Para uma maior divulgação junto aos empresários fluminenses, o Conselho Empresarial ESG da Firjan promoveu, em 21/5, um debate sobre a Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB), um sistema de classificação de quais atividades econômicas são consideradas sustentáveis. A convite do conselho, a coordenadora-geral de Finanças Sustentáveis do Ministério da Fazenda, Ayuni Sena, participou do encontro e explicou os objetivos e o funcionamento da TSB.
“Apesar de ser mais conhecida e tangível para as grandes empresas, a Taxonomia Sustentável ainda é algo novo e complexo para boa parte das pequenas e micro empresas, que podem se beneficiar de recursos financeiros a partir da adoção de práticas de economia verde. Então, é importante esse debate qualificado para todos os empresários do Rio de Janeiro”, afirmou a presidente do Conselho ESG da federação, Claudia Guimarães.
De acordo com Ayuni Sena, a TBS foi criada em 2023 com o objetivo de inovar e trazer para o país, instrumentos e critérios objetivos para financiamentos de projetos sustentáveis, já adotados em outras partes do mundo. Estabelecida pelo Decreto Federal 12.705 de 2025, a TBS é uma ferramenta que visa orientar investidores e empresas nas escolhas de investimentos, que efetivamente estejam alinhados com promoção de uma economia mais verde, de baixo carbono e sustentável.
No total, são 11 objetivos abordados pela TSB, sendo 7 climáticos e ambientais e 4 econômicos-sociais. No primeiro grupo, destacam-se Mitigação da mudança do clima e Adaptação às mudanças climáticas. Já na outra esfera, Redução de desigualdade socioeconômicas, considerando aspectos raciais e de gênero, é o tema principal.
“A TBS é um sistema de classificação que define, de modo claro, objetivo e com embasamento científico, atividades, ativos e/ou categorias de projetos que contribuem substancialmente, por meio de critérios específicos, para os objetivos climáticos, ambientais e/ou econômicos-sociais. Ela também se caracteriza por ser um documento orgânico e “vivo” com capacidade de passar por revisão e constante evolução, de modo que consiga responder aos desafios da transição sustentável”, explicou a coordenadora do Ministério da Fazenda.
Para os negócios do Rio de Janeiro, especialmente em setores com cadernos específicos como indústria de transformação, eletricidade e gás, água e saneamento, construção, transporte e serviços sociais, a taxonomia tende a se tornar uma referência na concessão de crédito, emissão de títulos verdes e na relação com cadeias globais de suprimentos, exigindo maior comprovação de desempenho socioambiental, mas também abrindo acesso a novas fontes de financiamento e mercados.
No caso das pequenas e médias empresas fluminenses, embora a regulamentação dialogue inicialmente com grandes instituições financeiras e setores econômicos em geral, a expectativa é que bancos, investidores e grandes compradores passem progressivamente a usar os critérios da taxonomia em suas análises de risco e exigências contratuais. “Assim, as PME devem organizar informações ESG básicas, comprovar conformidade ambiental e trabalhista e buscar apoio técnico para se posicionar como fornecedoras e parceiras alinhadas à transição ecológica brasileira”, completou a presidente do Conselho ESG da Firjan.
Para maior conhecimento sobre o tema, o conselho recomenda a acessar a página do Ministério da Fazenda – Taxonomia Sustentável Brasileira AQUI.