A corrente de comércio brasileira totalizou saldo comercial de US$ 49,0 bilhões, no acumulado anual. O montante é consequência das exportações, que somaram US$ 219 bilhões, e das importações, que representaram US$ 170 bilhões, conforme aponta o Boletim Rio Exporta de agosto, elaborado pela Firjan. No cenário do Estado do Rio, o acumulado do mesmo período cresceu 9% no período e permaneceu como segundo maior ator nas transações comerciais, ao registrar US$ 48,3 bilhões – participação de 12%.
As exportações fluminenses totalizaram US$ 33,9 bilhões, de janeiro a julho de 2026. O valor significa aumento de 24% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento é reflexo do acréscimo de 82% das vendas internacionais da indústria de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (US$ 95,5 milhões), que, por sua vez, foi beneficiada pelo aumento de 145% nos embarques de obras de ferro ou aço (US$ 52,3 milhões).
Outro crescimento identificado foi o de 10% de produtos semimanufaturados de ferro ou aço (US$ 1,2 bilhão), segundo principal produto exportado pelo estado do Rio, exceto petróleo e derivados. Quando se olha para as importações, o estado fluminense registrou um acumulado anual de US$ 14,4 bilhões, representando um decréscimo de 15%.
Dessa forma, é possível destacar uma diminuição de 23% nas compras internacionais da indústria de veículos automotores, reboques e carrocerias (US$ 583 milhões), consequência do decréscimo de 4% nos desembarques de partes e peças para veículos automotores e tratores (US$ 232 milhões). No entanto, vale destacar o aumento de 37% nas importações da indústria de metalurgia (US$ 1,5 bilhão), terceira principal na pauta importadora. O resultado pode ser explicado pelo crescimento de 155% nas compras de tubos de ferro fundido, ferro ou aço e seus acessórios (US$ 442 milhões).
Comércio de petróleo
A exportação de óleos brutos de petróleo do estado do Rio de Janeiro alcançou US$ 27 bilhões nos meses de janeiro a julho de 2026. Comparado com o ano anterior, o montante mostra crescimento de 23%. Esse aumento é resultado, principalmente, de um acréscimo de 64% nas vendas de petróleo para a China (US$ 15,5 bilhões). Juntamente com um incremento de 125% nos embarques para a Índia (US$ 1,9 bilhão), que representaram os dois principais destinos das vendas fluminenses de óleos brutos de petróleo, ocupando 57% e 7% de participação, respectivamente.
Olhando para as importações, o Rio de Janeiro somou US$ 1,6 bilhão, um aumento de 22%, por conta dos avanços nas compras internacionais de petróleo oriundas da Arábia Saudita (US$ 1,2 bilhão; +14%), que é o maior fornecedor de óleos brutos do estado, e da Guiana (US$ 432 milhões; +49%).
No recorte de exportações fluminenses, exclusive de petróleo (todas as importações feitas por um país com exceção do petróleo e seus derivados), foi registrado US$ 6,9 bilhões no acumulado anual de 2026, aumento de 28%. O valor pode ser explicado pelo crescimento de 60% nas vendas internacionais para a Aladi (US$ 843 milhões), consequência do avanço de 115% nas exportações para a Colômbia (US$ 171 milhões) e de 109% para o México (US$ 378 milhões), entre outros.
Seguindo a mesma tendência, e contrariando o contexto internacional das tarifas norte-americanas aplicadas aos produtos brasileiros, houve um avanço nas exportações para países do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA) — US$ 2,8 bilhões; +26% —, com destaque para as vendas para os EUA (US$ 2,4 bilhões), cujas volume avançou 18%. Neste cenário, destaca-se o acréscimo de 132% nos embarques de partes de motores e turbinas para aviação (US$ 301 milhões) para o país.
No entanto, observando todo o comércio entre o Rio de Janeiro e os EUA no acumulado de 2026 (US$ 5,6 bilhões), observa-se um recuo de 42%, relacionado, principalmente, a queda nas vendas fluminenses de óleos de petróleo para o país. Os reflexos das instabilidades geopolíticas no relacionamento com os EUA, também se confirmam em nível nacional com um comércio somando US$ 44,2 bilhões em 2026, um recuo de 11% quando comparado com o mesmo período de 2025.
Importações exclusive petróleo
Em relação às importações do Estado do Rio, exclusive petróleo, verificou-se uma variação negativa de 18%, totalizando US$ 12,8 bilhões. Cabe destacar que o decrescimento de 19% das compras oriundas do Paraguai (US$ 469 milhões) se deve principalmente à diminuição de 20% das importações de energia elétrica (US$ 447 milhões) e de 8% de obras de alumínio (US$ 14,5 milhões).
Entretanto, o aumento de desembarques oriundos de países asiáticos, especialmente o crescimento de mais de 1000% da Coreia do Sul (US$ 2,6 bilhões), é a resposta do salto de 105% nas importações de óleos lubrificantes (US$ 38,9 milhões). Assim como das compras de plataformas de perfuração ou de exploração (US$ 2,4 bilhões), que fizeram com que o país se tornasse o principal parceiro do estado nas importações, exceto petróleo.
Como reflexo desse movimento, a Ásia (US$ 4,5 bilhões) liderou as importações fluminenses por blocos econômicos, respondendo por 34% do total comercializado.
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