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Firjan debate uso do Galeão para transporte internacional de cargas

05/09/18 12:35  -  Atualizado em  05/09/18 12:37

O diretor da GE Celma, Ricardo Keiper, defendeu o transporte de cargas fluminenses por meio do Aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, em substituição a Viracopos, em Campinas (SP). “O Galeão pode ser tão eficiente quanto outros aeroportos do mundo. Precisamos de união entre as empresas que fazem comércio exterior para termos massa crítica que nos permita atrair um voo cargueiro por semana”, afirmou.

O executivo compartilhou sua experiência positiva para o Conselho Empresarial de Relações Internacionais da Firjan, durante reunião nesta quinta-feira (30/08). Acostumado a administrar sua logística de Petrópolis – onde está instalada a multinacional – até Viracopos (SP), Keiper enfrentou o desafio de manter as entregas em dia durante a greve dos caminhoneiros, em maio passado. Para não perder os clientes, a GE Celma fretou aviões cargueiros para o Galeão, aproveitando a vantagem de o aeroporto do Rio dispor de combustível vindo diretamente da refinaria de Duque de Caxias, por meio de tubulação.

A estratégia virou um caso de sucesso. “Confiabilidade e prazo são vitais. Com a privatização, não existe mais diferença na eficiência do Galeão. Então se torna mais produtivo o uso do aeroporto local”, reforçou ele, que também é vice-presidente do Conselho. A ideia do executivo é formar um pool de empresas, de modo a viabilizar a operação semanal de um avião cargueiro para atender o mercado fluminense.

Melhoria no terminal de cargas

Também presente à reunião, Patrick Jasper Fehring, diretor do Riogaleão, contou que os investimentos no aeroporto já somam R$ 2 bilhões desde 2014, quando a concessão teve início. Desse montante, R$ 30 milhões foram aplicados na melhoria no terminal de cargas. “Temos 29 destinos, certificados internacionais de qualidade e acreditamos que a base da logística é o relacionamento”, pontuou.

Para cargas grandes e médias, os exportadores podem contar com voos de passageiros, mas a prática não é segura, pois no momento em que a demanda de passageiros aumenta, conforme destacou Keiper, a bagagem tem preferência. Além disso, cargas grandes, como turbinas, não cabem nesses aviões. Daí a importância da oferta regular de cargueiros.

 
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