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Economia do Rio

Estado do Rio criou mais de 100 mil novos empregos em 2025

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Publicado em 29/01/2026 18:59  -  Atualizado em  29/01/2026 19:13

Mesmo mantendo o fôlego e garantindo a vice-liderança nacional na geração de empregos, o Rio de Janeiro entrou em 2025 pisando no freio. Segundo o Novo Caged, o estado criou 100.920 vagas formais no ano — número expressivo, mas 29% menor que o registrado em 2024 (+142.305). O dado acende um alerta: com exceção da Agropecuária, todos os setores tiveram o pior desempenho desde 2020, ano em que a pandemia de Covid-19 redesenhou o mercado de trabalho.

O setor de Serviços, que preencheu 61.683 vagas, foi o que mais contratou em 2025, com destaque para a Atividades de Organizações Associativas (+5.857), Serviços de Arquitetura e Engenharia (+5.395) e Alimentação (+5.128). O setor, no entanto, registrou saldo 27,9% menor do que o registrado no ano anterior (+85.617).

Na sequência, o Comércio contratou 18.456 trabalhadores ao longo do ano passado - 5.779 postos a menos em relação a 2024 (+24.235). O Comércio Varejista foi o principal destaque do setor, ao abrir 12.697 vagas de emprego.

Terceiro maior contratante no ano, o Setor Industrial, abriu 20.745 postos formais de emprego em 2025. A Construção (+8.786) e a Indústria de Transformação (+5.282) foram as principais contratantes neste setor, apesar de ambos apresentaram ritmo de geração de emprego inferior ao observado no ano anterior (+11.760 e +17.573, respectivamente). Na sequência, Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) e a Indústria Extrativa encerraram o ano passado com um saldo positivo de 4.644 e 2.033 empregos, respectivamente – SIUP teve um desempenho melhor em relação à 2024 (+560), enquanto o segmento extrativo teve resultado pior na comparação com o ano anterior (+2.487).

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Melhores resultados

As dez atividades industriais que mais cresceram no ano, levando em consideração o seu peso na indústria fluminense:
•    Serviços Especializados para Construção (+3.849)
•    Obras de Infra-Estrutura (+3.604)
•    Atividades de Apoio À Extração de Minerais (+1.797)
•    Eletricidade, Gás e Outras Utilidades (+1.869)
•    Fabricação de Outros Equipamentos de Transporte, Exceto Veículos Automotores (+1.468)
•    Coleta, Tratamento e Disposição de Resíduos (+1.587)
•    Construção de Edifícios e Incorporação de Empreendimentos Imobiliários (+1.333)
•    Captação, Tratamento e Distribuição de Água (+1.167)
•    Fabricação de Produtos de Metal, Exceto Máquinas e Equipamentos (+767)
•    Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios (+809)

A Agropecuária (+37) também encerrou o ano com saldo positivo de empregos e teve desempenho melhor do que em 2024, quando fechou 283 postos de trabalho.
De forma geral, as contratações em 2025 foram disseminadas pelo estado, com 81 dos 92 municípios fluminenses abrindo vagas. A Capital (+40.487) foi a principal contratante no ano, seguida por Macaé (+7.561), Duque de Caxias (+6.279), Angra dos Reis (+3.801) e Seropédica (+3.239).

Salário de admissão

O salário de admissão médio no estado do Rio de Janeiro no ano de 2025 foi de R$ 2.313, praticamente o mesmo, em termos reais, do salário médio de 2024 (R$ 2.310). O estado fluminense foi o que teve o 4° maior salário, abaixo apenas de São Paulo (R$ 2.597), Distrito Federal (R$ 2.443) e Santa Catarina (R$ 2.334). Além disso, a remuneração média de admissão no estado foi levemente superior à nacional (R$ 2.295).
 
Desempenho no mês de dezembro

Em dezembro de 2025, o estado do Rio de Janeiro registrou uma perda de 23.591 postos de trabalho. Esse resultado reflete o efeito sazonal do final de ano, quando muitos contratos temporários são encerrados, um fenômeno observado em todo o país.
Desse modo, o setor de Serviços (-12.793) foi a principal contribuição negativa, seguida pelo Setor Industrial (-9.129), com demissões concentradas principalmente na Construção (-5.708), Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios (-823) e Fabricação de Produtos Alimentícios (-799). O Comércio (-1.362) e a Agropecuária (-307) também fecharam postos de trabalho no mês.

 
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