A Firjan sediou, nesta segunda-feira (1º/6), o evento Liderança Empresarial pelo Futuro do Clima | COP 31, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A programação marca o início da mobilização do setor privado para a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 31), prevista para novembro, na Turquia.
Integrado à agenda da Rio Nature and Climate Week, movimento para alinhar prioridades referentes ao tema, o encontro reuniu lideranças empresariais e autoridades para abordar temas como o financiamento climático, economia circular e o papel das empresas na implementação das metas globais.
O evento também deu continuidade à mobilização da Sustainable Business COP (SB COP), iniciativa da CNI criada, durante a COP 30, para acelerar o alcance das metas climáticas e fortalecer a participação das empresas nas negociações globais.
O presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, esteve no auditório Copacabana para reafirmar o compromisso da federação com a agenda climática. “Consideramos o debate sobre o futuro do clima imprescindível para a indústria, por isso, abrimos as portas da nossa casa à CNI para que possamos seguir juntos nessa caminhada”, destacou. Para o empresário, "não existe proteção ambiental sem desenvolvimento econômico sustentável. E não existe desenvolvimento sustentável sem inovação, inclusão produtiva, educação de qualidade e geração de oportunidades.", complementou.
O diretor-executivo da Firjan SENAI SESI, Alexandre dos Reis, participou da abertura do evento, que também contou com Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da CNI; Ricardo Mussa, chair da Sustainable Business COP (SB COP); e Marcelo Thomé, co-chair do Business Council da SB COP.
“É uma honra para a Firjan receber este encontro da Sustainable Business COP30, uma iniciativa que representa a força da articulação empresarial global em torno de um dos maiores desafios, e também oportunidades, do nosso tempo: construir uma economia de baixo carbono, resiliente, inclusiva e sustentável”, disse Alexandre dos Reis. O diretor-executivo lembrou que a instituição atua na articulação entre o poder público, a sociedade e as empresas para promover o desenvolvimento regional e a inovação, assumindo um papel crucial na transição energética e tecnológica. Exemplos desse pacto são o Instituto SENAI de Tecnologia, Química e Meio Ambiente e o Instituto SENAI de Inovação em Química Verde.
“Também gostaria de destacar que, no final de 2025, divulgamos um importante estudo, o Rio de Futuro, que apontou nove novas fronteiras de desenvolvimento para a indústria do Estado do Rio de Janeiro nos próximos anos. E uma dessas potencialidades engloba justamente Transição Energética, Indústria de Baixo Carbono e Economia Circular”, disse Alexandre.
Papel estratégico do Brasil
Em seu discurso de abertura, o diretor de Relações Institucionais da CNI destacou que o país fez de forma competente a política de transição energética, mas que ainda busca retorno do compromisso que “assumiu e entregou” à sociedade brasileira, referindo-se aos altos custos que o setor industrial ainda enfrenta na produção.
“Nós temos 20% da biodiversidade, 12% de água, 58% da nossa cobertura florestal e somos o segundo maior produtor de biocombustíveis. Também temos a matriz elétrica mais renovável do mundo, 92%. Mas será que o mundo está pagando para nós o que a gente está pagando na conta de energia?”, questionou o diretor de Relações Institucionais da CNI.
Já o chair da Sustainable Business COP destacou que as iniciativas do Brasil durante a COP 30 tornaram-se perenes e deixaram um legado mundial em termos de ações voltadas para o futuro do clima. “A Turquia, agora, só fala em implementação. O Brasil fez um trabalho muito bom com a realização da COP e o setor privado tem um papel fundamental na implementação deste projeto”, revelou Mussa.
Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero), o co-chair da SB COP afirmou que a experiência na Amazônia mostra que nenhum elemento, isoladamente, é capaz de produzir transformação estrutural. “O crédito de carbono sozinho não resolve; a assistência técnica sozinha não resolve. Talvez uma das maiores forças da Amazônia esteja justamente na capacidade de organização coletiva presente no território”, destacou Thomé.