A Firjan ressalta que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano vai na direção correta, contudo a queda ainda é insuficiente para a retomada do investimento produtivo no país. O corte alivia apenas marginalmente o elevado grau de restrição imposto à economia, em um momento em que a atividade já dá sinais claros de perda de fôlego. No segundo trimestre de 2026, por exemplo, o Produto Interno Bruto (PIB) da indústria de transformação recuou 0,4%.
Na prática, a política monetária segue significativamente restritiva, comprimindo a demanda e encarecendo o custo de capital. Mesmo descontando a inflação projetada, o juro real permanece em torno de 8,5% ao ano, patamar cerca de três pontos percentuais acima da taxa neutra — nível que permitiria a economia crescer sem alimentar pressões inflacionárias.
Nesse contexto, a Firjan considera fundamental a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário nas próximas reuniões. Para que essa trajetória seja sustentável, no entanto, é imprescindível avançar com firmeza no equilíbrio das contas públicas. Apenas a consolidação fiscal será capaz de reduzir os prêmios de risco de longo prazo, destravar os investimentos privados e fortalecer a produtividade e a competitividade da indústria brasileira, viabilizando um crescimento duradouro, com inflação sob controle e juros baixos.