
Encontro reuniu prefeitos do Sul e Centro-Sul FluminenseFoto: Divulgação | Firjan
A Firjan reuniu, na quinta-feira (7/11), prefeitos e lideranças empresariais do Sul e Centro-Sul Fluminense para discutir a nova modelagem de concessão da Rodovia do Aço (BR-393). O encontro, realizado em parceria com a Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) Sul Fluminense, a Prefeitura de Volta Redonda e a Fecomércio-RJ, aconteceu na Firjan SENAI Volta Redonda e teve como objetivo alinhar as demandas regionais diante do processo de reestruturação da concessão conduzido pelo Governo Federal.
Durante a reunião, foram apresentados dados técnicos sobre a situação da rodovia, cujo contrato de concessão foi declarado caduco em junho, deixando o trecho sem manutenção adequada. A Infra S.A. trabalha agora na proposta de um novo modelo de concessão, que deverá contemplar investimentos em obras de melhoria e ampliação da capacidade da via.
Para Henrique Nora Junior, presidente da Firjan Sul Fluminense e 2º vice-presidente da Firjan, é essencial que o processo de transição garanta condições mínimas de trafegabilidade e que a futura modelagem atenda às demandas do território.
“Precisamos de ações de curto prazo para melhorar as condições da pista e restabelecer os serviços básicos, enquanto o novo contrato não entra em vigor. Ao mesmo tempo, é fundamental que a modelagem futura contemple adequadamente as necessidades da região, garantindo infraestrutura compatível com o crescimento dos municípios cortados pela BR-393, que vêm investindo em novas áreas industriais e produtivas”, destacou.
O debate contou com a participação dos prefeitos Antonio Francisco Neto (Volta Redonda), Katia Miki (Barra do Piraí), Tande Vieira (Resende), Júlio Canelinha (Paraíba do Sul), Alexsandro Sena (vice-prefeito de Piraí) e Ailton Batista (vice-prefeito de Valença), entre outras autoridades.

Ao microfone, Antonio Francisco Neto, prefeito de Volta Redonda
Os prefeitos relataram que, com a descontinuidade dos serviços de operação, os municípios têm assumido de forma emergencial o atendimento a ocorrências na BR-393, como acidentes e ações de manutenção. A situação reforça a urgência de restabelecer os serviços básicos enquanto o novo contrato de concessão não é implementado.
“Também precisamos garantir o restabelecimento imediato dos serviços básicos — como socorro mecânico, ambulância, roçada e sinalização — enquanto a nova concessão não entra em vigor. São ações emergenciais que impactam diretamente na segurança e na rotina de quem depende da BR-393 todos os dias”, completou Nora Jr.
O diretor de Relações Institucionais da Firjan, Márcio Fortes, reforçou que a entidade seguirá atuando institucionalmente junto ao Governo Federal para buscar soluções.
“Nosso papel é construir pontes e buscar soluções. Terei uma reunião com o ministro dos Transportes, Renan Filho, para apresentar um resumo técnico e político do que foi debatido aqui, levando as principais demandas da região. A ideia é garantir que o ministério compreenda a urgência das medidas emergenciais e o impacto da BR-393 para o desenvolvimento do interior fluminense”, afirmou.

Márcio Fortes, diretor de Relações Institucionais da Firjan
Márcio Fortes também sugeriu uma nova rodada de conversa com representantes da Infra S.A. e do DNIT para buscar alternativas que permitam retomar os serviços essenciais e ajustar os valores destinados à operação provisória.
“Esse diálogo é fundamental para evitar que o novo contrato de concessão nasça com falhas e para que a modelagem final reflita as reais necessidades do território”, completou.
O presidente da ADR Sul Fluminense e membro do Conselho Firjan Sul Fluminense, Péricles Aguiar, apresentou um panorama histórico da concessão e os pontos críticos da proposta em análise.
“Pagamos pedágio por 16 anos esperando melhorias e, agora, querem impor um novo contrato com menos obras. É um descaso com a região. O governo precisa admitir a sequência de equívocos e planejar uma modelagem justa, que atenda o desenvolvimento dos próximos 30 anos. Será fundamental contar com investimentos do DNIT para não sobrecarregar as tarifas de pedágio futuras”, ressaltou o conselheiro.
Segundo o gerente de Infraestrutura da Firjan, Isaque Ouverney, o momento exige atenção tanto à operação imediata quanto ao planejamento de longo prazo.
“É preciso garantir o restabelecimento dos serviços básicos e, ao mesmo tempo, estruturar uma nova concessão que assegure eficiência e continuidade pelos próximos 20 anos. A BR-393 é essencial para sustentar o crescimento industrial e logístico do Sul Fluminense e para manter a competitividade das empresas que investem na região”, defendeu.