<img height="1" width="1" style="display:none;" alt="" src="https://px.ads.linkedin.com/collect/?pid=4124220&amp;fmt=gif">
Portal Sistema Firjan
menu

Notícias

Firjan

Projeto de combate à fome da Reserva já beneficiou mais de 1 milhão de pessoas

Iniciativa 1P=5P da Reserva, combate à insegurança alimentar

Iniciativa 1P=5P da Reserva, combate à insegurança alimentarFoto: Arquivo Reserva

Tempo médio de leitura: ...calculando.

Publicado em 18/05/2026 10:59  -  Atualizado em  18/05/2026 13:32

Como uma empresa de moda pode se conectar com a urgência da fome? A partir dessa inquietação nasceu o Projeto 1P=5P (1 peça = 5 pratos), da empresa Reserva. Criada em 2016, a iniciativa foi a vencedora do Prêmio Firjan de Sustentabilidade 2025 na categoria Gestão de Impacto e Investimento Social.

O projeto se consolida como um modelo de impacto tangível: a cada peça vendida nas marcas Reserva, Reserva Mini e Reserva Go, cinco pratos de comida são complementados para pessoas em insegurança alimentar no Brasil. A ação já resultou na complementação de mais de 175 milhões de refeições, beneficiando mais de 1 milhão de pessoas.

A federação recebe inscrições de projetos até o próximo dia 2/6 para a edição de 2026 do Prêmio Firjan de Sustentabilidade.

Clique aqui e inscreva-SE

A ideia do projeto ganhou corpo durante uma visita de líderes ao Ceará, em 2016, conta o coordenador de Sustentabilidade da Reserva, Alan Abreu. Naquele momento de escuta, ficou claro para as lideranças que o acesso à alimentação digna deveria ser prioridade. Para Abreu, o modelo traduz o papel ativo da companhia como agente de transformação. “A construção do projeto partiu de um princípio simples: usar a força do próprio negócio para gerar impacto”, explica.

O 1P=5P não é visto pela empresa como uma ação filantrópica pontual, mas como um modelo integrado à operação. “Isso reforça o entendimento de que as empresas têm corresponsabilidade em relação aos problemas estruturais do país. No nosso caso, isso significa assumir um papel ativo no combate à fome, mesmo sendo uma marca de moda”, afirma Alan.

Para Eliane Damasceno, gerente de Responsabilidade Social da Firjan SESI, o prêmio, ao mesmo tempo que reconhece as iniciativas das empresas, apresenta à sociedade exemplos que possam ser multiplicados. No caso da Reserva, trata-se de uma estratégia de engajamento, relacionada ao marketing de causa, unindo investimento social e sustentabilidade.

“O projeto da Reserva trabalha a conexão do comprador com causas importantes, como o combate ao desperdício de alimentos. Aborda educação alimentar e desigualdade social, trazendo luz e atenção da sociedade para essas questões. Além disso, o projeto também está conectado com a questão do impacto que os resíduos, de uma forma geral, e alimentos em específico, trazem ao meio ambiente. Acho excelente o fato de a empresa ter colocado a marca a serviço de uma causa tão importante como essa”, explicou.

A Firjan SESI também atua nessa frente de combate à insegurança alimentar. Eliane Damasceno destaca uma das ações da entidade, o Programa Cozinha Brasil, que oferece cursos que ensinam o preparo de alimentos saborosos e nutritivos a baixo custo. “A iniciativa respeita as diferenças regionais e de estações para combater o desperdício de alimentos e fazer dele uma ferramenta de educação e saúde integral”, relata.

Governança e capilaridade

A operacionalização do projeto foi pensada para garantir agilidade e escala, evitando a necessidade de criar uma logística própria. “Um fator-chave foi não começar do zero. Desde o início, estruturamos o projeto em parceria com a ONG Banco de Alimentos e, posteriormente, com a foodtech Connecting Food, que já possuíam expertise logística e capilaridade na coleta e distribuição de alimentos. Isso permitiu uma implementação relativamente ágil, com forte investimento em governança, contratos, auditorias e acompanhamento contínuo dos resultados”, explica.

Abreu ressalta o papel dos parceiros e conta que a operação envolve desde equipes logísticas, responsáveis pela chamada ‘colheita urbana’, que coletam alimentos onde há excedentes e distribuem em instituições sociais, até nutricionistas que capacitam as instituições sobre aproveitamento integral dos alimentos e boas práticas no preparo das refeições.

Internamente, o projeto é liderado pelo time de Sustentabilidade, com participação direta da alta liderança e apoio de áreas como Marketing, Felicidade (endomarketing) e Desenvolvimento Humano, que atuam na comunicação e formação dos colaboradores. Segundo Abreu, a sensibilização ocorre de forma contínua: no onboarding de novos colaboradores, nas comunicações internas, nas lojas, nas embalagens dos produtos e também nas campanhas e ativações com clientes.

Impacto sistêmico e inspiração

Além de combater a fome, a iniciativa também tem como resultados a redução do desperdício de comida e a mitigação de impactos ambientais, já que evita o descarte desses alimentos em aterros sanitários.

“Existe uma ambição clara de que o projeto ultrapasse os limites da Reserva. Mais do que um programa, o 1P=5P vem se consolidando como um modelo aberto, que busca inspirar outras empresas a fazerem o mesmo, ampliando, de forma coletiva, o impacto positivo na sociedade”, destaca o executivo.

Um dos efeitos mais emblemáticos da iniciativa, ao longo de quase 10 anos, é o impacto indireto. Segundo o coordenador de Sustentabilidade da Reserva, muitas instituições sociais relatam que, ao reduzir o custo com alimentação, conseguem redirecionar recursos para outras frentes, como compra de medicamentos, melhoria de infraestrutura ou investimento em educação e cultura.

“Outro ponto relevante é a atuação em momentos de emergência, como nas enchentes do Rio Grande do Sul e em desastres em Petrópolis e no litoral norte de São Paulo. Nessas situações, o 1P=5P foi mobilizado para além da lógica regular, viabilizando apoio emergencial com alimentos e outros itens essenciais. Mais recentemente, também começamos a ver um efeito de replicabilidade. Outras empresas passaram a criar seus próprios programas de responsabilidade social inspirados no 1P=5P, o que reforça a ideia de que o impacto pode e deve ser coletivo”, exemplifica.

Leia também: Merck economiza 90 milhões de litros de água com práticas de reúso

 
Para Empresas
Competitividade Empresarial Educação Qualidade de Vida
 
 

Utilizamos cookies para uma melhor experiência de navegação. Conheça nossa Política de Privacidade.