
Ao lado de Ricardo Alban, Luiz Césio Caetano participou também do encontro do Conselho do Empresarial Brasil-Estados Unidos (Cebeu), em Nova YorkFoto: Divulgação
Presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano participou na tarde desta segunda-feira (11/5) da primeira edição do Brasil-U.S. Industry Day, em Nova York. Promoção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Câmara de Comércio dos Estados Unidos, o evento reuniu 500 lideranças empresariais, investidores e autoridades governamentais para debater a agenda prioritária e comum da indústria, como financiamento, minerais críticos, energia, saúde e tecnologias digitais.
Essa é a primeira vez que o setor reúne representantes dos dois países na Brazilian Week – tradicional agenda de líderes globais para debater oportunidades econômicas e de investimentos – com o objetivo de fortalecer negócios entre Brasil e EUA. Os Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras da indústria de transformação e o país que mais investe no Brasil.
Pela manhã, Caetano participou da reunião do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos (Cebeu), que este ano completa 50 anos. O encontro discutiu geopolítica e comércio internacional, prioridades do G20 e do B20 e estratégias para a construção de uma agenda comum na área de investimentos, transformação digital e minerais críticos.
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| Encontro do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos reuniu dezenas de empresários brasileiros e norte-americanos | Foto: Divulgação |
“A reunião do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos, uma cooperação da US. Chamber of Commerce com a CNI, mostrou a enorme capacidade que nós temos para atender às demandas mundiais. Nós temos oportunidades em todos os segmentos, que o mundo tem demandado. Mas ficou muito claro que independente dessas necessidades, precisamos avançar enormemente na questão de infraestrutura e na questão regulatória. Há um excesso de regulamento, que atrapalha muito essa relação”, afirmou o presidente da Firjan.
Caetano destacou também que o encontro possibilitou identificar que o Brasil, no momento, está evidência. “A reunião entre os presidentes Trump e Lula, na semana passada, mostrou que nós temos uma presença muito forte nesse mercado e é o momento de aproveitarmos essa evidência, é o momento de aproveitarmos essas oportunidades”, acrescentou.
Parceria entre Brasil e Estados Unidos
Também em Nova York, a CNI divulgou um documento com mais de 30 medidas estratégicas para fortalecer a parceria entre Brasil e Estados Unidos. A Agenda Estratégica da Indústria Brasileira para os Estados Unidos é fundamental para avançar em uma agenda estruturada de cooperação para fortalecer a relação bilateral, considerada uma das mais relevantes e estratégicas para a economia brasileira.
“Precisamos olhar para a complementaridade entre nossas economias como uma oportunidade concreta para aprofundar as parcerias produtivas, as relações comerciais e a cooperação tecnológica. Devemos nos unir e desempenhar um papel mais agregador para definir prioridades e ampliar o engajamento do setor privado em ações que tragam resultados efetivos”, destacou o presidente da CNI, Ricardo Alban.
As recomendações da indústria foram divididas em nove temas: comércio e acesso a mercado; transformação digital; investimentos e ambiente de negócios; minerais críticos e cadeias produtivas estratégicas; segurança energética e indústria de baixo carbono; complexo econômico-industrial da saúde e inteligência artificial; defesa, aeroespacial e setores de uso tecnológico dual; formação de capital humano em altas tecnologias; e governança e diálogo institucional.