O Novo Ciclo da Engenharia de Instalações foi o tema do XVI Seminário de Instalações Prediais (Semin), realizado nesta quarta-feira (19/8), no Clube de Engenharia, no Centro do Rio, com o apoio da Firjan. Promovido pelo Sindicato da Indústria de Instalações Elétricas, Gás, Hidráulicas e Sanitárias do Rio de Janeiro (Sindistal), o evento reuniu profissionais, empresas e especialistas para debater tendências, inovações e soluções que impulsionam o desenvolvimento do setor no país.
O presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, participou da abertura institucional do evento ao lado de Francis Bogossian, presidente do Clube de Engenharia; Evandro de Freitas Junior, presidente do Sindistal; e Miguel Fernández, presidente do CREA-RJ. Em sua fala, Caetano destacou o papel estratégico das empresas instaladoras diante das transformações da indústria, especialmente em um cenário marcado pela transição energética, pela inovação e pela crescente demanda por eficiência e segurança. Ele também ressaltou que a entidade promove iniciativas e apoia os sindicatos em diversos encontros que visam justamente disseminar o conhecimento de novas tendências. “A tecnologia, a inovação e a digitalização mudam constantemente esse mercado”, pontuou.
Entre as iniciativas da Firjan para motivar a atualização dos associados estão o Programa Caravanas Empresariais, que levou empresários à Feira Internacional da Construção Civil de São Paulo (Feicon), principal feira de construção civil, realizada em abril deste ano. Em junho, a federação, em parceria com o Sindistal e a Enel, promoveu o Energy Day - Jornada da Transição Energética. Na próxima semana, a agenda contempla a presença, também na capital paulista, na Intersolar South America, maior congresso do setor solar da América Latina (25 a 27 de agosto).
Dentro do programa de imersão internacional, está agendado para outubro o Electricity Transformation Canada, em Toronto, uma das principais feiras internacionais voltadas à transformação do setor elétrico do mundo. O encontro reúne especialistas e empresas líderes em temas como eletrificação, armazenamento de energia, smart grid, digitalização de redes, mobilidade elétrica, cibersegurança e integração de fontes renováveis.
“Eu destaco ainda que seguimos apoiando as empresas associadas do sindicato na qualificação profissional por meio da Firjan SENAI. Esse ano, já oferecemos 100 vagas pactuadas para cursos de Técnico em Eletrotécnica, Instalador de Tubulação de Gás Predial, Eletricista Predial e Soldagem de Tubos e Conexões de PEAD”, pontuou Caetano.
Transição energética e reforma tributária
O evento também contou com a participação da Firjan em diferentes momentos da programação. A especialista em estudos de competitividade da Firjan, Tatiana Lauria, elogiou a parceria com o Sindistal para a realização do Energy Day, que discutiu os caminhos da transição energética e seus impactos para o setor industrial. Em seu discurso, lembrou que o Sindistal reúne empresas que estão na ponta da transformação energética: “São empresas que projetam, instalam e fazem a manutenção das soluções que estão por trás da eficiência energética e da segurança das instalações, fazendo a conexão entre as necessidades do consumidor e as soluções que a indústria pode oferecer”.
Tatiana ainda salientou que o Energy Day nasceu com o propósito de, principalmente, falar de fontes renováveis e de transição energética, levando isso para as indústrias de uma forma concreta, mostrando que existem oportunidades por trás dessa mudança. “Nós falamos de eficiência energética, de baterias; é uma gama de assuntos em que buscamos transformar soluções em renda e oportunidades. São quase 30 eventos desde 2017”, observou.
Já a advogada tributarista da Gerência Jurídica da Firjan, Fernanda Brumana, foi uma das convidadas a falar sobre Desafios e Oportunidades da Reforma Tributária e Leis de incentivo. Com mediação da diretora trabalhista do Sindistal, Fernanda Abreu, o painel foi composto ainda pelo CEO da Sagre Agência de Projetos Incentivados, Marcos Junqueira; e o CEO da Medeiros & Advogados Associados, Daniel Medeiros.
Fernanda Brumana detalhou os impactos da reforma tributária sobre o setor produtivo e explicou que as mudanças afetam de forma diferente as empresas, de acordo com o porte de cada empreendimento. Ela ressaltou, ainda, que a nova regra acaba com disputas fiscais entre estados e prefeituras, garantindo que as pequenas e médias empresas do Simples Nacional possam optar por um formato híbrido de tributação.
“A reforma visa simplificar a nossa excessiva carga tributária e reduzir a complexidade gerada pelas regras dos 27 estados e dos diversos municípios. O lado positivo é que a reforma acaba com a guerra fiscal entre estados e facilita a rotina contábil de empresas que prestam serviços para diversas cidades”, explicou a advogada da Firjan.