As exportações do estado do Rio de Janeiro somaram US$ 38,3 bilhões, entre janeiro e agosto deste ano, representando um aumento de 20% em comparação ao mesmo período de 2025. O mercado de petróleo e gás natural foi o principal responsável pelo desempenho positivo, com o mesmo índice de crescimento, atingindo US$ 30,5 bilhões, o que representa 80% da pauta exportadora estadual. Os dados são do Boletim Rio Exporta, produzido pela Firjan Internacional.
A análise revela também que, no total, a balança comercial brasileira apresentou um superávit de US$ 55,3 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 251 bilhões e importações de US$196 bilhões. O estado do Rio se mantém entre os principais participantes nacionais, contribuindo com 12% deste montante, correspondentes a US$ 54,8 bilhões.
O aumento das exportações de óleos brutos de petróleo no estado do Rio de Janeiro pode ser explicado pelo crescimento de 207% nos embarques destinados à Índia (US$ 2,7 bilhões) e de 51% à China (US$ 16,9 bilhões) – principal parceiro comercial fluminense. Em contrapartida, os negócios exteriores com os Estados Unidos diminuíram 50%, um valor total de US$ 1,3 bilhão.
No que se refere às importações de petróleo, o volume somado no período foi de US$ 1,9 bilhão, indicando uma variação positiva de 24% em relação ao mesmo período de 2025. As compras originárias da Arábia Saudita, principal fornecedora do insumo (US$ 1,4 bilhão; 72% do total importado), apresentaram aumento de 17%.
Crescimento fora do mercado de petróleo
As exportações fluminenses, desconsiderando petróleo, registraram crescimento de 22% (US$ 7,8 bilhões). O mercado estadunidense manteve-se como o principal destino nesta categoria, com participação de 34% e movimentação de US$ 2,7 bilhões. No entanto, houve redução de 52% nas exportações para os Países Baixos (US$ 103 milhões), em decorrência da redução de 96% nas vendas de óleos combustíveis (US$ 3,4 milhões). O destaque ficou para os embarques de automóveis de passageiros, com aumento de mais de 1000%, somando US$ 69,3 milhões, principalmente destinados ao México.
Um segmento que também registrou boa performance na balança foi o de indústria de Máquinas e equipamentos. O crescimento de 34%, totalizando US$ 907 milhões, foi impulsionado pelo aumento de 31% nas exportações de bombas, compressores, ventiladores e coifas (US$356 milhões). Também destaca-se a alta de 119% nos embarques de rolamentos e engrenagens, partes e peças (US$ 94,8 milhões).
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Queda nas importações
No total, as importações fluminenses somaram US$ 16,5 bilhões no acumulado de janeiro a agosto, representando uma queda de 16% em relação ao mesmo intervalo de 2025. A principal indústria importadora foi a de Outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores, com US$3,3 bilhões em importações, mas com variação negativa de 48%. O recuo é atribuído, principalmente, à pequena aquisição de motores e turbinas para aviação e suas partes, que representou menos de 1% da pauta importadora do estado (US$ 56,0 milhões) e caiu 98%, em relação a 2025.
Destaca-se ainda a redução de 16% nas importações dos “demais produtos” (US$ 6,3 bilhões), categoria que reúne todos os itens fora dos 15 principais do ranking e que respondeu por 38% do total importado, impactando na redução da categoria.
Nas importações fluminenses, excluindo petróleo, a queda foi de 20% do valor acumulado de 2026 (US$ 14,6 bilhões), devido, entre outras questões, ao recuo de 16% das compras do Mercosul (US$ 791 milhões). Contudo, as importações do estado apresentaram expansão junto a cinco dos dez principais parceiros comerciais dessa categoria, com destaque para a Alemanha, cujas aquisições somaram US$ 1,2 bilhão (alta de 15%), devido ao desembarque de tubos de ferro fundido, ferro ou aço e seus acessórios (US$324 milhões; + 472%).