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Nuclear Summit 2026 debate expansão da energia nuclear e reúne lideranças do setor

Carlos Magno Lucas, gerente-geral de Relacionamento para Negócios da Firjan SENAI SESI

Carlos Magno Lucas, gerente-geral de Relacionamento para Negócios da Firjan SENAI SESIFoto: Vinícius Magalhães

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Publicado em 23/03/2026 16:44  -  Atualizado em  27/03/2026 12:18

A Casa Firjan sediou, nesta segunda-feira (23/3), o Nuclear Summit 2026, um dos principais fóruns estratégicos da área de energia nuclear na América Latina. O encontro reuniu autoridades, especialistas e representantes da indústria para discutir tendências, inovação e oportunidades para o desenvolvimento da tecnologia nuclear no Brasil. O evento foi organizado pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), com apoio da Firjan.
 
Na abertura do evento, o gerente-geral de Relacionamento para Negócios da Firjan SENAI SESI, Carlos Magno Lucas, representou o presidente da federação, Luiz Césio Caetano, nas palavras de boas-vindas. De acordo com Magno, o papel estratégico do estado do Rio de Janeiro no desenvolvimento da energia nuclear no país, tanto na geração de eletricidade quanto em projetos ligados à inovação e à defesa.
 
Magno também ressaltou iniciativas estratégicas como o projeto da Marinha do Brasil para construção do submarino com propulsão nuclear, desenvolvido no estaleiro de Itaguaí, e a atuação da indústria nacional na cadeia do combustível nuclear. Segundo ele, a energia nuclear deve ser vista como parte fundamental da transição energética.
“A energia nuclear precisa ser reconhecida como uma fonte firme de geração de eletricidade, capaz de oferecer produção estável e de baixo carbono. Investimentos nesse mercado têm grande potencial para impulsionar a economia, gerar empregos qualificados e promover o desenvolvimento regional”, disse o executivo. 
 
O presidente da ABDAN, Celso Cunha, afirmou que o mundo vive um momento decisivo para o sistema energético, marcado pelo crescimento acelerado da demanda por eletricidade, pressões climáticas e transformações tecnológicas. Para ele, nesse contexto, a energia nuclear volta ao centro da estratégia energética global.
“Estamos vivendo um ponto de inflexão na história do sistema energético global. O mundo entrou definitivamente na era da eletricidade, e a energia nuclear deixou de ser coadjuvante para se tornar um pilar estrutural da matriz energética”, afirmou.
 
Cunha destacou que novas demandas tecnológicas, como data centers, inteligência artificial, veículos elétricos e eletrificação industrial, têm impulsionado o consumo global de energia. “Só os data centers devem consumir, até 2030, cerca de 945 terawatts-hora por ano, o equivalente à demanda anual de países inteiros”, observou.

Segundo ele, o Brasil possui potencial significativo para ampliar sua capacidade nuclear, mas precisa avançar na execução dos projetos previstos. “Planejamento sem execução não gera energia, não gera emprego e não gera segurança energética. Precisamos sair do papel e avançar”, ressaltou. 

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O presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, ao lado do presidente da ABDAN, Celso Cunha, dos deputados Julio Lopes e Arnaldo Jardim e demais autoridades do setor| Foto: Vinícius Magalhães


 
O deputado federal Julio Lopes (PP-RJ), presidente da Frente Parlamentar da Tecnologia e Atividades Nucleares no Congresso Nacional, defendeu maior mobilização política e institucional para fortalecer essa fonte de energia no país. O parlamentar destacou a necessidade de decisões estratégicas para garantir a expansão da energia nuclear. “O Brasil precisa definir claramente qual será o papel da energia nuclear em sua estratégia energética. Temos uma oportunidade única, mas precisamos de mobilização e de decisões concretas para avançar”, afirmou.
 
Lopes também chamou atenção para a importância de concluir projetos estruturantes, como a usina de Angra 3, ressaltando que a paralisação de iniciativas já avançadas gera custos adicionais para o país. 
 
Também presente no encontro, o deputado federal Arnaldo Jardim (CID-SP) destacou o momento favorável para o fortalecimento da energia nuclear no contexto da transição energética e da busca global por fontes seguras e estáveis de geração. “O mundo está rediscutindo sua matriz energética e reconhecendo cada vez mais o papel da energia nuclear. O Brasil tem condições técnicas, industriais e científicas para avançar nesse setor estratégico”, afirmou. 
 
Jardim ressaltou ainda a importância do marco regulatório e de instrumentos de financiamento para viabilizar novos projetos de infraestrutura energética, destacando iniciativas legislativas que buscam ampliar investimentos e integrar a energia nuclear às políticas de transição energética. 
 
Ao longo do dia, o Nuclear Summit 2026 promoveu debates sobre geopolítica da energia, estratégias para uma indústria petrolífera de baixas emissões, avanços da medicina nuclear no tratamento do câncer e oportunidades na expansão da produção de urânio e combustível nuclear. No primeiro painel, foram formalizados acordos de cooperação voltados ao avanço de projetos estratégicos no setor nuclear.
 
Um dos destaques foi a assinatura de um memorando de entendimento entre a Amazul e a Infra Minerals, com o objetivo de desenvolver conjuntamente projetos na área nuclear, incluindo tecnologia aplicada, engenharia de projetos industriais e suporte à operação. O documento foi assinado pelo diretor-presidente da Amazul, Vice-Almirante Newton de Almeida Costa Neto, e pelo presidente da Infra Minerals, Carlos Freire
 
Também foi firmado um acordo de confidencialidade entre a Amazul e a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), representada pela assessora de integridade e gestão de riscos Mayara Mota. A parceria tem como objetivo apoiar a implantação e modernização de uma usina comercial de enriquecimento de urânio, além da ampliação da capacidade de produção da unidade de beneficiamento operada pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Resende. 
 
O Nuclear Summit 2026 continua nesta terça-feira (24/3), na Casa Firjan, com uma agenda voltada ao debate sobre inovação, regulação e oportunidades de negócios no segmento nuclear. Especialistas participarão de painéis sobre regulação de novas tecnologias e o avanço dos pequenos reatores modulares (SMRs), com participação de representantes da Westinghouse, da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) e da China National Nuclear Corporation (CNNC). 

A programação inclui discussões sobre inovação e oportunidades no mercado nuclear brasileiro, com especialistas da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Atech e outras instituições do setor. Na pauta, debates que vão abordar descarbonização, eficiência energética e o papel da energia limpa para o crescimento de data centers, além de um painel dedicado ao fortalecimento da cadeia produtiva nuclear, reunindo representantes da ENBPar, Amazul e da Eletronuclear. 

 
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