A Firjan reforçou seu protagonismo na defesa da competitividade industrial ao levar, nesta terça-feira (23/6), ao Ministério de Minas e Energia (MME) e à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) os pleitos prioritários da indústria fluminense relacionados a custo, qualidade e planejamento da infraestrutura elétrica. As agendas, lideradas pelo 2º vice-presidente da Firjan CIRJ e presidente do Conselho Empresarial de Energia Elétrica da Firjan, Antônio Carlos Vilela e pelo diretor de Relações Institucionais da federação, Marcio Fortes, reforçam as diretrizes do estudo “Rio de futuro: vocações e potencialidades econômicas do Rio de Janeiro”, especialmente nos temas de infraestrutura, competitividade e atração de investimentos.
As reuniões defenderam medidas voltadas à redução do custo da energia, modernização da regulação, fortalecimento do planejamento da infraestrutura elétrica e apoio ao desenvolvimento do setor nuclear.
No MME, a Firjan apresentou a importância de fortalecer a integração entre o planejamento energético e os investimentos previstos para o Rio de Janeiro, colocando a indústria à disposição para contribuir com informações sobre novos empreendimentos, expansões produtivas e futuras demandas de energia. O objetivo da pauta é apoiar a construção de um planejamento mais aderente à dinâmica econômica do estado e capaz de antecipar as necessidades da infraestrutura elétrica.
O Ministério recebeu positivamente a proposta e sugeriu uma aproximação da Firjan com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para participação em grupos de trabalho voltados estruturação da expansão do sistema elétrico. Também foram discutidas medidas para ampliar a previsibilidade das condições de atendimento a novos empreendimentos e expansões de carga, tema considerado relevante para o ambiente de investimentos.
Marcio Fortes destacou a relevância estratégica do setor nuclear para o desenvolvimento econômico, tecnológico e industrial do país, com especial importância para o Rio de Janeiro. O MME reiterou o entendimento sobre a importância da retomada de Angra 3 e informou que vem trabalhando em uma proposta de reestruturação do setor nuclear brasileiro. Segundo o Ministério, o avanço do projeto passa também pelo engajamento dos Ministérios do Planejamento e da Fazenda, dada a dimensão estratégica e os impactos econômicos associados ao empreendimento e à cadeia produtiva nuclear nacional.
Na Aneel, a federação defendeu a modernização dos indicadores de qualidade do fornecimento de energia, de forma que reflitam melhor as necessidades da indústria moderna e os impactos efetivamente percebidos pelos consumidores produtivos. “O Rio de Janeiro convive com desafios estruturais que impactam diretamente a competitividade da indústria, entre eles a elevada carga tributária incidente sobre a energia elétrica, com alíquotas de ICMS superiores às praticadas em diversos estados, o peso crescente dos encargos setoriais e os efeitos das perdas não técnicas sobre as tarifas dos consumidores. Entendemos que a infraestrutura elétrica deve atuar como vetor de desenvolvimento econômico e atração de investimentos. Por isso, estamos fortalecendo o diálogo com as principais instituições do setor elétrico para defender propostas que ampliem a competitividade, a previsibilidade e a qualidade do fornecimento de energia para o setor produtivo fluminense”, destacou Vilela.
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