Criado para escoar minério de ferro, o Porto Sudeste, em Itaguaí, na Baixada Fluminense, vive um novo momento. Com investimentos que vão dobrar sua capacidade operacional e ampliar sua atuação para novos segmentos logísticos, o terminal, integrante do ecossistema de empresas parceiras da Firjan, recebeu nesta quarta-feira (8/7) a visita do presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, que conheceu de perto os projetos que marcam essa nova fase do empreendimento.
“Conhecer o Porto Sudeste é enxergar o futuro da logística fluminense. O terminal reúne infraestrutura, tecnologia, inovação e pessoas preparadas para responder aos desafios de uma indústria cada vez mais competitiva. É esse tipo de investimento que fortalece o ambiente de negócios e impulsiona o desenvolvimento do estado", afirmou Caetano.
Recebido pelo CEO do Porto Sudeste, Jayme Nicolato e pela gerente de Assuntos Corporativos e Responsabilidade Social, Carla Matos, que representa o terminal no Conselho Empresarial Firjan Nova Iguaçu e Região, Caetano percorreu as áreas operacionais do terminal e conheceu os investimentos previstos para os próximos anos. Hoje, o Porto Sudeste movimenta 32 milhões de toneladas de minério de ferro, além de 5 milhões de toneladas de outros granéis sólidos e 14 milhões de toneladas de granéis líquidos por ano. Com a licença ambiental já concedida, a capacidade passará dos atuais 50 milhões para 100 milhões de toneladas anuais, consolidando a diversificação das operações do terminal.
Além de conectar a produção mineral brasileira ao mercado internacional, o Porto Sudeste amplia sua atuação em operações ligadas ao setor de óleo e gás, reforçando a posição do Rio de Janeiro como um dos principais corredores logísticos do país. A localização estratégica, próxima à Bacia de Santos e integrada à malha ferroviária da MRS, amplia a competitividade das empresas que utilizam o terminal e fortalece a infraestrutura logística fluminense.
A transformação do Porto Sudeste pode ser resumida em uma frase: "O porto que nasceu só para minério, hoje é um porto multicargas", resume o CEO do Porto Sudeste, Jayme Nicolato.
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| Foto: Vinícius Magalhães |
Quando entrou em operação, o terminal tinha como missão atender ao escoamento da produção mineral. Ao longo dos anos, ampliou sua infraestrutura e passou a atender também às demandas do setor de óleo e gás. Esse movimento consolidou um modelo de negócios voltado às mineradoras independentes, permitindo que empresas sem infraestrutura logística própria utilizem o terminal para exportar sua produção e ampliar sua presença no mercado internacional.
O crescimento do Porto Sudeste também se reflete em Itaguaí. Atualmente, o terminal reúne 780 empregados próprios e mais de 2 mil trabalhadores, entre empregados próprios e terceirizados. Mais de 70% dessa força de trabalho é formada por moradores da região, resultado da aposta na qualificação profissional e na contratação local.
Integrante do ecossistema de empresas parceiras da Firjan, o Porto Sudeste mantém uma parceria de longa data com a Firjan SENAI Itaguaí, responsável pela formação de parte dos profissionais que hoje atuam na operação.
"A parceria com o Firjan SENAI Itaguaí faz parte da nossa trajetória. Acreditamos na formação da mão de obra local porque queremos crescer junto com a região. Muitos dos profissionais que trabalham hoje no Porto Sudeste foram formados ali e ajudam a construir essa história diariamente", afirma Jayme Nicolato.
O crescimento da empresa veio acompanhado de investimentos voltados ao relacionamento com a comunidade e à sustentabilidade. O Porto Sudeste foi o primeiro porto brasileiro certificado pela NBR 16001 de responsabilidade social e mantém a Casa Porto, espaço criado para aproximar a empresa dos moradores da Ilha da Madeira. A atuação social também é fortalecida por uma ONG formada pelos próprios empregados, que desenvolve projetos voltados às comunidades do entorno.
Na operação, esse compromisso aparece em resultados concretos: 86% da água utilizada é reutilizada e 99% dos resíduos gerados são reciclados, integrando uma estratégia voltada à eficiência operacional e à responsabilidade socioambiental.
Nem a expansão aconteceu da forma convencional. Para permitir a operação de navios de até 250 mil toneladas, foi necessário remover uma formação rochosa submersa. Em vez de utilizar explosivos, o Porto Sudeste adotou uma técnica inédita: a pedra foi cortada em fatias por mergulhadores com equipamentos especiais e retirada sem comprometer a vida marinha. A solução permitiu ampliar a capacidade operacional do terminal e se tornou uma referência em inovação na engenharia portuária.
Com a expansão licenciada e novos investimentos previstos, o Porto Sudeste se prepara para uma nova etapa de crescimento, ampliando sua capacidade operacional e reforçando o papel do Rio de Janeiro como um dos principais pólos logísticos do país.