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Pensa Rio discute caminhos sustentáveis para o Rio de Janeiro

Evento discutiu formas práticas de como desenvolver a cidade e o estado a partir de projetos de urbanização

Evento discutiu formas práticas de como desenvolver a cidade e o estado a partir de projetos de urbanizaçãoFoto: Divulgação

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Publicado em 26/08/21 15:55  -  Atualizado em  26/08/21 16:50

Os caminhos sustentáveis e menos desiguais para o Rio de Janeiro pautaram o Pensa Rio da última quarta-feira, 25/08. Com a participação de especialistas e pensadores, o evento on-line mediado pela gerente de ambientes de inovação da Casa Firjan, Julia Zardo, discutiu formas práticas de como desenvolver a cidade e o estado a partir de projetos de urbanização, entre outras iniciativas que atendam, também, ao cenário de aquecimento global projetado para os próximos anos.

O vice-presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, reforçou que através do Mapa do Desenvolvimento do Rio de Janeiro, a Firjan defende a revitalização e a reurbanização das áreas degradadas do estado e também a atualização dos planos diretores municipais. Lembrou, também da importância da Concessão da CEDAE para o desenvolvimento do estado fluminense. “Sem a concessão, seriam necessários, no mínimo, 140 anos para universalização do saneamento. Agora, esse número cai para 15 anos. Em investimento, significa um impacto direto na transformação da qualidade de vida de 13 milhões de pessoas”, frisou.

Para a professora de Urbanismo da PUC-Rio, Maria Fernanda Lemos, o modelo de cidade reproduzido hoje pelo Rio de Janeiro é insustentável e a base desse problema é a injustiça territorial com todos os seus reflexos, como fragmentação e segregação socioespacial, informalidade, déficit habitacional e má distribuição da infraestrutura e do saneamento.

“Precisamos garantir que os processos de planejamento e de projetos urbanos contem com uma governança inclusiva. O poder de decisão precisa ser melhor distribuído para que a gente tenha justiça na cidade.” Nesse contexto, a pesquisadora também reforçou a necessidade de criar uma regulação que incorpore parâmetros adaptados ao clima aos projetos de urbanização.

O presidente do Conselho Estratégico da Casa Firjan e curador do evento, José Luiz Alqueres, complementou o debate lembrando que existe uma grande oportunidade de mudar qualitativamente a cidade a partir dos vetores de transformação ambiental.

Retorno do centro e reciclagem de edifícios

O estímulo para uma cultura de concreto armado, quando não há sequer a recuperação dos prédios públicos foi uma pauta questionada pelo secretário municipal de planejamento urbano do município do Rio de Janeiro, Washington Fajardo.  “As condições atuais do planeta, com projeção de 50ºC no verão, exigem que a gente fale de adensamento qualitativo, reciclagem de edifícios e resfriamento do Rio de Janeiro com arborização urbana.”

O fundador do Instituto de Urbanismo e Estudos para a Metrópole (URBEM), Philip Yang, complementou que o futuro do Rio passa pelo resgate de seus territórios históricos. “A conclusão que me ocorre é que o caminho da sustentabilidade e da resiliência do Rio tem tudo a ver com o retorno do Centro e da Zona Norte, ou seja, a valorização dos bairros centrais.”

Assista aqui ao Pensa Rio de 25/08
 

 
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