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Firjan / Infraestrutura

Por todo o estado, Firjan atua pela concretização dos pleitos empresariais

Foto: Setor naval tem grande destaque no estado do Rio.

11/12/19 15:26  -  Atualizado em  11/12/19 16:03

Reportagem especial da Carta da Indústria.

A capilaridade da Firjan pode ser atestada pela atuação das nove regionais, que buscaram o desenvolvimento econômico mais equilibrado para todo o território fluminense. Algumas ações têm o potencial de representar avanços para várias regiões, a exemplo do Cluster Tecnológico Naval, lançado na Casa Firjan, em novembro. Os dois grandes alvos de investimentos são a Baía de Guanabara – beneficiando a capital, Niterói, Magé, Duque de Caxias, São Gonçalo, Guapimirim e Itaboraí – e a Baía de Sepetiba.

O cluster é formado inicialmente por quatro empresas: Emgepron (Empresa Gerencial de Projetos Navais), Nuclep (Nuclebras Equipamentos Pesados), Amazul (Amazônia Azul Tecnologias de Defesa) e Condor Tecnologias Não-Letais, mas o grupo está aberto a outras adesões. Entre os objetivos estão o adensamento das cadeias produtivas do setor militar e mercante, o fortalecimento da economia do mar local e nacional, além do encadeamento produtivo entre as empresas.

O evento de lançamento contou com as presenças de Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan; Carlos Erane, representando a Condor e a Firjan Nova Iguaçu e Região; do almirante de esquadra Ilques Barbosa Jr, comandante da Marinha do Brasil; e do vice-almirante Edésio Teixeira Lima Junior, diretor da Emgepron.

Conquistas do Leste

Outra conquista comemorada no Leste Fluminense também veio do setor naval: a retomada das operações do Porto do Forno, em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos. A regional da Firjan e o Instituto SENAI de Tecnologia (IST) Ambiental apoiaram ativamente um pool de empresas para obter a liberação junto ao Ibama. A paralisação do porto, desde abril de 2018, havia trazido prejuízos econômicos à região, impactando principalmente indústrias de Alimentação e de Petróleo e Gás.

Ainda no setor naval, a reabertura do Canal de São Lourenço ganhou atenção especial. Pleito da federação, a iniciativa já conta com Estudo de Impacto Ambiental (Eia/Rima), custeado pela prefeitura de Niterói. O tema integra o debate sobre o processo de licenciamento das obras no entorno da Ilha da Conceição e revitalização ambiental de Niterói e São Gonçalo. O empreendimento é considerado fundamental para a reestruturação naval. “A região Leste concentra mais de 50% dos estaleiros de grande e médio portes instalados no estado”, justifica Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan Leste Fluminense.

Com relação às pautas sociais, uma parceria entre a Firjan SENAI SESI e a prefeitura de Niterói promete ampliar as oportunidades de acesso ao mercado de trabalho para 400 jovens de 11 comunidades locais. O Projeto Niterói Jovem EcoSocial atende moradores em situação de vulnerabilidade social, por meio da educação, profissionalização e práticas em projetos ambientais, oferecendo uma bolsa-auxílio de R$ 750 mensais, além de benefícios.

Outro destaque do ano foi o Programa Calçada Acessível, iniciativa da Firjan, em parceria com a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). A ideia foi referendada pelo prefeito de Cabo Frio, Adriano Moreno, que assinou carta de intenção se comprometendo a levar o projeto para a cidade. A iniciativa visa padronizar as calçadas e torná-las acessíveis a idosos e portadores de necessidades especiais.

Serrana: vocação para TI

 

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A Firjan e o Sinditec, sindicato das empresas do setor de tecnologia da informação do estado, se uniram à Serratec, associação que engloba companhias e instituições que buscam transformar Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo na Serra Carioca Tecnológica. Apelidada de Vale do Silício Fluminense, a ideia busca atrair novos negócios e empregos qualificados para a região. Um dos pilares do projeto envolve a formação de mão de obra, com o apoio da Firjan SENAI. A meta é formar 630 novos profissionais até 2021, através do Programa de Residência em Software. As aulas tiveram início em setembro, em Petrópolis, e a partir do ano que vem serão oferecidas também em Teresópolis e Nova Friburgo.

Outra iniciativa que une as três cidades, além de Guapimirim, é o Arranjo Produtivo Local (APL) de Cervejas Artesanais da Região Serrana, reconhecido pelo governo do estado, com apoio da Firjan, a partir do pleito dos empresários. O setor ainda ganhou espaço na Casa Firjan, que abriu as portas para o evento “Tributação no mercado de microcervejaria”, que debateu as altas alíquotas de ICMS praticadas pelo governo estadual. O objetivo é sensibilizar o poder público, tendo em vista a ideia de criar uma rede de cervejeiros fluminenses, com a formação de mais APLs no estado.

Outro tópico de 2019 foi o Plano de Mobilidade Urbana de Petrópolis, apresentado ao Conselho Empresarial e Deliberativo da Firjan Serrana pela CPTrans. O documento traz 180 propostas para melhorar o fluxo de veículos em cinco distritos petropolitanos. Segundo estudo da federação, a demora de até duas horas no trajeto casa-trabalho-casa gera prejuízos de R$ 398 milhões. “Esse plano contempla informações importantes também para a atração de novos empreendimentos”, afirmou Júlio Talon, presidente da Firjan Serrana.

Centro-Norte diversificado

 

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O início do segundo semestre foi marcado pelo encontro de Carlos Eduardo de Lima, presidente da Firjan Centro-Norte, com Marcos Marins, subsecretário de Desenvolvimento Econômico de Nova Friburgo. Alinhado à Serratec, o tema foi a criação de um condomínio industrial para atração de empresas de tecnologia. “Temos tudo para ser um berço em Tecnologia da Informação (TI), já que possuímos boas universidades e percebemos o movimento desses profissionais rumo ao interior, em busca de qualidade de vida”, disse Lima.

A panificação também foi destaque. Com objetivo de divulgar as marcas locais, Nova Friburgo sediou, em outubro, o Festival do Pão e Sabores. O evento recebeu mais de 2 mil pessoas, que puderam participar de oficinas e palestras gratuitas; além de conferir artigos de produtores locais. A realização foi do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Nova Friburgo (Sindanf), em parceria com a Firjan e o Sebrae.

Agroindústria no Centro-Sul

Com o objetivo de diversificar e impulsionar a agroindústria, a Firjan Centro-Sul se juntou aos gestores públicos e ao Banco do Brasil para tratar do Plano ABC – Agricultura de Baixo Carbono. A ideia é destinar mais recursos a produtores para conservação do solo e recuperação de áreas de pastagens degradadas, como também para implantação do sistema integrado lavoura-pecuária-floresta. Alceir Correa, presidente da Firjan Centro-Sul, defendeu a busca por parcerias e o uso de tecnologia para transformar a realidade da região.

O Programa Calçada Acessível também está sendo trabalhado em conjunto com as prefeituras de Miguel Pereira e Três Rios. Nas duas cidades, o manual técnico para elaboração das calçadas está sendo produzido e será apresentado à população em breve.

Sul Fluminense tecnológico

Lançado com o intuito de aproximar o meio acadêmico das indústrias e fomentar a inovação, o Centro Tecnológico do Sul Fluminense – uma iniciativa da Firjan em parceria com o APL Metal Mecânico do Médio Paraíba, MetalSul e Sebrae – avança no levantamento das principais necessidades da região. As fábricas da PSA Peugeot Citröen e Schweitzer-Mauduit do Brasil (SWM) já receberam visitas de representantes de 12 instituições de ensino para conhecerem seus processos de produção.

 

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Visita de representantes do Centro Tecnológico à SWM

 

“O projeto da plataforma online configura a antecipação de um polo tecnológico físico, espaço onde queremos desenvolver startups, empresas, além de fomentar grandes negócios”, destacou Antônio Carlos Vilela, presidente da Firjan Sul Fluminense.

Representantes de montadoras e das indústrias ligadas ao setor Automotivo também puderam contar com o Workshop “Rota 2030 – Projetos e Programas Prioritários”, na Firjan SENAI Resende, em outubro. A inovação tecnológica foi o tema central do debate. O Programa deve aportar até R$ 1 bilhão para pesquisa e desenvolvimento do segmento em todo o país até 2023.

A regional ainda exigiu melhores condições e mais segurança na Serra das Araras, principalmente na pista de descida, cujo aumento de acidentes, entre janeiro e julho deste ano, foi de 16% em relação ao mesmo período de 2018.

Baixada unida

Empresários da Baixada Fluminense se uniram para pleitear melhorias nas áreas de segurança (roubo de carga, assalto, patrulhamento de rodovias) e infraestrutura (energia elétrica, internet, estradas, Arco Metropolitano, conservação de vias etc.). Em junho, a Firjan promoveu um encontro com a presença do deputado André Ceciliano, presidente da Alerj, em resposta à demanda levada por conselheiros da federação sobre os altos índices de criminalidade na região. O parlamentar confirmou a criação de um Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Baixada, um dos pleitos da Firjan, e assegurou verba da Alerj para o Segurança Presente, cobrindo 13 municípios da região. A disponibilização de R$ 15 milhões, do Fundo Especial da Alerj, foi confirmada em outubro.

“A Baixada está carente de atenção, e esse olhar do Ceciliano, que se comprometeu em mobilizar a bancada para estar conosco, é fundamental”, disse Carlos Erane, presidente da Firjan Nova Iguaçu e Região. “Esses gargalos atrapalham o acesso dos trabalhadores às empresas e o escoamento da produção”, reforça Cláudio Lopes, presidente da Firjan Caxias e Região. Erane e Lopes seguem em defesa de outros pleitos, já tendo obtido resposta positiva acerca da criação da linha de barcas para Magé, anunciada no Ita Gas & Oil 2019 pelo governador Wilson Witzel.

Norte mobilizado

 

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A Firjan SENAI Campos sediou o primeiro “Indústria da Moda”, do Sindvest

 

O tema da segurança pública também mobilizou a Firjan Norte Fluminense, que, junto com outras entidades empresariais, pediu reforço na BR-101, em ato em frente à Câmara Municipal de Campos. A rodovia voltou à pauta da Firjan, que abriu a sede de Campos para o Grupo de Trabalho da BR-101. Na ocasião, a concessionária Arteris, que administra a estrada, deu previsão de dois anos para iniciar as obras do contorno de Campos e outros três para finalizar a intervenção.

Em 01/11, outro ato contou com a participação da regional, desta vez contra a redistribuição de royalties do petróleo. Em junho, a Firjan promoveu rodada de negócios na Brasil Offshore, encontro da indústria de Petróleo e Gás brasileira, realizado em Macaé, gerando milhões de reais em negócios entre fornecedores e players. Outro destaque do ano foi a concessão do Aeroporto de Macaé. “Certamente, o Norte Fluminense é um importante vetor de crescimento para o estado, já que concentra a maior parte dos investimentos do mercado de P&G”, observou Fernando Aguiar, presidente da Firjan Norte Fluminense.

A Firjan SENAI Campos sediou o primeiro “Indústria da Moda”, do Sindvest (Sindicato das Indústrias de Vestuário de Campos), em setembro. O evento reuniu 12 marcas locais, através de exposição de peças das marcas, palestras com especialistas e desfile de novos talentos. Além disso, a instituição inscreveu alunos para participar do Cubes in Space. O projeto, com a chancela da Nasa, teve como objetivo incentivar alunos a enviarem cubos em foguete ao espaço, para depois analisarem os efeitos da viagem em seus experimentos. 

Melhorias para o Noroeste

Em Itaperuna, a Firjan promoveu, na Merco Noroeste, workshop sobre Qualificação de Fornecedores e rodada de negócios. O evento, promovido em agosto, é a maior feira de mercado e negócios do Noroeste Fluminense.

Outra atividade que movimentou a região foi o Workshop de Desenvolvimento do Noroeste Fluminense, que aconteceu no Teatro SESI, também em Itaperuna. Promovido pelo governo do estado, o workshop teve o apoio da Firjan, Sebrae e do Sindicato das Indústrias e Extratores de Pedras Gnaisses do Noroeste do RJ (Sindgnaisses) e foi organizado visando construir o Plano Estadual de Desenvolvimento para a Região do Noroeste. Foram identificadas as necessidades de melhoria do ambiente de negócio, em especial nas áreas de energia e comunicação; licenciamento ambiental; logística e agronegócios. “Discutir alternativas sobre questões tão importantes para o Noroeste ajuda na busca de caminhos, propostas e soluções”, afirmou José Magno Hoffmann, presidente da Firjan Noroeste.

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