
Presidente da CNI pede união da indústria para defender pautas do setor.Foto: Paula Johas
O presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, recebeu o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban. O encontro foi na sede da Firjan, nesta sexta (14/8), para participar de mais uma edição do evento Discussões Sobre o Rio que Queremos, iniciativa que reúne lideranças para debater os caminhos do desenvolvimento econômico e social do estado do Rio e do Brasil.
O encontro abordou pautas nacionais que impactam a indústria fluminense, desafios e oportunidades do cenário político-econômico, além de perspectivas para o futuro do setor industrial. O evento reuniu conselheiros da federação, presidentes de sindicatos associados e empresários.
Caetano, que também é diretor da CNI, ressaltou, no discurso de abertura do evento, que a iniciativa faz parte de uma série de ações cujo ponto de partida foi o estudo Rio de Futuro: Vocações e Potencialidades Econômicas do Rio de Janeiro. O documento, que aponta nove novas fronteiras capazes de transformar a indústria fluminense nos próximos dez anos, dialoga com o documento Construindo o Brasil 2050: a indústria na agenda dos Presidenciáveis, o conjunto de propostas da CNI, lançado no último mês de junho.
“Como nós da indústria sabemos, há questões que impactam a competitividade do setor que não se limitam às fronteiras do estado; cito a fiscal, a tributária, a de infraestrutura e a de energia. A segurança pública é outro desafio que também precisa ser resolvido nacionalmente. Com os encontros da Firjan, buscamos oferecer uma agenda que, além de contemplar temas nacionais, tem pontos em comum com todo o setor produtivo e não apenas com a indústria”, afirmou o presidente da Firjan.

A foto mostra o primeiro presidente da CNI, Euvaldo Lodi (à direita da foto); e o então presidente da República, Eurico Gaspar Dutra (ao centro). Foto: Memória da Indústria.
Durante o evento, foi realizada uma homenagem aos 88 anos da CNI (no último dia 12/8), com a exibição de uma foto do acervo histórico da Firjan que registra a inauguração do Centro Social número 1 da Confederação, em 1948.
Ricardo Alban contou que tem feito visitas a todas as regiões do país para estreitar o contato com os empresários e buscar a união do setor. “O que mais nós precisamos nesse momento é o que mais falta no país: convergência. Polarizações não ajudam a construir”, observou o presidente da CNI.
Para Alban, a postura de neutralidade e equilíbrio deve ser adotada, inclusive na política internacional, para evitar acirramento na guerra tarifária entre Brasil e Estados Unidos, por exemplo. O presidente da CNI destacou também que é fundamental garantir uma política industrial para que o país continue avançando e consiga manter a competitividade, em especial no contexto de globalização.
“Sabemos que, nas empresas, se não nos renovarmos, morremos. Quando o Caetano fala do projeto o Rio que queremos, que é bem alinhado ao nosso, questionamos: há quanto tempo esse país não fala em planejamento?”, indagou Alban. Os desafios do “Custo Brasil”, a excessiva carga tributária, a recente reforma tributária, as altas taxas de juros e a falta de mão de obra na indústria foram alguns dos temas abordados pelo presidente da CNI.
Eleições 2026
Nesta sexta de manhã, também esteve presente na Firjan a ex-presidente da Caixa Econômica e responsável pela formulação das propostas econômicas do candidato Flávio Bolsonaro (PL) à presidência da República, Daniella Marques. Na próxima sexta-feira (21/8), a Firjan recebe o candidato do PSD ao governo do Estado do Rio, Eduardo Paes.
No último domingo (9/8), a Firjan promoveu, em parceria com a Band, o primeiro debate com os pré-candidatos ao governo do Estado do Rio de Janeiro. Já a primeira edição do evento Discussões Sobre o Rio que Queremos, realizado em 30 de junho, contou com a presença do presidente do PSD, Gilberto Kassab.