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Deepfakes e humanos digitais em discussão no Aquário Casa Firjan

Foto: divulgação

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Publicado em 30/08/2023 12:19  -  Atualizado em  31/08/2023 17:11

O crescimento das interações de empresas com consumidores mediadas por inteligência artificial foi um dos tópicos da live do Aquário Casa Firjan, nesta quinta, 24/8, que discutiu as maravilhas e perigos dos deepfakes e humanos digitais. “Essa discussão tem uma contribuição enorme para o futuro. A tecnologia realtime possibilita novas intervenções dentro da interação humanos e máquinas. O uso começou nos games e agora atinge a produção de conteúdo no marketing, educação, negócios, entre outros. Não são imagens, mas humanos digitais”, explicou Rodrigo Hurtado, diretor da XCAVE Real-time Studio (foto: à direita).

Através de cases como o “Exterminador do Futuro”, Hurtado mostrou que os filmes já usam o humano digital há muito tempo em cenas de ação por questões de segurança. Com a versão jovem do Will Smith, em filme, os criadores de conteúdo podem materializar suas ideias sem colocar o ator em risco. Os humanos digitais, avatares dotados de capacidade de aprendizagem, movimento e simulação de sentimentos, permitem que as empresas interajam de uma maneira mais humana e eficiente com os usuários.

De acordo com Matteo Moriconi, diretor da VFX Rio (foto: à esquerda), alguns produtos têm uma visão mais artística. “Você pode perguntar, por exemplo, no case de Ayrton Senna, se é mesmo o piloto ou não, no vídeo feito para uma exposição. Isso tem a ver com a percepção da imagem. É um caso de deepfake, que podem ferir eticamente, dar opiniões públicas diferentes daquelas esperadas”, destacou.

“É preciso discutir se o objetivo é recriar a pessoa de forma artística ou atingir exatamente o que ela era. Mapeamos todas as possíveis expressões de Senna com fotos em 360 graus. Foram analisadas mais de 60 horas do piloto falando. E ainda foi usado um ator para gerar um deepfake frame a frame do ídolo”, contou Hurtado. Dos filmes, a nova tecnologia atingiu as mídias criativas e agora se expande para as pessoas em casa criarem os humanos digitais, com ferramentas do iPhone. O hardware também passou por muitas evoluções.

A discussão do que é o limite e se a ferramenta pode ser positiva ou não fez parte do Aquário. Hoje não há meios de controle já elaborados. Iuri Campos, mediador do evento (foto: ao centro), pontuou que um projeto de lei na Câmara dos Deputados quer justamente regular essas situações, estimulado pelo comercial de uma empresa automotiva que recriou a cantora falecida Elis Regina.

Os varejistas vêm usando virtual influencers para interagir com os consumidores. Nas redes, as pessoas perguntam: por que não contratam trabalhadores humanos para essas interações? Os atendimentos de telemarketing automatizados são uma forma de atribuir funções humanas a humanos digitais.

“No exemplo do coach de ioga virtual, acredito que ele não vai substituir o trabalho humano e ainda vai empregar os especialistas que vão desenvolver esse serviço. A educação é uma das áreas que vai ter um grande impacto. Mas Hurtado concorda que o uso da imagem das pessoas tem que ser debatido na sociedade. Mutas pessoas estão se sentindo ameaçadas pelas tecnologias.

Este Aquário Casa Firjan teve a parceria do VFX Rio, que também está organizando uma edição especial do evento, em 7 e 8/9, em que os bailarinos vão se teletransportar no auditório da Casa FirjanInscrições aqui.

Assista a íntegra do Aquário na plataforma de conteúdo da Casa Firjan

 
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