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Firjan sedia debate em prol da maior participação feminina no mercado de P&G

Renata van der Haagen, coordenadora de Relacionamento Estratégico de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, debateu sobre a igualdade de gênero no segmento

Renata van der Haagen, coordenadora de Relacionamento Estratégico de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, debateu sobre a igualdade de gênero no segmentoFoto: Vinícius Magalhães

22/07/19 16:12  -  Atualizado em  22/07/19 16:37

A Firjan sediou, em 18/07, o seminário Women in Energy Brazil (WIN), organizado pela Society of Petroleum Engineers (SPE) Brasil. O objetivo do evento foi promover a diversidade de gênero no mercado de petróleo e gás (P&G) e criar oportunidades para que as mulheres possam assumir papéis de liderança e alcançar suas metas de carreira.

Renata van der Haagen, coordenadora de Relacionamento Estratégico de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, observou que o mercado de P&G ainda é majoritariamente masculino, embora já seja perceptível o aumento na participação de mulheres. “Ainda há um longo caminho a ser percorrido em prol da igualdade de gênero. Temos a obrigação de inspirar nossas filhas, sobrinhas e demais meninas e mulheres a irem além. Precisamos criar oportunidades para que se desenvolvam, e que seja entendido, de uma vez por todas, que a diversidade traz maior dinamismo e fortalecimento para a sociedade como um todo”, ponderou.

Bárbara Cavalcanti, representante do WIN, apresentou dados comprovando que diversidade é um bom negócio. De acordo com o Relatório de Igualdade de Gênero e Desenvolvimento do Banco Mundial, de 2017, a produtividade de um país pode subir até 25% com apenas a eliminação da desigualdade. Além disso, segundo o Fundo de População das Nações Unidas, também de 2017, a promoção da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres poderia agregar US$ 28 trilhões ao PIB global até 2025.

“Estudo da McKinsey revela ainda que empresas que promovem a diversidade em níveis executivos têm 21% de probabilidade de obter resultados financeiros superiores aos de suas concorrentes. No Brasil, infelizmente, a média de mulheres nos times executivos é de apenas 8%”, argumenta Bárbara.

Inspiração

Uma das histórias contadas no seminário foi a de Anelise Lara, que atualmente ocupa o cargo de diretora de Refino e Gás Natural na Petrobras. Ela entrou para a companhia em 1986, quando havia apenas 10% de mulheres entre 57 mil funcionários. “Somente em 1981 a Petrobras passou a aceitar mulheres no concurso de engenharia de petróleo e, mesmo assim, com restrição de 10 vagas”, lembrou.

Em 1998, Anelise, com dois filhos, de um e 10 anos, iniciou sua carreira gerencial. Ela era a única mulher em um setor com 20 homens. “Os caminhos foram cheios de desafios, mas fui conquistando reconhecimento e cargos cada vez mais altos. Em 66 anos de história, sou a terceira mulher a ocupar cargo de diretora dentro da Petrobras”, contou. Para ela, ainda há muito a ser feito, mas é otimista: “Acredito em um futuro com muitas mulheres em cargos executivos. Ainda falta, mas será uma realidade”.

 
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