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Físico renomado, Marcelo Gleiser lançou seu novo livro na Casa Firjan

Marcelo Gleiser traçou um paralelo entre o conhecimento científico, nossa busca por sentido e o desconhecido

Marcelo Gleiser traçou um paralelo entre o conhecimento científico, nossa busca por sentido e o desconhecidoFoto: Vinícius Magalhães

10/07/19 12:22  -  Atualizado em  10/07/19 12:44

Marcelo Gleiser lançou e autografou seu novo livro, “O caldeirão azul”, na Casa Firjan, em 09/07. O cientista de renome mundial e professor titular de filosofia natural e de física e astronomia na Dartmouth College traçou um paralelo entre o conhecimento científico, nossa busca por sentido e o desconhecido. Em 2019, ele ganhou o Prêmio Templeton, considerado o “Nobel da espiritualidade”, um dos mais prestigiosos do mundo. É o primeiro latino-americano a recebê-lo.

A obra reúne ensaios que exploram o fascínio do homem pelo desconhecido e pelos mistérios da humanidade. Com conceitos extraídos da biofísica, da física quântica e da filosofia, o autor brasileiro propõe uma aproximação entre o encantamento proporcionado tanto pela crença espiritual quanto pela investigação científica.

“Não é Deus que se busca no questionamento científico, mas a transcendência do humano, a busca por uma dimensão além do cotidiano que dá sentido à nossa busca por sentido”, afirmou Gleiser, que também é autor, entre outros livros, de A ilha do conhecimento, Criação imperfeita, A dança do universo, O fim da Terra e do Céu e A simples beleza do inesperado, os três últimos vencedores do Prêmio Jabuti.

Para o cientista, a ciência não é capaz de produzir uma visão completa, definitiva e imutável da realidade. “A ciência é um flerte com o mistério”. Segundo ele, não há incompatibilidade entre religião e ciência, contanto que não haja radicalismo nas duas partes. “Nenhum dos dois pode explicar tudo. Porém, a ciência tem uma vantagem, que é a de se corrigir quando há avanços nos estudos”.

Humanocentrismo

Ele abordou ainda sua teoria do “humanocentrismo”. De acordo com ele, a ciência moderna trouxe a humanidade de volta ao centro metafórico da criação, que destaca a singularidade do planeta Terra e a excepcional raridade dos humanos como seres inteligentes capazes de entender a importância de se estar vivo.

“Nos últimos dois capítulos – de um total de quatro – abordo no meu livro como devemos repensar a vida a partir desse conceito, como devemos rever a forma com que nos relacionamos entre nós e com os outros seres vivos. Faço reflexão também sobre como será o futuro da humanidade com a evolução tecnológica e a robotização do mercado de trabalho”, resumiu.

Confira a programação completa da Casa Firjan.

 
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