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Segurança: enfrentamento à milícia para fortalecer o ambiente de negócios

Encontro entre empresários fluminenses e forças de segurança do estado do Rio foi marcado pelo interesse em superar as dificuldades bilaterais dos setores

Encontro entre empresários fluminenses e forças de segurança do estado do Rio foi marcado pelo interesse em superar as dificuldades bilaterais dos setoresFoto: Vinícius Magalhães

05/09/19 18:49  -  Atualizado em  13/09/19 15:00

Muitas empresas localizadas em áreas dominadas pelas milícias têm deixado de investir no Rio de Janeiro, ou ainda encontrado como única alternativa sair do estado. O medo da violência e a falta de alternativas para enfrentar essas organizações criminosas têm agravado o esvaziamento econômico. Atento a esse cenário, o Conselho de Segurança Pública da Firjan promoveu um encontro entre empresários fluminenses e forças de segurança, em 03/09, para debater alternativas que garantam um melhor ambiente de negócios.

A milícia hoje é o maior problema de segurança pública e de democracia do Brasil, de acordo com o promotor Luiz Antônio Ayres, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. “Os criminosos envolvidos colhem referência internacional e ocultam seus líderes. Ações que prendem envolvidos são importantes, mas o que precisamos é mudar totalmente os métodos de investigação: ter mais recursos tecnológicos, acessar a deep web e mudar o nosso paradigma de atuação para alcançar o ‘andar de cima’, quem realmente comanda a milícia e compromete toda a estrutura do estado do Rio”, destaca Ayres.

Para o delegado Flávio Brito, subsecretário de Inteligência da Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol), é necessário fortalecer a prisão da liderança e asfixiar as atividades financeiras que fazem a milícia lucrar. Segundo ele, o Departamento-Geral de Investigação à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil conseguiu, este ano, o bloqueio de 18 contas bancárias e de 29 imóveis, avaliados em R$ 25 milhões, além da apreensão de seis veículos e a prisão de 50 milicianos. “Identificamos que a milícia é tão criminosa quanto os traficantes e merece ser combatida da mesma forma”, explica o delegado. Já para o tenente-coronel João Jacques Busnello, do 20º Batalhão da Polícia Militar, outro fator fundamental para o enfrentamento é uma nova legislação: "Precisamos de novas leis que englobem toda a gama de serviços que a milícia contempla”.

Impacto nas empresas

"O negócio de todos nós, empresários, depende não só de segurança jurídica, mas de segurança pública. Precisamos de todos os atores envolvidos numa grande força-tarefa para alcançarmos um resultado final positivo”, relata Marcelo Kaiuca, sócio-diretor da Multibloco e presidente do Sindicato das Indústrias de Artefato de Cimento Armado, Ladrilhos Hidráulicos e Produtos de Cimento no Estado do Rio (Induscimento).

 
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