hoje pretende se tornar Engenheiro de Software. “A dificuldade para ir à escola me desanimou por bastante tempo, mas tinha em mente o dever de ajudar minha família pelo tanto que eles me ajudaram. A Robótica se tornou mais do que um estímulo importante, mas um abrigo onde eu posso me divertir, aprender e ter a oportunidade de conhecer lugares que eu não teria a chance de ir”, conta.

O gerente de Educação Básica da Firjan, Vinícius Mano, ressalta a importância dos jovens se desenvolverem não só nas disciplinas curriculares, mas também pessoalmente. “Ninguém volta o mesmo depois de passar pela Robótica. É uma metodologia de ensino única, através da qual estimulamos a criatividade, o pensamento científico e habilidades práticas focadas em áreas como Matemática e Engenharia. E o torneio também estimula características de comunicação e de trabalho em equipe tão fundamentais para vida”, disse.

Para estarem entre os melhores do Brasil, os jovens da Firjan SESI disputaram com 61 equipes, num total de cerca de 500 estudantes de escolas públicas, privadas, ONGs e equipes de independentes de todo o Rio e de outros dois estados (Bahia e Espírito Santo). Serão classificados para o mundial nos Estados Unidos – que acontece entre 29 de abril e 2 de maio – três competidores da FLLC, cinco da FTC e quatro da FRC. Eles concorrem ainda a troféus em categorias diversas que consideram a qualidade do trabalho apresentado, a cultura da robótica na comunidade, impacto social em que a equipe desenvolveu na temporada, entre outras questões.

 
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