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PIB do estado do Rio cresce 4,2%, puxado pelo desempenho da indústria extrativa, aponta Firjan

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Publicado em 24/06/2026 14:10  -  Atualizado em  24/06/2026 14:58

Estudo elaborado pela Firjan aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) fluminense cresceu 4,2% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três primeiros meses do ano passado. Entre os setores, a indústria – que responde por 38% do PIB estadual – foi a principal responsável pelo crescimento ao registrar alta de 9,8%.

“Importante ressaltar que o desempenho positivo do PIB fluminense foi muito influenciado pelo fôlego conjuntural do mercado de petróleo e gás e também do setor de infraestrutura, mas o estado precisa avançar para o desenvolvimento sustentável. É preciso combater gargalos fiscais, burocráticos, logísticos, a insegurança jurídica e a insegurança pública para que as empresas possam se tornar mais competitivas e contribuir para o crescimento econômico de longo prazo”, afirma o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano.

De acordo com o levantamento, a indústria extrativa, puxada pela produção de petróleo e gás, teve crescimento de 13,1%. A indústria da construção teve alta de 2,6%, impulsionada pela continuidade dos investimentos em infraestrutura e pela expansão de projetos em educação, saúde e lazer. Já a indústria de transformação teve queda de 1,4% por conta dos juros elevados e dos preços de energia, frete e outros insumos diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

A Firjan também pontua que o setor de serviços, que representa cerca de 51% do PIB fluminense, apresentou crescimento de 0,3% nos três primeiros meses do ano em relação ao primeiro trimestre de 2025. De acordo com o estudo, embora modesto, o crescimento ocorreu sobre uma base de comparação elevada e em contexto em que o setor permanece próximo de seu maior nível histórico.

Para 2026, a federação projeta alta de 3,4% no PIB fluminense. A cadeia de petróleo e gás, os investimentos em infraestrutura e seus efeitos multiplicadores sobre a atividade econômica devem seguir como os principais vetores de crescimento. Entretanto, a federação ressalta que a manutenção desse ritmo continuará dependendo da evolução de fatores conjunturais internos e externo.

 
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