
Felipe Meier, presidente do Conselho do Conselho de Competitividade da Firjan e do Sinditec.Foto: Paula Johas / Firjan
Com auditório lotado, o Meet Up da Firjan IEL em parceria com a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), promoveu nesta quarta-feira, 11/3, assinatura do termo de cooperação entre as duas instituições, na Casa Firjan. A parceria tem como objetivo ampliar o acesso das indústrias fluminenses às oportunidades de fomento à inovação.
A cooperação foi apresentada por Felipe Meier, presidente do Conselho Empresarial de Competitividade da Firjan - que representou Luiz Césio Caetano, presidente da federação - e Caroline Alves, presidente da Faperj. O evento foi mediado pela gerente de Inovação, Julia Zardo.
Na oportunidade, a Werner Tecidos compartilhou alguns projetos de inovação que tem implementado em sua planta industrial, enquanto a Faperj apresentou três editais com possibilidade de acesso pelas indústrias do estado do Rio e entregou termos de outorga do edital Prioridade Rio.
Meier, que também é presidente do Sindicato da Indústria de Eletrônica, Telecomunicações, Componentes e Similares do Estado do Rio de Janeiro (Sinditec), frisou que “o foco dos editais será na transformação digital e verde das micro, pequenas e médias indústrias de nosso estado, além de serviços intensivos em conhecimento em todo o território fluminense”.
(...) o foco dos editais será na transformação digital e verde das micro, pequenas e médias indústrias de nosso Estado, além de serviços intensivos em conhecimento em todo o território fluminense. Felipe Meier, presidente do Conselho Empresarial de Competitividade da Firjan e do Sinditec.
À Firjan caberá mobilizar sua rede industrial e territorial para divulgação dos editais e ações conjuntas, além de realizar campanhas, roadshows e oficinas de escrita de projetos e ofertar trilhas de capacitação e mentorias técnicas orientadas à produtividade, transformação digital e sustentabilidade.
“A parceria entre a Faperj, com sua profunda relação com a área acadêmica, e a Firjan, representando as empresas, será sem dúvida uma relevante contribuição para ampliar a participação de nossas indústrias nesses editais, contribuindo para o aumento da competitividade da indústria fluminense”, avaliou Meier.
Para a presidente da Faperj, “nenhuma sociedade se desenvolve plenamente sem investimento da ciência e nenhuma ciência alcança todo o seu potencial se não dialogar com as necessidades reais da sociedade e da indústria. Cada vez mais estamos fazendo esse papel de construir pontes”.
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| Caroline Alves, presidente da Faperj, durante sua fala. | Foto: Paula Johas / Firjan. |
Ao ressaltar que a Faperj tem a missão de fomentar a pesquisa e apoiar nossos cientistas, e a Firjan representa a força do setor produtivo da indústria fluminense, Caroline afirmou que “esse espaço nasce justamente para aproximar esses dois mundos. Queremos que pesquisadores encontrem empresários, que ideias encontrem oportunidade, que conhecimento produzido nas universidades se transforme em soluções, produtos, emprego e desenvolvimento para o nosso estado”.
Queremos que pesquisadores encontrem empresários, que ideias encontrem oportunidade, que conhecimento produzido nas universidades se transforme em soluções, produtos, emprego e desenvolvimento para o nosso estado. Caroline Alves, presidente da Faperj.
Ivan Roumeliotis, gerente industrial da Werner, indústria fluminense de médio porte que tem realizado investimentos em inovação com recursos próprios, abordou os desafios e ações para viabilizar os projetos de inovação. O gerente destacou que a Werner, empresa centenária de Petrópolis, é uma das poucas do setor têxtil que ainda existem na Região Serrana do Rio.
"Hoje em dia, para permanecer relevante, a Werner ampliou o seu portfólio. Não fazemos mais só seda pura, mas também tecidos como o linho puro. Ampliamos a linha de produtos com estratégia clara, o que é importante e essencial a qualquer empresa. Não dá para querer atacar para todos os lados”, explicou, acrescentando que a agilidade de entrega da empresa é outro ponto bastante positivo para o sucesso da companhia.
Roumeliotis fez questão de lembrar a importância de se diminuir o impacto ambiental, dentro do possível, não só na fabricação, mas também no desenvolvimento dos produtos.
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| Ivan Roumeliotis, gerente industrial, durante apresentação da Werner. | Foto: Paula Johas / Firjan. |
Editais de fomento à inovação apresentados pela Faperj
Em seguida à apresentação da Werner Tecidos, Guilherme Santos, assessor da Diretoria de Tecnologia da Faperj, mostrou ao público os três novos editais ao lado de Elaine Souza, diretora de Tecnologia da instituição.
O edital Agro do Futuro - Tecnologia e Soberania Alimentar tem investimento total de R$ 25 milhões. O programa apoia startups e empresas inovadoras das áreas de agritech e foodtech no estado.
Já o edital Prioridade Rio - Fase 2 contará com investimento de R$ 30 milhões para inovação aplicada a questões urbanas. O edital apoiará a implementação e teste de soluções inovadoras desenvolvidas na primeira fase (realizado em 2025), permitindo que protótipos avancem para aplicação concreta nos municípios.
O terceiro edital, que tratará da Prioridade Indústria RJ 4.0, terá investimento de R$ 6 milhões para a transformação digital da indústria fluminense. É voltado para a modernização do parque industrial do Rio de Janeiro, apoiando projetos de adoção de tecnologias avançadas da indústria 4.0.
AcomPAnhe os editais da Faperj com inscrições abertas
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| Felipe Meier, Caroline Alves, Isadora Landau, 1ª vice-presidente da Firjan CIRJ e CEO da Werner, e Ivan Roumeliotis, gerente industrial da Werner. | Foto: Paula Johas / Firjan. |