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Pensa Rio discute redução das desigualdades, apoiada em análise de dados

Encontro on-line reuniu especialistas e debateu o potencial do Big Data na transformação de sociedades

Encontro on-line reuniu especialistas e debateu o potencial do Big Data na transformação de sociedadesFoto: Divulgação

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Publicado em 06/05/21 17:54  -  Atualizado em  14/05/21 17:51

Uma criteriosa análise de dados permite a criação de políticas públicas que contribuam para a redução das desigualdades sociais. Para debater o potencial do Big Data na transformação de sociedades, o Pensa Rio reuniu especialistas, em 05/05. “O que não se mede não se conhece. Medindo bem, você pode fazer programas específicos”, alerta o curador do evento, José Luiz Alquéres, presidente do Conselho Estratégico da Casa Firjan.

Thereza Lobo, socióloga e ex-coordenadora executiva do Rio Como Vamos, chamou atenção para o fato de organizações não governamentais (ONGs) e sindicatos terem perdido papel importante nas discussões de direitos. “Com o tempo, foram sendo reduzidos por falta de financiamento, como o Rio Como Vamos, cuja base de dados apoiou programas eficazes nas primeiras gestões do prefeito Eduardo Paes”.

A Casa Fluminense lançou o Mapa da Desigualdade 2020, que apresenta 40 indicadores socioeconômicos sobre os 22 municípios da Região Metropolitana do Rio. “A partir de dados oficiais, o Mapa compara, por exemplo, a idade média ao morrer: em Niterói, aos 70 anos; já em Queimados, aos 58 anos”, pontua Henrique Silveira, coordenador geral da Casa Fluminense.

Fortalecer um conjunto de ações na periferia metropolitana para distribuir melhor as ofertas de emprego e serviço é a prioridade da Lei da Governança Metropolitana, de 2018. Silveira cita como exemplo a previsão de melhoria da malha de trens urbanos de passageiros. “Bastaria seguir o que está planejado. Mas o governo investiu R$ 10 bilhões somente na Linha 4 do Metrô, enquanto nos trens, apenas R$ 1,2 bilhão. Sem segurança, 70 pessoas morreram em acidentes em trens em 2019”, contabiliza Silveira.

Outra organização da sociedade civil que atua com dados oficiais, mas também coleta estatísticas próprias, é o Data_Labe. “Buscamos a democratização de ferramentas de dados e a produção de informações sobre as periferias. Por exemplo, o dado oficial considera que casas com descarga têm acesso à rede de esgoto. Mas em muitas favelas, mesmo com a descarga, não há coleta de esgoto”, explica Clara Sacco, diretora e cofundadora do Data_Labe.

A possibilidade de o Censo não ser realizado este ano gerou protestos entre os participantes. “A série, iniciada em 1940, só foi interrompida uma vez, na ditadura militar. O STF obrigou o governo a fazer, mas não se sabe como será”, reage Clara. “O sequestro de informações é um ato deliberado de não mostrar a realidade. Permite narrativas erradas”, conclui Alquéres.

Assista aqui ao Pensa Rio “Redução das desigualdades: Dados para transformar a realidade”, com mediação de Julia Zardo, gerente de Ambientes de Inovação da Firjan.
 

 
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