A Firjan e a Prefeitura do Rio, por meio das secretarias municipais de Cultura (SMC) e de Desenvolvimento Econômico (SMDE) e da Riotur, lançaram, nesta quinta-feira (28/5), o estudo inédito Mapeamento da Indústria Criativa do Rio de Janeiro. A apresentação ocorreu no palco Arts&Crafts, como parte da programação do Rio2C, maior evento de criatividade da América Latina.
O levantamento revela que a capital fluminense, entre 2022 e 2023, teve um crescimento de 3,4% no número de empresas criativas, o que a coloca atrás apenas de São Paulo. São 5.245 organizações, que empregam mais de 97 mil trabalhadores. Outros dados destacados durante o lançamento são: 5% das empresas criativas do país se concentram no Rio. Já em relação ao estado, a capital responde por 62,5% das empresas deste setor.
Acesse o estudo no Observatório Firjan
“Portanto, a Indústria e a Economia Criativa têm total importância para o Rio de Janeiro. Nossa cidade ocupa lugar central na formação da imagem do Brasil. Projetamos para o país e para o mundo um soft power único, fruto da nossa capacidade criativa, cultural e patrimonial e do nosso estilo de vida”, afirma o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, sobre a relevância do estudo.
A fala do presidente da Firjan é reforçada por outros números. Responsável por 7,6% do PIB carioca, a Indústria Criativa movimenta R$ 41 bilhões na Economia. Além disso, entre 2020 e 2025, a arrecadação real de Imposto Sobre Serviços (ISS) das atividades criativas aumentou 74,3%, passando de aproximadamente R$ 572 milhões para quase R$ 1 bilhão.
Na mesa de lançamento, estiveram presentes Cristiane Alves, gerente-geral de Desenvolvimento e Inovação Empresarial da Firjan; Lucas Padilha, secretário municipal de Cultura; Marcel Balassiano, subsecretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação da Prefeitura do Rio; e Paulo Vitor Ramalho, especialista em Economia Criativa da Casa Firjan.
“Atuamos em prol do desenvolvimento do estado. Estamos comprometidos em falar de soft power, futuro, tendências e inovações e em pensar as vocações do Rio. Por isso, é importante quando firmamos uma parceria como essa com a Prefeitura, para construirmos juntos ferramentas e pensarmos propostas e políticas públicas”, afirmou a gerente-geral da Casa Firjan.
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“Cultura gera competitividade e desenvolvimento econômico hoje e a longo prazo. A Indústria criativa usa farta mão de obra e gera capital. A Cultura, para além de ser uma experiência antropológica, social e humana, exige uma cadeia produtiva altamente complexa. Com esse estudo, conseguimos reforçar o valor dos setores criativos e pensar racionalmente sua importância econômica”, explicou o secretário de Cultura.
Atuamos em prol do desenvolvimento do estado. Estamos comprometidos em falar de soft power, futuro, tendências e inovações e em pensar as vocações do Rio. Cristiane Alves
“A Firjan já tem o ‘Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil’, publicado há bastante tempo. Propusemos, então, de voltarmos o olhar especificamente para a nossa cidade, em um estudo conjunto da Prefeitura em parceria com a Firjan. Em 2025, foram arrecadados R$ 997 milhões de ISS vinculados às atividades criativas. Nos últimos quatro anos, foram R$ 4,2 bilhões em arrecadação real de ISS para a cidade. Ou seja, a criatividade é um importante ativo econômico”, informou o subsecretário da SMDE.
Com esse estudo, conseguimos reforçar o valor dos setores criativos e pensar racionalmente sua importância econômica. Lucas Padilha
Sobre o Mapeamento
O Mapeamento da Indústria Criativa do Rio de Janeiro faz um levantamento do setor criativo na cidade e de como ele se distribui em suas diferentes regiões administrativas, além de revelar o número de trabalhadores dos segmentos que compõem o conceito de Indústria Criativa utilizado pela Firjan: Cultura (Artes Cênicas, Patrimônio e Artes, Música e Expressões Culturais), Mídia (Editorial e Audiovisual), Tecnologia (Pesquisa e Desenvolvimento, Biotecnologia, Tecnologia da Informação e Comunicação) e Consumo (Arquitetura, Design, Moda, Publicidade e Marketing).
Além da base Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), tradicionalmente utilizada no “Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil”, publicado pela Firjan desde 2008 e que dimensiona o número de empresas e trabalhadores a nível nacional, o estudo atual agrega ainda dados de Microempreendedores Individuais (MEIs), movimentação econômica e ISS.
Firjan presente na programação do Rio2C
No estande da Firjan, com 60m², o público do evento teve acesso a uma série de ativações que se relacionam com o universo da Firjan SENAI SESI. Alunos e instrutores do Digitech, Centro de Referência em Tecnologia da Informação e Comunicação da Firjan, desenvolveram um robô, em impressora 3D, que pode ser controlado por meio da realidade virtual. A Firjan IEL também esteve presente com ação interativa, bem como o Centro de Referência em Cinema e Audiovisual da Firjan SENAI SESI Laranjeiras. O público pôde ver manipulação de imagens fotográficas por meio da Inteligência Artificial.
No dia 28, Julia Zardo, consultora em Ambientes de Inovação da Firjan, foi palestrante do encontro “Dados, Plataformas e o Valor da Cultura no Século XXI”, que propôs uma reflexão sobre o papel dos dados, das plataformas digitais e das novas infraestruturas informacionais na produção, circulação, mensuração e valorização da cultura no século XXI. A mesa também foi composta por Alan Valadares, coordenador de Monitoramento, Avaliação e Dados da Fundação Itaú, e Cláudia Leitão, secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura.
Já na sexta-feira, 29/5, Joana Siqueira, consultora em Estudos e Pesquisas da Firjan, apresenta a palestra “Consumidor Cultural Omnichannel – o que muda no consumo de Cultura e Audiovisual na era digital?”. O estudo explora as transformações que moldam o consumo cultural e audiovisual no Brasil e os impactos dessas mudanças para toda a cadeia da economia criativa.
Por fim, no sábado (30/5), Carol Fernandes e Isabela Petrosillo, respectivamente coordenadora e pesquisadora do Lab de Tendências da Firjan IEL, são as painelistas de “Macrotendências 2026-2027”, palestra que leva ao público a oitava edição do estudo que apresenta referências para orientar a construção de planejamentos estratégicos e sinais de mudança que moldam o futuro dos negócios, da Indústria e da sociedade.
Acesse o estudo no Observatório Firjan