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Conselho da Firjan Centro-Sul reúne empresários e forças de segurança em Três Rios

Vice-presidente da Firjan Centro-Sul, Waldir dos Santos Jr. enfatizou a importância da melhoria do ambiente de negócios na região

Vice-presidente da Firjan Centro-Sul, Waldir dos Santos Jr. enfatizou a importância da melhoria do ambiente de negócios na regiãoFoto: Divulgação | Firjan

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Publicado em 22/06/2026 11:15  -  Atualizado em  22/06/2026 16:43

Segurança pública foi o mote da última reunião do Conselho Empresarial Firjan Centro-Sul, em Três Rios, no dia 11/6. O encontro atraiu lideranças estratégicas de órgãos de segurança do estado do Rio de Janeiro, como a Polícia Militar, além de representantes da sociedade civil. Na ocasião, os empresários discutiram sobre os impactos para a atração de novos negócios e para o desenvolvimento econômico do interior fluminense.

O vice-presidente regional da Firjan, Waldir dos Santos Junior, enfatizou a importância de estabelecer medidas para a melhoria do ambiente de negócios na região. “Nenhuma região alcança seu pleno potencial de desenvolvimento sem um ambiente seguro para viver, empreender e investir. A segurança pública não é apenas uma demanda da sociedade, é um fator estratégico para a atração de novos negócios e para a manutenção dos investimentos já existentes”, destacou Waldir, ao lado dos empresários que destacaram as preocupações relacionadas à segurança na região e nas rodovias estratégicas para a atividade industrial.

O panorama detalhado da segurança foi apresentado por Samuel Rivero, especialista em Segurança Pública da Firjan, que revelou a dimensão do impacto econômico da criminalidade. “A segurança não é um problema comunitário, é uma trava e um grande desafio, não só para o Rio de Janeiro, mas para o Brasil”, destacou.

Segundo os dados apresentados, o estado perde mais de R$ 500 bilhões por ano com a ilegalidade e a informalidade, além de mais de 300 mil empregos formais. De acordo com o estudo Rio de Futuro, no qual a segurança aparece como um gargalo recorrente, dois em cada três empresários fluminenses consideram a segurança pública essencial para tomar decisões de investimento.

No recorte da região Centro-Sul, no período de 2015 a 2025, o painel mostrou uma mudança importante no perfil dos crimes. Enquanto os roubos de rua são muito baixos e os roubos de carga caíram de 16 ocorrências em 2015 para apenas dois em 2025, os casos de estelionato explodiram com os golpes virtuais a partir de 2020.

Por outro lado, a letalidade violenta acendeu um alerta ao subir na região desde 2024, na contramão da média estadual: Três Rios fechou os últimos dois anos com 30 e 31 casos – eram 10 em 2015 – e Paty do Alferes passou de 25 registros nos últimos três anos. As extorsões também subiram, passando de 16 para 33 ocorrências no período.

Atuação integrada das forças de segurança

A atuação das forças de segurança na região Centro-Sul foi detalhada pelos comandantes da Polícia Militar, que enfatizaram a importância do diálogo direto com o setor produtivo para manter os satisfatórios indicadores locais.

O comandante do 7º CPA, Cel PM Ronaldo Martins Gomes da Silva, explicou que a realidade do interior difere da capital: o maior desafio na região não são os roubos, mas a letalidade violenta, muitas vezes associada a conflitos de facções e vulnerabilidade. O coronel destacou que a Região Serrana apresenta os menores números de roubo do Estado e afirmou que o desafio é manter e reduzir ainda mais esses índices, estabelecendo inclusive a "meta zero" para crimes em determinadas localidades.

O coronel também fez um apelo para os cidadãos formalizarem boletins de ocorrência, especialmente sobre estelionato, que classificou como "o crime do momento", para evitar a subnotificação. “Sabemos da importância da segurança no comércio e na indústria. Sem segurança, você não tem prosperidade, as coisas não andam”, afirmou.

Alinhada a essa visão preventiva e de ostensividade, a comandante do 38º BPM, Ten Cel PM Viviane Mendes dos Santos Pereira, tranquilizou os empresários. Ela assegurou que, em Três Rios, a polícia mantém o controle do domínio territorial frente ao tráfico de drogas, não havendo situação comparável à da capital. A comandante apresentou um panorama de queda constante em letalidade violenta e roubos (de veículos, carga e rua) nos últimos seis meses e destacou ações como operações de trânsito contra crimes em motocicletas e atuações conjuntas para desarticular quadrilhas de estelionato.

Ao apresentar números expressivos, a tenente-coronel informou que, entre janeiro e maio de 2026, o batalhão realizou 488 ocorrências, 306 prisões e apreendeu 25 armas de fogo e grandes quantidades de entorpecentes. De acordo com a oficial, 80% das apreensões ocorrem em áreas mapeadas como críticas, a exemplo dos bairros Puris e Habitat, onde recentemente foram cumpridos 39 mandados de busca e apreensão.

“Essa iniciativa da Firjan de debater segurança pública [é fundamental]. É assim que a gente consegue executar o nosso trabalho, nessa via de mão dupla”, pontuou a comandante.

Mobilização comunitária

A presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Três Rios, Ana Carolina Lazarini, apresentou o funcionamento do conselho, destacando a importância da articulação comunitária, e defendeu o ordenamento urbano. “Sem segurança, não há desenvolvimento econômico, não há desenvolvimento industrial”, disse.

 
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