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Summit Inovação da Indústria debate novos modelos de negócios e gestão nas empresas 4.0

Allan Costa, cofundador da AAA Academy, participou do evento do Summit da Firjan IEL

Allan Costa, cofundador da AAA Academy, participou do evento do Summit da Firjan IELFoto: Vinícius Magalhães

13/11/18 10:55  -  Atualizado em  13/11/18 18:27

O Summit Inovação da Indústria 2018, organizado pela Firjan IEL, debateu, em 09/11, os novos modelos de negócios das empresas, nesse momento de transformação digital. A interação das grandes companhias com as startups e as novas práticas de gestão estiveram entre os principais tópicos abordados.

“Tempos exponenciais exigem novo perfil de liderança, muito mais voltado para a capacidade fazer conexões e de pensar de maneira não convencional”, pontuou
Allan Costa, cofundador da AAA Academy, mentor de startups e membro do Harvard Business School Startup Angels.

Allan Costa, que foi um dos palestrantes do dia, observou que ter qualidade, hoje, não é mais diferencial. Inovar já é regra essencial para as empresas terem sucesso. Entretanto, as tecnologias 4.0 evoluem mais rapidamente do que a capacidade das empresas de absorvê-las. Com isso, as criações nem sempre chegam a ser lançadas. “Um grande desafio é incorporar a inovação na velocidade em que estamos vivendo”.

Ladmir Carvalho, CEO e cofundador da Alterdata, empresa de Teresópolis que começou a desenvolver softwares em 1989, pontuou o processo de adaptação permanente enfrentado pela empresa. “Um dia, fomos uma startup e estamos desde sempre buscando nosso próprio caminho. Não esperamos que os colaboradores cheguem prontos, por isso criamos nossa universidade corporativa, mas errar é parte do aprendizado”, afirmou.

Processo de adaptação

Empresas de grande porte também contaram suas experiências nessa migração para a nova economia. Augusto Borella Hougaz, gerente geral de Transformação Digital da Petrobras, destacou três aspectos necessários às grandes companhias: adaptar processos, de modo a inserir a contratação de startups; criar ambiente de tecnologia e de experimentação; e mudar a cultura, o que inclui não tratar essas empresas empreendedoras como fornecedoras. “A sociedade está se transformando digitalmente e temos que nos transformar também como empresa. É uma mudança cultural”, ressaltou.

Jorge Fernandes, especialista em Estratégia Digital da Vale, disse que a empresa já adota várias tecnologias, mas busca avançar rumo à mineração 4.0. “Acreditamos que só com tecnologia vamos continuar crescendo”, frisou. Segundo ele, a empresa está, neste momento, buscando parceria com startup para avançar em diversas frentes, com o objetivo de chegar ao conceito de Vale 4.0 em 2022.

Ricardo Maia, vice-presidente da Firjan, complementou o raciocínio, ao afirmar que a inovação deve permear a organização, e não ser um departamento da empresa. Além disso, os objetivos das companhias devem ser claros. “Novos modelos de negócios estão rompendo com a lógica atual”, enfatizou.

Carlos Magno, gerente geral de Negócios da Firjan, lembrou que as startups brasileiras possuem, em média, 2,4 anos de existência e que um dos desafios desses empreendedores é a inadequação da equipe. “No estado do Rio já temos 433 startups formais e 19 incubadoras. A federação disponibiliza um Banco de Talentos, com 95 mil formandos que podem contribuir para alavancar esses empreendimentos”, sugeriu. A federação conta ainda com os Institutos de Tecnologia (IST) Firjan SENAI Ambiental, Solda e Automação e Simulação; e os Institutos de Inovação (ISI) em Química Verde, Sistemas Virtuais de Produção e Inspeção e Integridade.

O papel das lideranças nessa trajetória é fundamental, precisam de um novo mindset voltado para transformação e ter um propósito que faça sentido. A Firjan IEL está realizando o programa Lidera 4.0, que tem provocado os líderes para as novas habilidades. O próximo modulo será sobre criatividade e modelo de negócios, com Allan Costa.

Realizado na Firjan Sede, o evento lotou o Centro de Convenções e teve cerca de 30 palestrantes e debatedores.

O evento teve como parceiros: IBGC, ABDI, BNDES, FINEP, IEL  Nacional, Consulado Britânico, Consulado de Israel e AHK.

 
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