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Economia do Rio

Sustentabilidade e valorização de pessoas marcam os mais de 60 anos de trajetória da Paraibuna Embalagens

Heitor Villela (Paraibuna), Luiz Cesio Caetano (Firjan) e Waldir dos Santos (vice-presidente Centro-Sul) em visita ao pátio fabril

Heitor Villela (Paraibuna), Luiz Cesio Caetano (Firjan) e Waldir dos Santos (vice-presidente Centro-Sul) em visita ao pátio fabrilFoto: Paula Johas / Firjan

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Publicado em 22/10/2026 14:08  -  Atualizado em  22/10/2026 16:35

Um sonho e um olhar empreendedor deram início à história da fábrica Paraibuna Embalagens, que, do Centro-Sul Fluminense, ocupa lugar de destaque no mercado brasileiro de papéis para embalagens e papelão ondulado. Com duas unidades fabris, uma delas instalada no interior do estado do Rio, em Sapucaia (sendo a matriz em Juiz de Fora), a empresa coleciona números que traduzem o sucesso dos 63 anos de atuação: mais de 3 mil empregos diretos e indiretos, 9ª posição entre as 10 maiores fabricantes do setor no país, 8 milhões de toneladas de caixas por mês, tendo 100% da produção sustentável e biodegradável.

Em visita à instalação que ocupa uma área de mais de 20 mil metros quadrados às margens da BR-393, o presidente da Firjan, Luiz Cesio Caetano, conheceu nesta quarta-feira (21/10), o processo produtivo da maior empregadora da região. São 500 colaboradores diretos que são considerados peças-chave para a evolução da fábrica, que cresceu 12,6% no último ano. “Essa é mais uma empresa de grande relevância para o nosso estado, que alinhada às tendências do mercado, mantém atuação estratégica para a adequação dos processos produtivos sem deixar de valorizar a mão de obra qualificada, o que é fundamental para o crescimento da indústria”, pontuou Luiz Cesio Caetano, ao lado do vice-presidente da Firjan Centro-Sul, Waldir dos Santos Junior.

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Diretor Átala Trepichio (Paraíbuna) destaca importância da mão de obra alinhada com o crescimento tecnológico da empresa | Foto: Paula Johas

Fundada em 1963, a Paraibuna foi criada pelo empreendedor Heitor Villela, que aos 88 anos, se mantém ativo na rotina da empresa. Seguindo os passos de familiares que atuavam no mercado de papéis, o empresário iniciou as atividades com uma pequena cartonagem. Da produção manual, atualmente desenvolve soluções personalizadas, com layout e design exclusivos que atendem às necessidades do mercado de caixas, sacos de papéis, papel para embalagens, bolachas de papel e chapas. “Quando comecei, tive o apoio de familiares que acreditaram na minha proposta. Estou sempre me atualizando, observando as tendências de mercado, buscando algo novo e, assim como fizeram comigo, busco investir nas pessoas. Gosto muito do contato com as pessoas”, contou o empresário, que circula pelo pátio fabril mantendo o contato com cada colaborador.

A valorização das pessoas caminha lado a lado com investimentos em equipamentos e modernização para o aumento da produção. A estratégia fortalece a trajetória de crescimento da empresa, que acompanha a expansão da capacidade de atender às demandas de diferentes mercados. “Quando olhamos os resultados, é natural pensarmos nos investimentos realizados, nas máquinas, na tecnologia e na melhoria dos processos. Tudo isso foi importante, mas máquina nenhuma trabalha sozinha. Por trás de cada tonelada produzida, de cada caixa entregue, de cada equipamento funcionando e de cada cliente atendido existem pessoas”, destaca Átala Trepichio, diretor da Divisão Ondulados da Paraibuna Embalagens.

Sustentabilidade como essência

Com uma linha completa e diversificada de papéis para atender o mercado, a empresa se destaca pela atuação sustentável. Todos os produtos são reciclados, recicláveis e biodegradáveis, fabricados a partir da reciclagem de aparas selecionadas. A matéria-prima da empresa é oriunda da coleta seletiva de centros urbanos.

“É possível uma indústria sustentável e competitiva. Essa é uma empresa de grande valor pelo trabalho que realiza, gerando ótimas oportunidade de emprego na região”, destacou Waldir dos Santos Junior.  

A responsabilidade com o meio ambiente está presente em todo o processo produtivo. Parte da energia consumida é reaproveitada, proveniente da cogeração do vapor utilizado nas máquinas de papel. O vapor e a energia são gerados com a utilização da biomassa.

A empresa possui aterro próprio para os resíduos e uma estação de tratamento de efluentes, que garante o reaproveitamento de 100% da água utilizada no processo produtivo. A fábrica recicla mais de 200 mil toneladas de aparas anualmente. Além disso, a empresa desenvolve o projeto social “Embalando Bem”, contribuindo para o desenvolvimento das comunidades do entorno das instalações.

 
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