
Empresa busca otimizar produção na fábrica fluminenseFoto: Vinícius Magalhães/Firjan
O aço produzido em Volta Redonda percorre um longo caminho antes de chegar ao consumidor. Na Cinbal, empresa integrante do Grupo Incoflandres, folhas de aço passam por processos como corte, envernizamento e litografia e ganham novas aplicações, principalmente na fabricação de embalagens metálicas. Com matéria-prima e diferentes etapas de transformação concentradas na região, a empresa integra uma cadeia produtiva que conecta a siderurgia a diversos segmentos da indústria no Sul Fluminense.
Durante visita ao parque industrial da Cinbal, em Volta Redonda, nesta quarta-feira (16/9), Luiz Cesio Caetano, presidente da Firjan, e Jairo Rodrigues Junior, vice-presidente da Firjan Sul Fluminense e presidente do Metalsul (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, Automotivas, de Informática e de Material Eletroeletrônico do Médio Paraíba e Sul Fluminense), conheceram as diferentes etapas da produção da empresa.
Caetano destacou a importância de ampliar a transformação dos produções fluminenses. “Esta é uma das grandezas da indústria: gerar valor. Quanto maior e mais completa for a cadeia produtiva, maior é a capacidade de gerar riquezas, emprego e renda para a região”, observou.
A empresa foi apresentada por Paulo Vieira, diretor de Relações Institucionais; Eduardo Louver, diretor de Operações; e Hadolfo Estevan, gerente Industrial.
Com mais de 76 anos de atuação, o Grupo Incoflandres destaca-se como uma das maiores empresas da América Latina especializada no processamento, corte, envernizamento e litografia de folhas metálicas. Com unidades industriais em Volta Redonda e Pinheiral, além de estruturas em Mogi das Cruzes (SP) e Itajaí (SC), a matriz, em Volta Redonda, ocupa uma área de mais de 67 mil metros quadrados. Ao todo, o grupo emprega cerca de 700 pessoas.
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Empresários acompanharam de perto os processos produtivos do grupo. Foto: Vinícius Magalhães
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Do aço à embalagem
A transformação da matéria-prima envolve diferentes etapas. A empresa possui nove linhas de corte, para processos como corte reto, scroll e slitter, com capacidade superior a 30 mil toneladas por mês.
O controle dimensional também é realizado digitalmente. Uma mesa de controle registra eletronicamente as medições e verifica parâmetros como paralelismo e perpendicularidade, além de permitir a emissão do certificado de qualidade.
Na etapa de envernizamento, são seis linhas, com capacidade produtiva mensal de 7 milhões de passadas. Já a litografia permite imprimir diretamente sobre as folhas metálicas, com capacidade de 4 milhões de passadas por mês.
Um dos recursos utilizados no controle do processo é o sistema Spectmetrix, que permite acompanhar a camada de verniz aplicada à folha em tempo real e manter a rastreabilidade da produção.
Uma cadeia que vai além das embalagens
As folhas processadas pelo Grupo Incoflandres atendem diferentes segmentos industriais. Entre os clientes estão empresas como Nestlé e Gomes da Costa, e as aplicações incluem embalagens para pescados, carnes processadas, cereais e lácteos, além de produtos químicos, tintas, aerossóis e ceras.
O processamento de aço também alcança a indústria automotiva, com aplicações em componentes como juntas para veículos, filtros para caminhões, cabos para direção hidráulica e aletas para radiadores.
Lei do Aço impulsionou expansão
A expansão da cadeia de transformação do aço no Sul Fluminense também passa por iniciativas voltadas à competitividade. A Lei Estadual 8.960/2020, conhecida como Lei do Aço, estabeleceu um regime diferenciado de tributação do ICMS para empresas do setor metalmecânico. A medida teve origem em um pleito do Metalsul e contou com participação técnica da Firjan na construção do texto.
Na Cinbal, o incentivo contribuiu para a expansão da operação no município vizinho. “A Lei do Aço ajudou a implantar a empresa em Pinheiral”, afirmou Eduardo Louver, diretor de Operações da Cinbal.
A unidade de Pinheiral foi implantada em uma área de 7.500 m², com investimento superior a R$ 15 milhões, segundo informações da empresa, e gera cerca de 150 empregos diretos, sendo 25% ocupados por mulheres. A estrutura conta com linhas para corte de folhas de flandres, chapa grossa, corte longitudinal e processamento de aço plano.