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IV Encontro de Educadores do Século XXI aborda Inteligência Artificial nas salas de aula

Diretor de Educação e Cultura da Firjan SENAI SESI, Vinicius Cardoso, na abertura do evento.

Diretor de Educação e Cultura da Firjan SENAI SESI, Vinicius Cardoso, na abertura do evento.Foto: Above Studios

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Publicado em 17/08/2026 08:42  -  Atualizado em  17/08/2026 12:05

Nos dias 14 e 15/8, a Casa Firjan reuniu mais de 600 educadores, gestores e especialistas para o IV Encontro de Educadores do Século XXI. O evento ampliou o debate sobre um tema bastante atual: o avanço da Inteligência Artificial e os impactos na dinâmica da aprendizagem e dos processos pedagógicos. Doze conferências, palestras e painéis compuseram a programação, bem como o;ficinas gratuitas.

Vinicius Cardoso, diretor de Educação e Cultura da Firjan SENAI SESI, abriu o encontro, enfatizando aos participantes que a IA é uma realidade que ainda provoca certa ‘‘ansiedade” e mencionou os desafios para fazer o melhor uso da tecnologia. O executivo também destacou a importância de eventos deste tipo para colocar em contato todos os atores da educação. 

A educação deve estar no centro das nossas reflexões. Aqui podemos trocar conhecimento, compartilhar experiências, trazer palestrantes que iluminem esse nosso pensamento em prol da área. Vinicius Cardoso, diretor de Educação e Cultura da Firjan SENAI SESI.

“A educação deve estar no centro das nossas reflexões. Aqui podemos trocar conhecimento, compartilhar experiências, trazer palestrantes que iluminem esse nosso pensamento em prol da área. Quem se dedica à educação sabe o quanto esta é uma iniciativa voltada para a vocação que abraçamos”, disse, revelando que a Firjan SENAI SESI já começou a trabalhar em um projeto piloto sobre uso de inteligência artificial na sua rede de ensino.

Marcos regulatórios

A programação do Encontro de Educadores foi organizada em quatro eixos temáticos: metodologia STEAM, transformação digital, sustentabilidade e diversidade e metodologias ativas. No primeiro dia, o foco foi nos gestores. Daniela Costa, doutora em Educação, consultora da Unesco Brasil e coordenadora da pesquisa TIC Educação no Cetic.br/NIC.br, abordou o tema “Da conectividade aos direitos digitais: o que se espera dos professores na sociedade mediada por tecnologias digitais”.

Para tratar do tema, Daniela levou ao público várias reflexões em forma de linha do tempo com análises sobre como a sociedade se comporta diante de mudanças tecnológicas: da máquina de escrever ao computador, por exemplo. “A história nos ajuda a reduzir a ansiedade e também a compreender e lidar melhor com o novo. Porque toda vez que surge alguma coisa nova, quando a gente olha para o passado, a gente fala: quais foram os impactos? O que a gente perdeu, o que a gente ganhou?”, questionou.

Na opinião da especialista, as peculiaridades da educação frente ao avanço da IA devem ser consideradas pelos docentes, contemplando as realidades das escolas. Ela lembrou que já existe o Marco referencial de competências em IA para professores, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

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Daniela Costa, consultora da Unesco, fez um traçado histórico sobre a evolução tecnológica dentro das salas de aula. | Foto: Above Studios.

As competências vão mudando com o tempo, e temos que estar sempre aprendendo. Daniela Costa, consultora da Unesco.


“Quem define as competências que são importantes são as próprias pessoas. E os educadores são os que devem olhar para o próprio contexto e definir: eu preciso me apropriar dessa competência, preciso ser melhor nessa habilidade. As competências vão mudando com o tempo, e temos que estar sempre aprendendo”, concluiu. 

Pensamento crítico

Rosa Maria Vicari, uma das principais referências brasileiras em inteligência artificial aplicada à educação, fez sua apresentação a partir da pergunta: “como a inteligência artificial pode fortalecer a liderança pedagógica?”. Conforme disse, todo instrumento poderoso exige que se saiba como manuseá-lo, e a IA é um destes, pois está transformando a dinâmica entre professor e aluno, trazendo mudanças e desafios que não podem ser ignorados.

“É preciso manter o pensamento crítico dos estudantes diante de respostas prontas, como proteger dados de crianças e adolescentes com a responsabilidade que merecem, como garantir que o acesso à tecnologia não se torne mais uma fonte de desigualdade entre escolas. Ganhos de engajamento e nota só se sustentam no tempo se vierem acompanhados de uso consciente”, pontuou.

Outros destaques da programação foram: Claudio Pinhanez, professor da USP e doutor pelo MIT Media Lab, que debateu a IA como agente de aprendizagem; Domingos dos Santos Neto, que atua na divulgação científica em plataformas digitais, onde reúne mais de 4 milhões de seguidores; Paulo Fochi, professor da Unisinos e doutor em Educação, que  refletiu sobre os desafios da infância diante da hiperconectividade. 

Também estiveram presentes Lucelmo Lacerda, pesquisador da Universidade da Carolina do Norte (UNC) e doutor em Educação, que tratou do “ser professor na era da inclusão”; George Stein, fundador da Pedagog.IA, professor da PUC-SP e autor do livro “A Escola com Inteligência Artificial Generativa”; e Kizzy Terra, cofundadora do canal Programação Dinâmica e cientista de dados. 

Leia também: Professores das Escolas Firjan SESI utilizam IA em sala de aula para educação midiática e suporte pedagógico

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Público participou de oficinas gratuitas no Fab Lab da Casa Firjan. | Foto: Above Studios.

 
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