Representantes da Firjan estão em Brasília nesta semana, 1º e 2 de setembro, para ressaltar a necessidade de cautela na análise de mudanças na escala de trabalho. Para a federação, é preciso compatibilizar a modernização das relações trabalhistas com a competitividade, a segurança jurídica, a geração de empregos e o desenvolvimento.
As alterações, segundo a Firjan, devem levar em conta que existem diferenças entre setores, porte dos negócios, regimes de produção e características regionais e, por isso, as empresas precisam adequar suas operações a fatores como demanda, sazonalidade, logística, custo de energia, segurança e disponibilidade de mão de obra.
A federação ressalta que, na prática, a legislação em vigor já admite diferentes formas de organização da jornada de trabalho. Por isso, reforça que a solução está em avanços nas diretrizes gerais, mas que a decisão sobre a operação das empresas seja feita por meio de leis e, principalmente, em negociações coletivas. Segundo a Firjan, esse é o caminho para que o país evolua nas relações trabalhistas, sem prejudicar o crescimento econômico e social.