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Região Serrana ganha programa de qualificação profissional para o setor de tecnologia

Até 2021 serão 630 profissionais especializados nas linguagens de desenvolvimento de software e web

Até 2021 serão 630 profissionais especializados nas linguagens de desenvolvimento de software e webFoto: Rafaela Melo | Serratec

11/09/19 16:26  -  Atualizado em  12/09/19 17:25

Uma cerimônia em 09/09 marcou o início das aulas do Programa de Residência em Software – projeto que pretende capacitar profissionais para atuarem em empresas de tecnologia da informação e inovação. A ação é um dos pilares da iniciativa empresarial Serratec, que tem Firjan e Laboratório Nacional de Computação Cientifica (LNCC) como parceiros, para a melhoria do ambiente de negócios na Região Serrana do Rio.

Petrópolis abriga o projeto-piloto. Ao todo, 72 alunos passarão por treinamentos para a capacitação no desenvolvimento web e de softwares. Teresópolis e Nova Friburgo também contarão com o programa com a formação de mais 140 pessoas a partir do ano que vem. A meta é que 630 novos profissionais sejam colocados à disposição no mercado de trabalho até 2021.

“Empresas já manifestaram interesse na mudança para a Serra do Rio, porém a falta de trabalhadores especializados nestas competências é um entrave momentâneo. Futuramente teremos novos empreendimentos se estabelecendo aqui criando empregos e gerando renda para uma variada cadeia de negócios”, comemora o presidente do Serratec, Marcelo Carius.

"Futuramente teremos novos empreendimentos se estabelecendo aqui criando empregos e gerando renda para uma variada cadeia de negócios”

O presidente da Firjan Serrana, Júlio Talon, acredita que o momento é especial e trará frutos para a região. “O esforço de todos os órgãos é a receita para o sucesso deste projeto. É uma iniciativa que vai trazer movimentação econômica para a região, gerar empregos e o desenvolvimento intelectual das pessoas”, enfatiza Talon. 

Governo do Estado do Rio, Faerterj, Faetec e prefeituras das três principais cidades serranas são parceiros na capacitação.

A formação é dividida em etapas: após uma qualificação de 260 horas em programação web, os estudantes serão divididos em três grupos que terão formação complementar com mais 180 horas em linguagens específicas: JavaScript, Xamarin e Angular. Ao fim de 4 meses de curso os profissionais terão recebido 440 horas de conteúdo certificados pela Firjan SENAI.

O modelo é similar ao adotado nas faculdades de medicina, onde há imersão dos alunos nas empresas, possibilitando que eles tenham conhecimento teórico e prático, solucionem problemas reais e adquiram experiência profissional ainda durante a formação.

Para nivelar os alunos em um conteúdo básico, o programa será composto com aulas de inglês, português, matemática e introdução a algoritmos. Depois serão abordados conhecimentos específicos como ciência da computação, desenvolvimento de software e tecnologia da informação. Na busca pela melhor performance, os estudantes passarão por sessões de mentoria e coaching.  

“Estamos caminhando na contramão da crise e com passos firmes para o desenvolvimento econômico das cidades. O início deste projeto-piloto é algo para ser comemorado e seguido por outros setores. Aqui estamos pensando na melhoria do ambiente de negócios e no desenvolvimento do setor que só tende a crescer”, explica o empresário e representante do Sinditec, Luiz Antônio Daud.

O Serratec conta atualmente com 170 empresas com cerca de 3 mil funcionários e uma movimentação de R$ 550 milhões/ano. As metas até 2021 são para a criação de mais 10 empresas, 360 postos de trabalho e, faturamento de R$ 715 milhões.

O movimento de fortalecimento do setor de tecnologia e inovação na Região Serrana passa pela criação de um Parque Tecnológico e pretende estimular o crescimento econômico através de três pilares: formação profissional; infraestrutura para as cidades, diminuindo os impactos para a chegada de novos empreendimentos; e geração de negócios. 

 
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