
Raul Sanson (Firjan) e Sérgio Coelho (Coalizão Eólica Marinha)Foto: Paula Johas
O diretor da recém-criada Coalizão Eólica Marinha (CEM), Sérgio Coelho, participou, em 27/8, da reunião do Conselho Empresarial de Petróleo e Gás, na sede da Firjan, para abordar as oportunidades de investimento em energia eólica offshore no Estado do Rio. Para o especialista, o Brasil conta com condições únicas de desenvolver uma das maiores empresas offshore do mundo, com o Estado do Rio como pilar desta nova indústria. Na segunda parte do encontro, a gerente jurídico trabalhista da Firjan, Maria Rita Catonio, falou sobre os impactos na indústria das mudanças na legislação referentes às escalas de trabalho.
Em sua explanação, com o título “Ventos da mudança – como as eólicas offshore vão impulsionar a reindustrialização do Estado do Rio de Janeiro”, Sérgio Coelho explicou que o Estado do Rio pode protagonizar o desenvolvimento de energia eólica offshore, devido aos seus parque gráfico e infraestrutura portuária. A expectativa é que o projeto seja desenvolvido até 2050 e resulte na geração de cerca de 516 mil empregos.
“O Porto do Açu é justamente próximo a uma das áreas de maior recurso eólico do estado do Rio, e este é mais um fator de competitividade, porque barateia tanto a operação quanto a manutenção e instalação. Além disso, o Estado conta com diversos polos de pesquisa, desenvolvimento, tecnologia e conhecimento para apoiar essa iniciativa”, disse.
O vice-presidente do Conselho e vice-presidente da Firjan, Raul Sanson, que conduziu a reunião, lembrou que já houve experiências bem-sucedidas de parceria público-privada para o desenvolvimento de energia eólica onshore. “O aprendizado e a estrutura estabelecida no setor devem ser aproveitados agora para impulsionar o mercado offshore”, pontuou.
Mudanças na legislação
A gerente jurídico trabalhista da Firjan explicou os impactos do PL 4875/2025, que substitui a escala de trabalho de 14x14 por 14x21, nas plataformas de petróleo. De acordo com Maria Rita, a mudança na escala mudará completamente o cotidiano das embarcações e poderá provocar danos financeiros e operacionais às empresas, sobretudo as que trabalham no offshore. A advogada contou que a Firjan está elaborando propostas para mitigar os danos nas empresas.
“Os documentos trazem a excepcionalidade das escalas especiais, que é o caso aqui do setor petrolífero. Além disso, há um texto em transição para a produção offshore. Estamos tentando acomodar os setores com especificidades e realidades diferentes”, comentou.
Durante a reunião, a assessora técnica do Conselho e gerente-geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan SENAI SESI, Karine Fragoso, também ressaltou iniciativas, como o lançamento da 7ª edição do Panorama Naval do Rio de Janeiro, na Navalshore 2026. No mesmo evento, a Firjan SENAI, em parceria com o Sebrae, sediou 330 reuniões, por meio do programa Rede de Oportunidades para Fornecedores (RdO Fornecedores), que contou com a participação de representantes de grandes demandantes da indústria naval.