
Sérgio Duarte e Luiz Césio Caetano se encontram na fábrica da Chinezinho, em Valença.Foto: Vinicius Magalhães / Firjan
Comer pipoca vendo o novo episódio de sua série favorita, incrementar a pizza com orégano ou se aquecer com uma sopa de ervilha no inverno. Em todos esses momentos, tem indústria. E se você é morador do estado do Rio, muito provavelmente essa indústria que está na sua casa é a Chinezinho. Só na unidade de Valença, são produzidas 1800 toneladas de produtos por mês, ou três milhões de itens por dia, por 230 colaboradores. Nesta quinta-feira (9/4), o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, foi lá conhecer a produção.
“Impressionou-me a quantidade de produtos, o controle do processo e da matéria-prima. É um ambiente de trabalho extremamente organizado”, destacou Caetano. “Em 52 anos de Chinezinho, é a primeira vez que um presidente da Firjan vem visitar a nossa fábrica”, disse Sérgio Duarte, presidente da empresa, que tem outra fábrica em Vassouras.
Líder de vendas de ervilha partida no estado do Rio de Janeiro e maior importador do insumo no Brasil, o principal desafio da empresa hoje é expandir sua atuação em São Paulo. Os 700 produtos da Chinezinho estão em 13 estados. E o portfólio segue crescendo.
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| “Em 52 anos de Chinezinho, é a primeira vez que um presidente da Firjan vem visitar a nossa fábrica”, destacou Sérgio Duarte, presidente da Chinezinho. | Foto: Vinicius Magalhães / Firjan. |
Inovação e sustentabilidade
A empresa criou um hub de negócios e inovação que funciona com uma incubadora que hoje recebe quatro marcas: Brownie do Luiz, Tiferet (molhos), Palomithas (pipocas) e Top Less (snacks saudáveis). “Em um ano e dois meses, uma dessas empresas já aumentou em cinco vezes o seu faturamento e está lançando novos produtos”, informou Antero Rego, conselheiro da Chinezinho, com 22 anos de empresa e orgulho em contar que ajudou a “construir a fábrica de Valença”, que hoje tem 10 mil metros quadrados de área construída.
A inovação não é só em produtos. Na unidade de Valença, mulheres representam 70% da força de trabalho. Se focarmos nos cargos de gestão da planta fabril, elas são 80%, segundo Antero. É mais que o triplo da média constatada pela Pesquisa Firjan de Diversidade, Equidade e Inclusão na Indústria Fluminense, que atestou que elas correspondem a 22,3% dos trabalhadores desse setor no estado. Muitas dessas funcionárias são treinadas na Firjan SENAI Barra do Piraí. Como a gerente industrial Angela de Souza Pereira, engenheira de produção, 20 anos de empresa, ex-aluna e hoje instrutora do SENAI.
Uma das funções das lideranças da empresa é pensar em desperdício zero. E achar soluções como a encontrada para os resíduos da semente do urucum, matéria prima do colorau. “Só usamos 3% da semente, que é onde se concentra o pigmento. Os demais 97% eram descartados. Até que descobrimos que 25% desse resíduo é proteína. Daí moemos e vendemos para uma fábrica de ração”, explica Antero.
Motivos não faltam para o empresário Sergio Duarte fundamentar algo que gosta de repetir: “Tenho orgulho de dizer que sou do Rio. Muitas pessoas que não são daqui não dão o devido valor ao que é produzido em nosso estado e quando visitam as fábricas se surpreendem”.