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Desafios da reindustrialização verde são debatidos pela Firjan no Encontro de Agentes do Setor Elétrico

Antonio Carlos Vilela, 2º vice-presidente da Firjan CIRJ e presidente do Conselho de Energia Elétrica da Firjan (ao microfone)

Antonio Carlos Vilela, 2º vice-presidente da Firjan CIRJ e presidente do Conselho de Energia Elétrica da Firjan (ao microfone)Foto: Marcelo Martins/Firjan

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Publicado em 19/06/2026 11:20  -  Atualizado em  19/06/2026 15:14

Os desafios e oportunidades do processo de reindustrialização verde foram o tema de um dos painéis da 23ª edição do ENASE, principal evento estratégico do setor elétrico brasileiro. O 2º vice-presidente da Firjan CIRJ e presidente do Conselho Empresarial de Energia Elétrica, Antonio Carlos Vilela, participou do debate, na Barra da Tijuca, no segundo dia do evento, nesta quinta-feira (18/6).

A mesa também reuniu a secretária substituta da Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento (Ministério de Minas e Energia), Lorena Perim; a diretora de Assuntos Técnicos e Regulatórios da Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace), Mariana Amim; e o presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Lopes Sauaia. O diretor de Energia Sustentável e Bioeconomia do Instituto E+, Clauber Leite, mediou o painel.

No centro do debate, assuntos como escoamento de energia, demanda, geração distribuída (GD) e cortes de geração de energia (curtailment). O painel abordou as oportunidades de desenvolvimento da indústria associadas ao aproveitamento eficiente da capacidade energética renovável brasileira. Também trouxe à tona, ainda, a necessidade de ampliação da infraestrutura e da redução de ineficiências do sistema.

O 2º vice-presidente da Firjan CIRJ destacou o enorme potencial do país para liderar a transição energética. Ele alertou, no entanto, que esse processo exige o envolvimento de diversos atores para que se consiga reduzir os custos de produção.

Vilela ressaltou também que, antes mesmo de realizar a transição, é fundamental resolver os gargalos que hoje afligem o setor. Ele advertiu que, com frequência, as empresas planejam expandir suas linhas de produção para atender ao aumento de demanda, mas esbarram em um fornecimento que nem sempre acompanha este ritmo. “A falta de clareza sobre a real disponibilidade de carga impede as empresas de ampliarem sua produção, mesmo quando há demanda para crescer”, observou. 

O empresário destacou que o estudo "Rio de Futuro: vocações e potencialidades do Rio de Janeiro", disponível no Observatório Firjan, indica que um dos obstáculos para o avanço da indústria do Estado é justamente a energia elétrica. Para reverter esse cenário e evitar a fuga de indústrias, ele propõe uma tomada de consciência coletiva e o trabalho coordenado entre empresários, lideranças políticas e distribuidoras para a redução dos custos de operação.

“A reindustrialização do país depende diretamente de um esforço conjunto para garantir que o kilowatt volte a cumprir o seu papel principal: gerar competitividade e produzir riqueza nacional. A solução é unir forças para que haja redução de custos e ampliação da produção industrial”, acrescentou.

Custo de energia

A secretária do Ministério de Minas e Energia afirmou que houve um crescimento exponencial do uso de fontes renováveis no país de um ano para o outro. Ela destacou que o grande desafio agora é modernizar o setor para oferecer custos mais baixos ao consumidor, além de estruturar um programa eficiente de resposta à demanda.

“A transição energética não se traduz, necessariamente, no aumento dos preços finais ao consumidor. Há alternativas para garantir uma energia limpa e competitiva, sem o aumento das despesas. Concordo com o Vilela, é preciso reduzir os custos e manter a competitividade da indústria”, enfatizou.

Já a diretora da Anace destacou que é fundamental oferecer energia a um preço mais justo, por meio de política pública de subsídios. “Vamos unir forças para a redução de custos. Energia é o insumo da indústria; precisamos de política pública para incentivo ao crescimento", pontuou.

O presidente-executivo da Absolar defendeu que é imprescindível incentivar o uso de fontes de energia alternativa no país para que o Brasil não perca a oportunidade de promover a industrialização verde. “É fundamental que haja incentivo para as indústrias consumirem mais energia verde, sem pesar no bolso e, desta forma, concluir o verdadeiro projeto de descarbonização”, disse.

 
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