
Firjan e Grupo Band promovem debates com especialistas, que apontam propostas para o desenvolvimento socioeconômico do RJFoto: Paula Johas
O segundo debate da série ‘Conversas para um Rio de futuro’, promoção da Firjan e o Grupo Bandeirantes, apresentou o painel “Os motores do desenvolvimento”, que debateu como o turismo, a cultura, a infraestrutura e a inovação impulsionam o desenvolvimento do Rio. A revitalização do aeroporto Galeão, movimento iniciado pela Firjan ainda em 2021, foi exaltada pelos participantes do painel como uma ação positiva que demonstrou o potencial indutor da economia fluminense.
Entusiasta do Rio de Janeiro, o CEO da Gol, Celso Ferrer, apontou o movimento das entidades empresariais (Firjan, Associação Comercial do Rio e Fecomércio) e da sociedade fluminense em defesa do aeroporto Galeão, a partir da limitação de passageiros no terminal Santos Dumont, como um momento chave para a companhia aérea decidir instalar o hub de voos internacionais na capital fluminense. Desde 2021, a Firjan defendia a necessidade de atrair mais voos para o terminal internacional que estava com a capacidade operacional ociosa tanto para passageiros quanto para cargas.
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Desde a implementação da limitação de 6,5 milhões de passageiros anuais no Santos Dumont, no fim de 2023, o Galeão registrou aumento significativo na movimentação de passageiros. De janeiro a outubro de 2025, o crescimento observado na movimentação fluminense foi de 21,6%, em relação ao mesmo período do ano de 2023. No mesmo período, o transporte de cargas teve crescimento de 46,3%.
“Primeiro, as entidades empresariais e posteriormente a adoção de políticas públicas da prefeitura e do governo do estado foram ações decisivas para retomarmos voos a partir do Galeão. Hoje, 85% do nosso crescimento parte do Rio, saltamos de 17 para 100 voos na cidade”, disse Ferrer, que anunciou o voo Rio-Nova York, a partir de 8 de julho, além de Lisboa em setembro e Paris no fim do ano.
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O CEO da Gol participou do painel ao lado do presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Josier Vilar; da presidente Academia Brasileira de Cinema, Renata Magalhães; e do economista-chefe da Firjan, Jonathas Goulart. A mediação foi jornalista Rodolfo Schneider, diretor geral de Conteúdo do Grupo Bandeirantes. A série ‘Conversas para um Rio de futuro’ reúne especialistas para discutir propostas e ideias para o futuro do estado e que contribuirão com o debate eleitoral estadual deste ano.
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| Foto: Paula Johas |
Também presente ao painel que ocorreu na Casa Firjan, hub de inovação e tendências da federação, o 2º vice-presidente da Firjan CIRJ, Antonio Carlos Vilela, destacou que o debate foi fundamental para comprovar que a sociedade do Rio de Janeiro quer avançar, melhorar, mas que chegou no seu limite. “Nesse ambiente empresarial, há uma intenção de dar um basta a essa paralisia em termos de gestão e operação do estado. A sociedade pode retomar ativamente os caminhos do desenvolvimento”, afirmou.
Jonathas Goulart reforçou que, geograficamente, o estado do Rio tem dois pilares fortes de desenvolvimento econômico: energia, em especial óleo e gás, e o soft power, com destaque para indústria criativa. O economista-chefe da Firjan afirmiu que há desafios importantes a serem vencidos, como melhoria da infraestrutura logística e de qualidade da energia elétrica, segurança pública e questão fiscal.
“O Rio de Janeiro tem um forte potencial logístico, mas também o Custo Rio para o empresário é muito alto. Temos que equalizar os problemas e assim manter e atrair novas empresas”, citou Goulart.
Como exemplo de crescimento sustentável, Josier Vilar destacou a implementação do complexo industrial da saúde, que abriga quatro pilares: o fabril (produção de medicamentos), o do conhecimento, de serviços e de inovação. Segundo ele, investir em inovação facilita todo o ecossistema industrial. Vilar também defendeu a criação da Marca Rio, como forma de aproveitar as qualidades e o potencial do Rio de Janeiro.
Já Renata Magalhães destacou a vocação natural da cidade do Rio de Janeiro como encontro da cultura brasileira e como a indústria criativa e do audiovisual são motores para desenvolver essa vocação. “A cultura é estratégica para o desenvolvimento de um estado, de um país. O Rio de Janeiro tem essa infraestrutura com estúdios, equipamentos e talento humano”, reforçou.
Confira abaixo a íntegra do debate: