
PotencializEE, por meio da Firjan SENAI, visa promover a eficiência energética em micro, pequenas e médias indústrias (MPMEs).Foto: Vinícius Magalhães
O PotencializEE – Programa de Investimentos Transformadores em Eficiência Energética na Indústria –, foi o tema do encontro realizado nesta terça-feira (18/8), na Firjan. A iniciativa é coordenada pela Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), no âmbito do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – Procel, e executado pelo SENAI Departamento Nacional (SENAI/DN) com apoio técnico da GIZ. Na ocasião, especialistas da federação e representantes do setor produtivo apresentaram o programa para empresários, empreendedores e executivos de micro, pequenas e médias indústrias.
Com o objetivo de transformar oportunidades de eficiência energética em projetos concretos de investimento para o segmento empresarial, o PotencializEE, por meio da Firjan SENAI, visa promover a eficiência energética em micro, pequenas e médias indústrias (MPMEs) de todo o Brasil, com consultorias especializadas que incluem diagnóstico energético, acesso a linhas de financiamento, acompanhamento da implementação de ações e medição dos resultados alcançados..
Carlos Magno, diretor de operações e negócios da Firjan SENAI, abriu o evento e destacou a relevância estratégica da iniciativa para o território fluminense. “Esse é um projeto que impacta diretamente a competitividade da indústria, um projeto escalável que começa com o pontapé que estamos dando aqui hoje. Mas ele tem uma trilha a ser percorrida, que passa não só pelo diagnóstico, mas pela construção de um belo plano de ação e a implantação na sequência. 99% das indústrias do estado do Rio de Janeiro são de pequeno porte. Isso faz com que esse projeto se torne ainda mais estratégico”, disse.
Também participaram da abertura do encontro Marilene Pereira de Castro, especialista de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI); Myrthes Marcelle Farias dos Santos, gerente de Edificações, Indústria, Comércio e Selo Procel, da ENBPar; e Jan Freigang, diplomata e cônsul-Geral da Alemanha no Rio de Janeiro e representante da GIZ.
Visões dos especialistas
Ao detalhar o funcionamento prático da consultoria feita pela Firjan SENAI, Yuri Henrique Azevedo de Moura, especialista em Desenvolvimento Industrial do SENAI DN (Departamento Nacional), reforçou que o foco do programa é além de uma iniciativa de entrega e diagnóstico. “O PotencializEE não é um programa de eficiência para energia elétrica, ele é um programa para energéticos no geral”, salientou. Luiz Filipe Pacheco coordenador do Procel Indústria e Selo Procel da ENBPar enfatizou que o selo é reconhecidamente como garantia de qualidade dos equipamentos usados pelos micro e pequenos empresários que atuam no projeto. Segundo ele, esta certificação, incluída no programa, agrega valor.
Em outro momento do evento, Alberto Besser, consultor de Desenvolvimento Setorial da Firjan, atuou como mediador do terceiro painel e levou algumas reflexões. Ele lembrou a importância da energia para a sociedade como todo. “Os celulares dos senhores, os seus carros elétricos, o seu ar-condicionado, dependem da Segunda Revolução Industrial (energia). Sem ela, não estaríamos agora falando de PotencializEE”, salientou.
Os especialistas apresentaram casos do cotidiano. Paulo Renato Sandres, Coordenador de Serviços Tecnológicos de Produtividade e Eficiência Energética da Firjan, destacou a relevância das empresas encontrarem, por meio dos diagnósticos, outras fontes de energia que sejam mais baratas com a mesma eficiência. “Acho que o que é mais difícil dentro do diagnóstico é identificar as perdas. É conseguir identificar qual máquina está gastando energia para tentar reduzir perdas”, comentou.
Representando o setor de instalações, Oldemar Boechat de Moura, diretor executivo do Sindicato da Indústria de Instalações (SINDISTAL), defendeu a engenharia focada na eliminação de desperdícios antes de qualquer outro investimento. Já Atílio Talamini, especialista em processos da Metalcraft (fábrica atendida pelo projeto piloto do PotencializEE), apresentou resultados expressivos alcançados na prática. “Houve uma redução acumulada de 32 gigawatt-hora ao longo do projeto”, salientou.
Linhas de crédito
Isaque Ouverney, gerente-geral de Estudos e Estratégias da Firjan, destacou o Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC), que orienta pequenos negócios na busca por alternativas de financiamento adequadas às suas necessidades. (Foto: Vinícius Magalhães).
O painel sobre sustentabilidade financeira, Luiz Henrique Olsen Lubi , coordenador de investimentos e financiamento da GIZ, pontuou os desafios do cenário econômico e ressaltou que o PotencializEE é um caminho para ajudar as empresas. Por sua vez, Gustavo Barcelos, gerente de Operações de Crédito da FINEP, falou sobre as facilidades e condições especiais de financiamento oferecidas ao programa. Representando o BNDES, Renato Santos, engenheiro industrial da instituição, abordou o mecanismo de fundo garantidor sem custos adicionais para as empresas.
Finalizando a apresentação dos apoios institucionais, Isaque Ouverney, gerente-geral de Estudos e Estratégias da Firjan, destacou o Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC) da entidade. O setor da Firjan oferece alternativas de financiamento adequadas às necessidades de investimento dos pequenos empresários, apresentando instrumentos de diferentes instituições para facilitar os negócios dos micro, pequenos e médios empresários. O executivo também destacou que a Cartilha de Acesso ao Crédito objetiva apresentar um resumo das linhas de crédito existentes no mercado mais adequadas às necessidades da indústria fluminense.