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Economia / Cultura/ Firjan

Indústria Criativa impulsiona economia e já representa R$ 393,3 bilhões do PIB brasileiro

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Publicado em 18/06/2025 13:27  -  Atualizado em  18/06/2025 19:01

A Indústria Criativa no Brasil representa 3,59% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, totalizando R$ 393,3 bilhões em 2023. A potência do PIB criativo no país fica ainda mais evidente em estados como São Paulo (5,3%), Rio de Janeiro (5,2%), Santa Catarina (4,2%) e Distrito Federal (4,9%), com participações acima da média nacional (3,6%). 

O levantamento faz parte do Mapeamento da Indústria Criativa 2025, estudo da Firjan, que chega a sua 8ª edição. O estudo é elaborado com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2023, último dado oficial disponibilizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Acesse aqui o Mapeamento da Indústria Criativa

Pioneiro no país a tratar do tema, o Mapeamento mostra a expansão do mercado criativo formal. Só em 2023, empregou aproximadamente 1,26 milhão de profissionais, um crescimento de 6,1% em relação a 2022 — quase o dobro do avanço registrado pelo mercado de trabalho nacional como um todo no mesmo período (3,6%). 

“O Mapeamento da Indústria Criativa reforça a importância de políticas públicas, que promovam a capacitação profissional, o incentivo à inovação e a melhoria da infraestrutura para sustentar o crescimento do mercado criativo e ampliar sua contribuição para o desenvolvimento econômico e social do país”, enfatiza Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan

O Mapeamento da Indústria Criativa 2025 será apresentado ao público no próximo dia 24/6, na Casa Firjan. O evento acontece a partir das 8h30 com entrada franca.

Para Caetano, não é exagero afirmar que o melhor ainda está por vir. “Os futuros Mapeamentos deverão identificar o impacto positivo de diversas políticas setoriais, que começaram a ser implementadas após o fechamento desta oitava edição”, destaca.  

O Mapeamento da Indústria Criativa de 2025 analisa os 13 segmentos da Indústria Criativa separados em quatro grandes Áreas Criativas: Consumo (Design, Arquitetura, Moda e Publicidade & Marketing), Mídia (Editorial e Audiovisual), Cultura (Patrimônio & Artes, Música, Artes Cênicas e Expressões Culturais) e Tecnologia (P&D, Biotecnologia e TIC). 

A análise revela que a contribuição da Indústria Criativa para o PIB brasileiro tem uma trajetória de crescimento desde meados dos anos 2000. Saiu de 2,09% em 2004, para 3,20% em 2021 e, atingiu, 3,59% em 2023, último ano de dados oferecidos pela RAIS. Nesse contexto, observa-se que São Paulo e Rio de Janeiro se destacam como os principais polos econômicos do setor, respondendo juntos por cerca de 60% do PIB criativo do país.

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Empregos criativos

Na perspectiva de cada estado, São Paulo é o que possui maior porcentagem de empregados criativos (3,4%), seguido por Rio de Janeiro (2,9%), Distrito Federal (2,9%), Santa Catarina (2,6%) e Rio Grande do Sul (2,4%). Juntos, esses estados compõem o grupo das unidades da Federação que possuem a porcentagem de postos de trabalhos criativos acima da média nacional (2,3%). 

“A mudança estrutural vista na economia brasileira resulta do fortalecimento contínuo do mercado criativo, monitorado desde 2008 pelo Mapeamento. Nesse mercado, inovação, propriedade intelectual e valor da criatividade são pilares da expansão. A pandemia acelerou a digitalização e a adoção de novas tecnologias, impulsionando ainda mais o setor”, explica Julia Zardo, gerente de Ambientes de Inovação da Firjan e coordenadora do estudo. 

No mercado de trabalho, as áreas de Consumo e Tecnologia concentram a maior parte dos empregos criativos formais, respondendo por mais de 85% dos vínculos, com crescimento de 6,4% e 5,9%, respectivamente. A área de Cultura, embora possua menor número absoluto de profissionais, foi a que apresentou a maior evolução percentual no período (10,4%). 
 
Os trabalhadores criativos respondem por cerca de 2,3% dos vínculos empregatícios em 2022 e 2023. A concentração regional do emprego criativo é significativa no Sudeste, com 61,1% dos profissionais, bem acima dos 48,2% do mercado de trabalho geral. 

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O Mapeamento destaca, ainda, que a maioria dos profissionais criativos – mais de 1 milhão -, trabalha em empresas cuja atividade principal não é considerada criativa, evidenciando a transversalidade do setor para a economia nacional. Em 2023, cerca de 17,5% dos trabalhadores criativos (221,38 mil) estavam na Indústria Clássica/Indústria de Transformação, que converte matérias-primas em produtos físicos, usando máquinas e processos de produção em massa para produzir bens padronizados, como fábricas de automóveis ou indústrias têxtil, alimentícia, metalúrgica, etc.

Produção e mercado

O estudo apresenta todo o panorama da Indústria Criativa sob duas óticas: da produção e do mercado de trabalho. A ótica da produção avalia a riqueza gerada pelos estabelecimentos criativos — que englobam tanto profissionais diretamente ligados à criatividade quanto outros trabalhadores que atuam na operação dessas empresas. Já a ótica do mercado de trabalho analisa todos os profissionais criativos, independentemente do segmento econômico onde estejam empregados, incluindo setores não diretamente criativos.

Acesse aqui o Painel de Dados do Mapeamento da Indústria Criativa

Além dos dados publicados no estudo, informações poderão ser combinadas e customizadas no Painel de Dados disponibilizado no site do Observatório da Indústria, permitindo analisar a Indústria Criativa do país sob diversos ângulos, como a cadeia produtiva, os profissionais criativos e os segmentos variados dessa indústria heterogênea. Além disso, é possível obter uma visão detalhada das 27 Unidades Federativas e dos mais de cinco mil municípios brasileiros, contemplando suas realidades distintas.? 

 
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