<img height="1" width="1" style="display:none;" alt="" src="https://px.ads.linkedin.com/collect/?pid=4124220&amp;fmt=gif">
Portal Sistema Firjan
menu☰

Notícias

Competitividade / Firjan

Elovias apresenta nova solução para a Serra de Petrópolis e perspectiva de antecipação das obras

Tempo médio de leitura: ...calculando.

Publicado em 13/10/2026 16:26  -  Atualizado em  13/10/2026 16:58

O Conselho Empresarial de Infraestrutura da Firjan reuniu-se, em 8/10, com o diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, e representantes do Ministério dos Transportes e da concessionária Elovias S.A. Pela primeira vez, a empresa responsável pela gestão do sistema rodoviário BR-040/495 (Rio–Juiz de Fora) apresentou publicamente o projeto e o seu novo cronograma das intervenções (que está em fase de aprovação pela ANTT) para uma das rodovias mais estratégicas para a cadeia produtiva e indústria do Estado do Rio. 

Embora o prazo contratual para a conclusão das obras seja novembro de 2030, a agência e a concessionária trabalham com a perspectiva de antecipar as entregas para 2029, condicionada ao avanço dos projetos, do licenciamento ambiental e da execução das intervenções.

A reunião representou mais um marco da Firjan em cumprir a sua missão institucional de unir os principais atores da gestão pública e do setor produtivo para destravar gargalos históricos de logística na infraestrutura fluminense. O encontro foi conduzido pelo presidente do Conselho, Mauro Viegas Filho, que enfatizou o papel da federação em articular prazos viáveis para demandas da sociedade. 

“Projetos de infraestrutura são projetos de Estado e não podem ser impactados pela alternância de governos. Estamos diante de um pleito que lutamos há 11 anos, que é a nova pista de subida da Serra de Petrópolis, trecho de uma rodovia estratégica para o desenvolvimento e a competitividade da indústria fluminense”, afirmou.

Guilherme Theo Sampaio ressaltou o caráter de continuidade das agências reguladoras e esclareceu a meta contratual de conclusão das obras da Serra de Petrópolis. “A ANTT é uma agência de Estado. Projetos de infraestrutura necessitam ter a sua blindagem e a sua efetivação. O que está previsto no contrato é a entrega até o quinto ano, ou seja, até novembro de 2030. Pelos esforços e pelo cronograma que nós estamos prevendo, há chances de acontecer a entrega pelo menos um ano antes. Ao invés de você ter o fator D, que é o desconto por descumprimento, nós implementamos o fator A, para que a concessionária que cumpre a obrigação de forma antecipada possa ter bonificação e estímulo”, explicou.

O trecho concedido tem 218,9 quilômetros de extensão, compreende nove municípios entre Minas Gerais e Rio de Janeiro, incluindo a BR-495, entre Petrópolis e Teresópolis, e atravessa a Reserva Biológica do Tinguá (Rebio). Segundo a subsecretária substituta de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes, Camila de Lourdes, vem sendo feito acompanhamento constante das licenças ambientais pela pasta para assegurar a tramitação prioritária das intervenções pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

“Esse processo está sendo olhado com muito cuidado. Nisso, o próprio Ibama, em parceria conosco, está buscando as soluções para a Elovias. Desta forma, essa demanda já está no rol das prioridades do Ministério e do próprio Ibama, que já está colocando a pauta na fila de começar a análise em novembro”, complementou.

Avanços no projeto

O CEO da Elovias, Guilherme Motta, apresentou as frentes de trabalho da concessionária e anunciou a formalização do pedido ao Ibama para antecipar o tratamento da estrutura já perfurada no trecho da serra. “Tão logo a Elovias ganhou a concessão, a primeira contratação foi de dois grandes engenheiros para trabalhar na solução desse projeto. Nossa expectativa é começar o tratamento da escavação do túnel, já no mês que vem. Atualmente estamos protocolando uma carta no Ibama pedindo autorização para entrar na subsidência. É um serviço produtivo que estava previsto no edital para começar em abril. Mas estamos querendo que comece até o final de novembro deste ano”, explicou.

Ao falar sobre a construção de um novo túnel de 4 quilômetros de extensão, Motta detalhou o método de engenharia que aproveitará os acessos existentes para multiplicar as frentes de escavação simultâneas e acrescentou os benefícios. Conforme explicou, serão 17 interligações para abrir caminho de serviço e várias frentes para antecipar o túnel novo, trazendo benefícios como segurança a veículos, atuações com rapidez em casos de sinistros, pois haverá interligações entre o túnel existente e o novo.

Construção de túnel e atenção ao meio ambiente

A concepção técnica da solução foi apresentada pelo diretor de Engenharia e Operações da Elovias e idealizador da proposta, Adir Borges, e pelo gerente de Engenharia, Douglas Meneghetti. A reformulação substitui o antigo túnel de serviço por um novo túnel rodoviário completo, criando um sistema binário com galerias independentes para subida e descida.

“O edital previa a conclusão do túnel existente de subida e um túnel auxiliar de seção menor, um túnel de serviço. A solução proposta pela Elovias é fazer a substituição dos túneis de serviço por um túnel rodoviário que mantenha a seção do túnel do edital, com três faixas de rolamento. O sistema vai funcionar como binário, com o túnel de subida e, paralelo a ele, distante 40 a 50 metros, o túnel de descida. A cada 250 metros, respeitando as normas, você tem uma interligação entre eles”, explicou Adir.

Por sua vez, também falando sobre a construção do túnel, considerado um dos pontos mais sensíveis das obras, Douglas Meneghetti disse que o projeto verificou a questão do túnel de serviço do edital: “A seção dele demandaria muito esforço de escavação e depois seria aproveitado apenas para equipamentos de resgate. O traçado no túnel é geometricamente muito melhor, permitindo velocidade diretriz superior. Os túneis estão totalmente fora da área da Rebio”.

Saiba mais sobre os benefícios da proposta:

- Redução do tempo de viagem também no sentido Rio de Janeiro.
- Menor impacto ambiental em comparação à solução de correção geométrica prevista para o trecho, minimizando os riscos de geotecnia.
- Menor impacto ao fluxo de veículos, com execução de serviços fora do traçado em operação.
- Execução das obras em área externa à Rebio.
- Potencial redução do índice de acidentes no trecho de Serra.
- Novo sistema mitiga o risco de acidente com cargas perigosas na Rebio e segrega o tráfego local de longa distância (pesados).
- Condição mais favorável para atualização das licenças ambientais e início dos serviços.
 - Possibilidade de utilização do atual trecho de descida da Serra para tráfego urbano (Quitandinha ↔ Bingen), servindo ainda para situações de contingência operacional ou manutenção do túnel.
- Fluidez adequada aos requisitos contratuais.

Cronograma

Novembro de 2026: Início da análise do processo pelo Ibama e envio do protocolo de autorização pela Elovias para dar início imediato às obras de subsidência no túnel.
15 de dezembro de 2026: Protocolo final do anteprojeto e projeto executivo revisado na ANTT.

2º Semestre de 2027 (julho/agosto): Início da entrada de maquinário para a perfuração e escavação pesada das novas frentes.

Outubro de 2028: Conclusão do tratamento estrutural e reforço da subsidência.

Final de 2029 a novembro de 2030: Meta de entrega das obras entre o fim de 2029 e o início de 2030, sob o limite regulatório estipulado no contrato de concessão para novembro de 2030.

 
Para Empresas
Competitividade Empresarial Educação Qualidade de Vida
 
 

Utilizamos cookies para uma melhor experiência de navegação. Conheça nossa Política de Privacidade.