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Economia do Rio / Firjan

Inovações da Firjan SENAI em têxteis de alta performance ganham destaque no Rio Fashion Week

Erick Lorenzato, pesquisador da Firjan SENAI SESI Parque Tecnológico

Erick Lorenzato, pesquisador da Firjan SENAI SESI Parque TecnológicoFoto: Marcelo Martins/Firjan

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Publicado em 22/04/2026 10:21  -  Atualizado em  22/04/2026 11:02

O que têm em comum uma rede de pesca, um gramado sintético, uma blusa com proteção UV e um paraquedas, como os usados pelos astronautas da missão Artemis II? A fibra. A menor unidade estrutural têxtil está na base de diversos produtos que conhecemos.

Foi citando exemplos de itens do setor têxtil que o engenheiro químico Erick Lorenzato, pesquisador da Firjan SENAI SESI Parque Tecnológico, conduziu a palestra "Como os Têxteis Técnicos estão Redefinindo o Futuro da Indústria", no segundo dia (16/4) do Rio Fashion Week, evento que teve a Firjan SENAI como parceira oficial. Lorenzato explicou que esses produtos nascem de unidades estruturais semelhantes, a fibra, mas exigem especificidades de acordo com suas finalidades.

“Quase tudo o que vemos aqui começa com a fibra. A questão é que o setor está demandando inovações cada vez mais com alta performance. E é isso que o Parque Tecnológico da Firjan SENAI SESI faz”, afirmou. De forma didática, o pesquisador explicou a diferença entre têxteis convencionais, cujo propósito é estético ou decorativo, e têxteis técnicos, que têm foco funcional ou de desempenho. Estes últimos ganharam destaque diante dos recursos tecnológicos que avançam, incentivam e permitem a inovação. 

De acordo com Lorenzato, o processo começa nas pesquisas de obtenção das fibras ou filamentos, que depois formam fios e tecidos para cada demanda da indústria. “Com resultados inovadores, apresentamos soluções, pois o objetivo da Firjan é alavancar a economia, fazer com que ela cresça e gere escala”, destacou. Para atender a um mercado cada vez mais exigente, são produzidas roupas com tecidos que não amassam, outras que se ajustam à temperatura do ambiente ou roupas antichamas para uniformes de bombeiros e outros materiais que absorvem substâncias oleosas.

Economia circular

Ainda na etapa de pesquisa e estudos, realizados em laboratórios como os do Parque Tecnológico da Firjan SENAI SESI, são considerados aspectos como custo benefício, escalabilidade, versatilidade, durabilidade, biocompatibilidade, personalização, saúde, segurança, leveza e resistência.

Lorenzato citou um exemplo que demonstra a importância da pesquisa no setor para a economia como um todo. “Descobrimos a potencialidade do uso da casca da castanha do Pará para produção de compósitos (materiais formados pela união de outros para se obter um produto de mais qualidade e garantir novas propriedades). Essa conexão vai além, porque movimenta todo o ecossistema, baseando-se na economia circular. Quem vai colher a castanha do Pará para chegar até o laboratório? Isso é muito importante pois está alinhado aos propósitos da federação de impulsionar negócios, gerar empregos”, observou.

Números e histórico

Por conta de fatores políticos e econômicos, o Rio de Janeiro perdeu competitividade nacional na produção têxtil, setor que atualmente é mais pujante na região Sul e em São Paulo. Mesmo assim, Nova Friburgo, no Centro-Norte, destaca-se, com força em moda íntima.

Erick Lorenzato lembrou que, no passado, o cenário do Rio era diferente, e citou a Companhia Progresso Industrial, mais conhecida como Fábrica de Tecidos Bangu, fundada em fevereiro de 1889. Ela gerou expansão da indústria têxtil no Rio de Janeiro entre os anos 1885 e 1895, com produção que ia do fio até tecidos estampados. Segundo Lorenzato, o trabalho da Firjan visa a reconquistar esse espaço. “O setor é forte, e o Rio tem potencial”, finalizou.

O pesquisador apresentou ao público números do setor. Em âmbito internacional, o Brasil ocupa o quinto lugar, com faturamento de R$ 221 bilhões, com mais de 25,5 mil empresas ativas, gerando 1,31 milhão de empregos diretos.

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