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Rio Exporta: RJ é o segundo maior player na corrente de comércio nacional no primeiro semestre de 2026

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Publicado em 01/09/2026 11:44  -  Atualizado em  01/09/2026 12:16

De acordo com a edição referente a julho de 2026 do Boletim Rio Exporta, produzido pela Firjan, a corrente de comércio brasileira atingiu a marca de US$ 327 bilhões, composta por US$ 185 bilhões em exportações e US$ 142 bilhões em importações, no período entre janeiro e junho de 2026. Os montantes traduzem um saldo comercial de US$ 42,4 bilhões.

Em relação à corrente de comércio do Rio de Janeiro, relatório apontou total de US$ 40,8 bilhões, consolidando o estado fluminense como segundo maior player na corrente de comércio nacional, com saldo comercial de US$ 15,9 bilhões.

O relatório mostra que, no acumulado anual de 2026, as exportações do estado do Rio de Janeiro totalizaram US$ 28,3 bilhões, indicando crescimento de 23% em comparação ao ano anterior. Mesmo com o aumento geral nas exportações, houve recuo de 7% nas vendas no estado fluminense no setor de metalurgia, com US$ 1,2 bilhão. O declínio pode ser atribuído à redução de 27% (US$ 119 milhões) dos embarques de produtos laminados planos de ferro ou aço.

No entanto, foi registrado crescimento de 210% nas exportações da indústria de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores, no total de US$ 681 milhões. O índice foi impulsionado pelo aumento de 250% nas vendas de partes de motores e turbinas para aviação (US$ 633 milhões), principalmente para mercados latino-americanos, como Colômbia, com mais de 1000% (US$ 35,5 milhões) e México, registrando também mais de 1000% (US$ 60,6 milhões). 

Já na leitura sobre as importações fluminenses, o estudo observou decréscimo de 12%, com total de US$ 12,4 bilhões. O resultado reflete a redução na indústria de máquinas e equipamentos (US$ 975 milhões), que registrou variação negativade 10% nos desembarques, especialmente impulsionada pelo declínio de 58% nas aquisições de rolamentos e engrenagens (US$ 133 milhões). Por outro lado, o periódico mensal da Firjan aponta aumento de 17% nas importações da indústria de produtos químicos (US$ 1 bilhão). O montante reflete o salto de 83% nas compras de compostos heterocíclicos, sais e sulfonamidas, totalizando US$ 483 milhões. 

Aumento do comércio de petróleo fluminense

Entre os meses de janeiro a junho de 2026, o Boletim Rio Exporta indica que houve aumento de 21%, totalizando US$ 22,3 bilhões na exportação de petróleo do estado do Rio de Janeiro. O resultado foi impactado pelo aumento de 120% nas vendas para a Índia (US$ 1,9 bilhão), assim como nas exportações para a China, principal parceiro comercial: o crescimento, com variação positiva de 67%, totalizou US$ 12,8 bilhões. 

O acumulado anual, conforme o estudo, também registrou aumento de 35% nas importações, totalizando US$ 1,5 bilhão. O resultado reflete o crescimento de 30% das compras oriundas do principal fornecedor do estado, a Arábia Saudita, que somaram US$ 1 bilhão e participação de 71%, e das importações da Guiana (US$ 432 milhões), que aumentaram 49%. 

Exportações exclusive petróleo

No cenário de exportações fluminenses, exclusive petróleo (quando o indicador não considera o petróleo e derivados), o relatório da Firjan registra aumento de 30%, num montante de US$ 6,0 bilhões, entre janeiro e junho de 2026. De acordo com o levantamento, o aumento é influenciado pelo crescimento das exportações para oito dos dez principais parceiros comerciais do estado. Singapura, por exemplo, com US$ 631 milhões, indicou aumento de 183% e participação de 11%. O dado reflete o crescimento de mais de 1000% dos embarques de bombas e compressores (US$ 308 milhões) para o país.

No entanto, as exportações do estado fluminense para o Mercosul recuaram em 22% (US$ 437 milhões). Reflexo do decréscimo de 30% das vendas para a Argentina, totalizando US$ 322 milhões, devido à variação negativa de 38% nos embarques de automóveis de passageiros. 

Os dados do boletim da Firjan sobre as importações fluminenses, exclusive petróleo, observaram variação negativa de 16%, resultando no acumulado anual de US$ 10,9 bilhões, reflexo da diminuição dos desembarques provenientes de metade dos dez principais parceiros comerciais do estado. Destacam-se, nesse contexto, as importações originárias dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido.

As compras vindas dos Estados Unidos, que somaram US$ 1,6 bilhão, e as compras originadas na França que totalizaram US$ 539 milhões, registaram redução nas importações impulsionada pelo decrescimento de desembarques de motores e turbinas para aviação e suas partes de partes de motores e turbinas para aviação com origem em ambos os mercados.

As importações do estado fluminense vindas do Reino Unido (US$ 450 milhões) também tiveram queda de 15%. A diminuição é atribuída à redução de 56% nas importações de gás natural liquefeito, que totalizaram US$ 64,4 milhões.

Índice Preço-Quantum 

No segundo trimestre de 2026, o índice de preço das exportações fluminenses avançou 43% em relação ao mesmo período de 2026, de acordo com o Boletim Rio Exporta. O Índice Quantum registrou queda de 29% nas quantidades exportadas em comparação ao ano anterior.

O estudo também analisou o setor de equipamentos de informática das indústrias fluminenses. Houve aumento de 79% no índice Preço no período analisado; em contraposição, teve diminuição de 13% no índice Quantum, sugerindo um crescimento no valor agregado das vendas internacionais da indústria. 

Além disso, verificou-se crescimento de 139% no índice que representa as quantidades exportadas no setor de máquinas e equipamentos, cujo índice Preço apresentou crescimento de 21%.

Acesse aqui o Boletim Rio Exporta no Observatório Firjan 

 
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