Com 67 anos de atuação e novas frentes de expansão voltadas à indústria offshore, a Sacor Siderotécnica recebeu nesta quarta-feira (26/8), em Duque de Caxias, a visita do presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano. A empresa, cujo sócio-diretor, Henrique Osório Santos também é vice-presidente da Firjan Caxias e Região, desenvolve soluções de proteção contra corrosão para estruturas dos setores de petróleo e gás, naval e defesa.
Recebido por Henrique, Caetano conheceu a produção dos ânodos de sacrifício e os projetos que apontam para o futuro da empresa.
“Visitar a Sacor é conhecer uma empresa que representa a capacidade da indústria fluminense de se reinventar, inovar e competir internacionalmente. São 67 anos de uma trajetória construída a partir do empreendedorismo, da tecnologia e, principalmente, das pessoas. Precisamos criar condições para que empresas como essa continuem crescendo e gerando oportunidades no Rio de Janeiro”, afirmou Caetano.
Uma das áreas de expansão avaliadas pela empresa, é o mercado de aumento da vida útil de plataformas e campos de petróleo. Para atender a essa demanda, a empresa estuda investimentos em sistemas conhecidos como skids, ou bancos de ânodos. A eólica offshore é outra frente acompanhada pela empresa.
Os ânodos são instalados em estruturas metálicas para sofrer a corrosão no lugar dos equipamentos que protegem. “O ânodo sacrifica a vida dele para dar vida ao gasoduto, à plataforma”, resume Henrique, que também é vice-presidente da Firjan CIRJ. A especialização levou a Sacor a mercados internacionais: os ânodos produzidos em Duque de Caxias já chegaram a 24 países, entre eles Estados Unidos, China, França, Alemanha, Noruega, Austrália e Singapura.
A trajetória começou em 1959, quando o imigrante português Henrique dos Santos utilizou recursos obtidos com a recuperação de materiais de um navio carregado de trigo, encalhado na costa de Alagoas, para criar uma fundição. Ao longo das décadas, o negócio se especializou em proteção contra corrosão e hoje é comandado pelo filho do fundador, Henrique Osório.
"Meu pai construiu a Sacor com muito trabalho e uma visão de longo prazo. Hoje, dar continuidade a essa história é também pensar nos próximos passos da empresa, na expansão e nos novos mercados. E a Firjan é uma parceira importante nessa caminhada, ajudando a indústria a encontrar caminhos para crescer e se desenvolver.", conta.
Uma história que atravessa gerações
A Sacor também ajuda a contar trajetórias profissionais construídas a partir da educação técnica. Coordenador de Engenharia da empresa, Alexandre Venância Loureiro, de 66 anos, começou sua formação profissional na Firjan SENAI Caxias, em 1978, e não parou mais. Desde então, durante os anos, foi se especializando cada vez mais e assim conseguiu chamar a atenção da indústria fluminense.
Entrou na Sacor em 2004, na área de gestão da produção, e, dois anos depois, passou para a Engenharia Técnica, construindo uma trajetória que o levou à atual função.
“Sempre digo às pessoas que conheço que o SENAI é a melhor escola profissionalizante do Brasil. É um conhecimento fantástico porque a gente aprende muito na prática. Essa formação fez diferença na minha carreira, ajudou no meu crescimento profissional e foi essencial para que eu conquistasse as promoções que tive”, afirma Alexandre.
A formação também influenciou a geração seguinte: a filha, Jéssica, seguiu os passos do pai, formou-se em Engenharia e hoje atua em uma multinacional.
A Sacor também mantém jovens aprendizes e utiliza soluções da Firjan em áreas como formação profissional, saúde e segurança, comércio exterior e orientação jurídica.
Parceria e desafios para a indústria
A visita também revelou alguns dos desafios enfrentados pela indústria para continuar crescendo no Rio de Janeiro. A segurança é uma das principais preocupações apontadas por Henrique, que afirma que o cenário influencia decisões de investimento e expansão no estado.
“Vários colegas saíram ou não ampliam aqui. Vão ampliar em São Paulo, vão ampliar em cidades do interior. E o Rio de Janeiro acaba perdendo emprego de qualidade”, afirma.
As oscilações no fornecimento de energia e a qualificação de mão de obra também estão entre os desafios enfrentados pela empresa.