A plataforma Retratos Regionais, desenvolvida pela Firjan, registrou que em janeiro apenas o segmento industrial da Construção teve destaque positivo ao abrir 1.825 postos de trabalho no primeiro mês de 2026. Já os demais segmentos do setor industrial apresentaram resultados negativos em janeiro, considerado um mês de comportamento sazonal em relação aos demais meses do ano.
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O Setor Industrial - composto pelas indústrias de Transformação, Extrativa, Construção e os Serviços Industriais de Utilidade Pública - fechou 179 postos de emprego no mês. Entre os segmentos industriais, Coleta, Tratamento e Distribuição de Resíduos (-1.069) foi a atividade que mais fechou vagas em janeiro, seguido por Fabricação de Produtos Alimentícios (-423) e Fabricação de Coque, de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis (-244).
Já no resultado geral do estado do Rio de Janeiro, de acordo com a plataforma Retratos Regionais, foram fechados 13.009 postos de trabalho com carteira assinada em janeiro de 2026. Embora negativo, o resultado é marcado pelo encerramento de contratos temporários relacionados às festas de final de ano, especialmente nos setores de Comércio e Serviços.
Além disso, o saldo foi inferior ao observado em janeiro do ano anterior (-12.118), o que representa o pior resultado para meses de janeiro desde o início da série histórica do Novo CAGED, iniciada em 2020. Em termos absolutos, o Comércio (-9.678) foi o setor que mais contribuiu para o saldo negativo do mercado de trabalho do estado. O Comércio Varejista foi o principal responsável pelo desempenho do setor, ao fechar 9.164 vagas formais.
Serviços (-3.021) foi o segundo setor que mais fechou vagas de emprego no primeiro mês do ano. Os principais segmentos responsáveis pelo saldo negativo do setor foram Educação (-2.229) e Atividades de Atenção à Saúde Humana (-1.818). Por fim, Agropecuária (-131) foi outro setor econômico que fechou vagas em janeiro de 2026.
Desempenho entre os municípios
O desempenho do mercado de trabalho fluminense foi disseminado pela maior parte dos municípios do estado: 70 dos 92 municípios registraram saldo negativo, enquanto 21 abriram vagas formais de emprego e um município (Laje do Muriaé) teve saldo zero. Os municípios que mais fecharam postos no primeiro mês do ano foram Rio de Janeiro (-7.362), Duque de Caxias (-928) e São João de Meriti (-820). Itaboraí (+747), por sua vez, foi o que mais abriu vagas no período, puxado pelo setor industrial e por serviços.
As classes econômicas que menos contrataram no primeiro mês do ano foram Comércio Varejista de Artigos do Vestuário e Acessórios (-3.469), Comércio Varejista de Mercadorias em Geral, com Predominância de Produtos Alimentícios - Hipermercados e Supermercados (-1.263) e Comércio Varejista de Calçados e Artigos de Viagem (-1.120). Na outra ponta, as classes econômicas que mais contrataram foram Construção de Edifícios (+681), Serviços de Engenharia (+524) e Serviços Combinados para Apoio a Edifícios, Exceto Condomínios Prediais (+375).
Em relação às famílias ocupacionais, no agregado do Rio de Janeiro, os menores saldos ficaram por parte dos Operadores do comércio em lojas e mercados (-6.250), Caixas e bilheteiros (exceto caixa de banco) (-1.766), Professores de nível médio na educação infantil (-1.331). Por outro lado, os maiores saldos foram de Trabalhadores nos serviços de manutenção de edificações (+809), Ajudantes de obras civis (+515) e Trabalhadores de montagem de estruturas de madeira, metal e compósitos em obras civis (+364).
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